#random: melhores de 2016 (parte 2)


Posso ou não ter esperado um certo clipe sair pra postar o resto da lista…

6. Jogos: Pokémon Go, tabletop ♥ e RPG

2016 foi o milagroso ano em que saiu um negócio chamado Pokémon Go, batendo recordes de downloads e viciando a população do mundo inteiro. Caso você tenha vivido embaixo de uma pedra por um período, o jogo usa o GPS do seu smartphone e realidade aumentada pra trazer o Pokémon ao nosso mundo. Não vou entrar em muitos detalhes por um simples motivo: se você se interessa, você já sabe como funciona; se não, não é minha explicação que vai fazer diferença.
Na época em que saiu, o jogo era razoavelmente ruim. Era vago, não tinha muitas possibilidades de renovação e o progresso era lento. Mas nada disso interessava, porque era Pokémon, então continuamos jogando até o ponto em que não tinha mais pra onde ir. Aí que a Niantic foi trabalhar em algumas coisas que não estavam legais e lançou várias atualizações. Hoje tá bem mais legal, e eles investiram em recompensas pra quem joga um pouquinho todos os dias, mas o problema é que boa parte do público já abandonou — sem volta. Pra minha sorte, tem um grupo de amigos meus que ainda saem juntos pra jogar, e esse é o tipo de coisa que fica mais divertida com companhia.

darkmoon

FALANDO EM COMPANHIA, os dois próximos destaques só existem mesmo com companhia, mas só vou citar em vez de falar muito profundamente deles. Primeiro, os board e card games, que a cada ano fazem mais parte ainda da minha vida –e dos escassos posts do brogue. O segundo é que no final do ano, em uma mistura de curiosidade, insistência dos mestres e necessidade de passar mais tempo com amigos pra manter a sanidade, entrei na primeira mesa de D&D da minha vida. É difícil, tem muito que ainda preciso ler e entender, depende um tanto de uma sorte que eu não tenho, mas é beeeeeem divertido (ao menos com o migo que mestra essa mesa que eu entrei). E os dados são lindos.

7. A volta de 2006

ISSO FOI BIZARRAMENTE MARAVILHOSO.
Vamos começar pelo fato de, além do show da Gabby que já comentei antes, eu ter ido a outros dois em 2016: em agosto, um festival com CPM 22 e Tihuana; em dezembro, SIMPLE PLAN. A Jéssica de 2006 ficou tão orgulhosa, dez anos certinhos depois.
Também voltei a ouvir umas coisas que não ouvia há muito tempo por motivos variados, e um negócio que aconteceu foi que comecei a dar mais atenção pro primeiro álbum do Boys Like Girls. Lançado em 2006. O qual eles estavam homenageando em uma turnê de aniversário, que infelizmente só passou pelos EUA (como sempre).
Acho que o que também merece uma menção é a proliferação de baladas emo em SP. ERAM UMAS TRÊS POR SEMANA AT SOME POINT. Já tentei até me convencer a ir várias vezes só pelas playlists, mas sempre acabava caindo a ficha de que eu detesto baladas –quando eu mesma não fazia a ficha cair, eram os amigos. Deixo aqui meu agradecimento a esses lindos que me conhecem tão bem, mesmo que não cheguem a ler.

dj-sp
Inclusive o DJ que tocou a melhor playlist da vida antes do show do Simple Plan é responsável por um desses eventos.

E aí tem o All-Star. Eu segui usando vários deles desde 2006 mas, pouco depois de eu me mudar pra SP, o último par, que tinha comprado na Disney em 2009, já tinha dado tudo que tinha que dar. Tive que comprar outro estilo de outra marca e… meh. Não dá. Não é o mesmo. Por que essas pessoas insistem em colocar neon laranja em um tênis otherwise perfeitamente básico e neutro? Em 2016 eu cansei e passei o ano inteiro atrás de uma oportunidade de comprar meu All-Star de novo. Literalmente o ano inteiro, já que a oportunidade veio depois do Natal. Mas veio ♥

8. Karaokê da Liberdade

Não vou me prolongar muito aqui, mas preciso atestar um fato: em 2016 a ida ao karaokê da Liberdade se consolidou como o meu rolê preferido em SP ao lado dos tabletop days. Sério. Até fiz meu aniversário lá e faria outra vez.

Aniversário, parte 1.

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Primeiro porque onde a gente vai o catálogo é imenso e atualizado, tanto no aparelho nacional (videokê da raf electronics!) quanto no japonês (joysound). Dá pra ser nostálgico, hipster, gótico, emo, prog, colorido, otaku e qualquer coisa que a gente quiser no mesmo dia. Não digo que tem tudo (das últimas vezes, por exemplo, The Veronicas, algumas do Boys Like Girls e até da Shakira fizeram falta), mas tem muita coisa mesmo, inclusive dos álbuns mais recentes de artistas ainda na ativa.

Uma tonelada de chá e gente maravilhosa nessa tarde de hoje 💙

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O segundo motivo é que ninguém precisa subir em palquinho e passar vergonha cantar na frente de desconhecidos. AMÉM. São salinhas com isolamento acústico (ok que dá pra ouvir um pouco do corredor, mas só), de tamanhos diferentes pra grupos de 5 a 20 pessoas, que você reserva com antecedência. E elas fazem parte do restaurante que fica embaixo, então dá pra ficar lá por várias horas e pedir comida e bebidas etc. E eu mencionei que tem chá infinito de cortesia?

9. Comic-Con Experience

Eu já comentei aqui de quando fui pela primeira vez na Comic-Con Experience, em 2015. Fui um dia só, na sexta, e foi suficiente pra conhecer e fazer tudo que me propus a fazer.
Em 2016, a proposta era quase duplicar o evento em tamanho e público, então me programei com meus dois melhores amigos de Aracaju e compramos credenciais de quatro dias dessa vez. Sim, teve maratona de quatro dias de CCXP e #foiépico. [E sim, vai rolar uma espécie de review aqui porque, ao menos por enquanto, não vou fazer um post dedicado à CCXP 2016.]

ccxp-2016-credencial

O evento foi muito maior e, em alguns aspectos, melhor que no ano anterior. Em vez de uma praça de alimentação insuficiente, eram duas grandes, além de uma só de food trucks e várias lanchonetes espalhadas. A entrada do auditório do Cinemark era separada da entrada comum e os outros auditórios ficaram no mezanino, o que diminuiu muito o tumulto e um dos pontos que eu achei negativos no ano anterior. A área de fotos e autógrafos teve uma localização melhor (apesar de algumas instruções ainda ficarem meio confusas). Artist’s Alley estava justamente NO CENTRO do evento. Havia uma área só dedicada a música, com direito a shows em certas horas do dia (inclusive do Detonator). Netflix trouxe ainda mais brindes e tinha ainda mais coisas acontecendo.

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(euzinha quando ainda não tinha visto a série e não podia apreciar completamente a referência)

Porém… o evento basicamente duplicou em tamanho e público. Desde a quinta-feira, todo o lugar estava lotado, com um monte de coisa acontecendo ao mesmo tempo e gente demais esperando toda atração. A sensação no final é de que não deu pra aproveitar tudo que queria, mesmo indo os quatro dias! Das dez da manhã às dez da noite tinha fila enorme em absolutamente tudo e se perdia muito tempo, além de algumas atrações (o salto da fé do Assassin’s Creed e o VR de Westworld, por exemplo) só permitirem certo número de pessoas por dia. Não acho que quem foi um dia só, sem ter apenas um objetivo bem específico, tenha saído de lá muito satisfeito. Além disso, apesar de o Artist’s Alley estar muito bem posicionado no meio do evento, foi prejudicado pela proximidade dos shows que eu mencionei antes na área dedicada a música e por estar exatamente do lado do estande da Netflix, que teve karaokê outra vez. A área dedicada a cultura japonesa foi tão pequena e apagada quanto no ano anterior, o que é bem decepcionante. E a fiscalização da doação de livros era bem fraca, de verdade. Acho que era possível entrar com meia promocional sem doar o livro e ninguém notar.

ccxp-2016-multidao
QUANTCHA GEEEEEEENTCHIIIIIII, QUANTCHA ALIGRIAAA

Com tudo isso, ainda acho que valeu. É um evento de uma estrutura sem igual, a organização do Omelete etc aparentemente preza muito pelo público e, apesar de sempre ter alguma coisa que precisa melhorar, fica bem claro que eles trabalham nisso. Tentei aproveitar o máximo e, mesmo com a sensação de não ter feito tudo que queria fazer, foi uma ótima maratona. Vou fazer o possível pra continuar indo, aproveitando, divulgando, enaltecendo e apontando pontos que precisam melhorar nos próximos anos.
Acho que a gente precisa que um evento desses seja o melhor que pode ser e fique bem estabelecido no país, e nossa participação (indo ao evento se possível e comentando os pontos mais positivos e negativos) é importante, ou até crucial, pra construir isso. Apesar de São Paulo ainda achar que algo que reúne 196 mil pessoas e pára uma parte da cidade por quatro dias é “de nicho”…

10. Música: 5 singles

The Pretty Reckless – Take Me Down

Infelizmente, até agora o resto do álbum não teve o mesmo efeito (devastador) que essa música teve no meu repeat. Mas acredito que seja o melhor single da carreira da banda da Jenny até hoje.

Tarja – No Bitter End

A Tarja lançou dois álbuns em 2016 e o primeiro single continua sendo a minha coisa preferida. Tem até um quê de Foo Fighters na melodia e não parece muito o que se esperaria dela, mas OLHA…

Nightwish – My Walden

Que eu não sabia nem que tinha sido single até fazer minhas pesquisas pras listas de fim de ano. Mas tá valendo por ser uma das minhas favoritas do EFMB, de 2015. E esse live de Tampere (Finlândia) do último DVD deles é LINDO.

Sandy & Tiago Iorc – Me Espera

Nunca liguei muito pro Tiago Iorc quando cantava em inglês. Continuei sem ligar muito pro Tiago Iorc quando ele passou a cantar em português. Mas o cara canta bem mesmo. A voz dele combinou demais com a da Sandy e os dois carregam o instrumental sutil nas costas. O clipe é bem bonito também.

Zayn & Taylor Swift – I Don’t Wanna Live Forever

Taylor lançou mais dois singles maravilhosos esse ano (Out of the Woods e New Romantics) que já nem preciso citar. Esse precisou porque nunca achei que iria gostar tanto de algo relacionado a Fifty Shades, mas cá estamos. E, por mais chato que ele seja, Zayn Malik tem uma voz massa.
Só fica o questionamento: será que The Weeknd e Timberlake não estavam disponíveis pro feat, e por isso foi preciso chamar o Zayn?

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