#random: melhores de 2016 (parte 1)


*assopra poeira*

snow-white-dust

O fato é que aquele-que-não-deve-ser-nomeado foi um ano bastante ruim. Espero que não tenha sido tanto assim pra você, mas pra mim, particularmente, foi tão ruim que eu acabei abandonando o espaço aqui aproximadamente na metade dele.
Nem mesmo os posts do Volta ao Mundo continuaram — além da minha própria crise, o Felipe também meio que sumiu, então realmente não tinha como. Já peço desculpas por isso. Talvez seja possível postar todos os países que faltam, mesmo que o tempo já tenha acabado, caso alguém queira fazer o desafio em algum outro ano.

ENFIM.

No meio desse monte de coisa ruim, o ano ainda teve seus momentos. Então resolvi fazer uma listinha com um pouco do melhor que eu li, vi, ouvi, joguei e outras coisas aleatórias. :)
Como ficou um pouco grande, dividi em dois posts e aqui vai a primeira parte.

1. Orange

(e meu subsequente retorno aos animes)

Orange conta a história de Naho Takamiya e seu grupo de amigos. Certo dia de abril, Naho recebe uma carta ~misteriosa~, enviada pela Naho de dez anos no futuro. Naquele dia, um aluno novo se junta ao grupo de amigos, e a carta diz que ele morrerá em breve e Naho precisa fazer de tudo pra salvar sua vida.
(É mais ou menos o que deve dizer nesse trailer aqui embaixo, mas ainda não aprendi japonês pra confirmar.)

Em algum momento no segundo semestre, todas as recomendações que apareciam pra mim, em todo lugar, começaram a apontar para a minissérie. Os cinco mangás tinham sido lançados no Brasil do final de 2014 ao final de 2015, e o anime de treze episódios saiu de julho a setembro de 2016 — mais ou menos junto com o box dos mangás. Pouco depois que ele acabou de ser lançado, eu me rendi e fui assistir.
O gênero é aquela mistura bem massa de drama com um pouco de comédia, um pouco de romance, MUITA amizade legal e até viagem no tempo. Mas também é pesadíssimo emocionalmente, porque trata de depressão. Tanto o anime quanto o filme live-action lançado em 2015 são visualmente maravilhosos. Maravilhosos MESMO. Por isso até coloquei o trailer ali em cima, mesmo não tendo legendas. E a música de abertura já entrou pras minhas favoritas do ano também.

O lado ruim é que, por ser tão recente, mesmo os meus amigos mais ligados nos animes ainda não tinham visto. Teria ficado falando sozinha sobre ele, mas por sorte uma amiga já tinha lido os mangás. (♥) Mas me empolguei tanto que não aguentei esperar essa amiga pra ver o filme live-action de 2015 junto. Pois é.
O lado bom é que me empolguei o suficiente pra voltar a ver animes, e já emendei em outros dois que entraram pros meus favoritos: Charlotte e Erased. E Madoka um pouco mais tarde, mostrando que meus amigos me conhecem e sabem fazer indicações.

2. Gabrielle Aplin – Light Up The Dark

Não deixei suficientemente claro no post que fiz sobre o show da Gabrielle Aplin que teve em maio, então aqui vai: o Light Up The Dark é uma das melhores coisas que ouvi em toda a minha vida.
Sim, ele foi lançado no final de 2015, mas às vezes a gente demora um pouco mesmo pra absorver um álbum e às vezes ele simplesmente poderia ficar no repeat a vida toda. As duas coisas aconteceram com esse.

As minhas favoritas *hoje* são os dois singles muito bem escolhidos (Light Up The Dark e Sweet Nothing), Heavy Heart, What Did You Do?, This Side of the Moon e Skeleton. Só pra constar. Ninguém precisa concordar.

3. Bienal, livros de amigos e maravilhas do YA nacional

Em 2016, vários amigos e amigas lançaram livros ou assinaram contrato com editoras grandes. A Bel assinou e lançou pela Galera, a Lari lançou pela Verus, a Chris lançou pela Planeta, o Pedro assinou com a Gutenberg, a Aimee assinou e lançou com a D’Placido… E eu consegui encontrar todos eles ao vivo e teve abraço e autógrafo e orgulho. ♥

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Todas orgulhosas da Chris lá na Planeta ♥

A Bienal foi quando a maior parte desses encontros aconteceu (menos a Bel, que encontrei em junho e tava junto com Pam e Pedrugo), e foram quatro dos dias mais incríveis do ano. Cansativos, bem cansativos, especialmente porque moro longe do lugar, mas incríveis. Teve happy hour da Intrínseca no primeiro dia, com direito a muita comida maravilhosa, espumante e Heineken. Teve corrida da sessão de autógrafos da Chris pra sessão de autógrafos da Pam pra sessão de autógrafos da Lari no último dia. Teve um dia que emendei a Bienal num café na Paulista com a Ray e o Artur antes que perdesse os dois pra NYC e pra Köln, respectivamente. Ganhei do Pedro o livro dele que eu ainda não tinha conseguido comprar. Espalhei a palavra da Daytripper. Até quando eu fui sozinha foi divertido, porque deu pra encontrar um monte de gente incrível por lá. E passei boa parte desses dias com a May, que foi miga das internets por muito tempo até estarmos as duas morando em SP e ela ser uma das migas mais importantes do ano. Acho que isso precisava constar aqui.

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Lutando pra conseguir um bom ângulo do melhor brinde ♥

Sobre as maravilhas do YA nacional: dois dos meus favoritos da vida, dois dos livros mais importantes que eu li nos últimos tempos, foram lançados em 2016. Já falei um monte deles na época, então só vou deixar aqui registrado que Amor Plus Size, da Lari, e Boa Noite, da Pam, são leituras OBRIGATÓRIAS.

4. Séries: iZombie, This is Us e Stranger Things

iZombie é uma adaptação bem livre da série de quadrinhos de mesmo nome, que saiu pela Vertigo. A protagonista Liv Moore tinha a “vida perfeita” bem encaminhada: noiva do cara que achava ser o amor da vida dela, e médica residente em Seattle. Mas, ao ir a uma festa e, digamos, acordar com uma vontade insaciável de comer cérebros, o plano muda bastante… agora Liv trabalha no necrotério, onde pode conseguir os cérebros que precisa pra sobreviver sem levantar muitas suspeitas. Ela também passa a ajudar a polícia na resolução de casos, já que tem ~visões~ ao comer os cérebros.

Eu não esperava que fosse gostar tanto dessa série, honestamente. Afinal, é da CW e a maior parte dos fãs do quadrinho não gosta dela. Mas ela é BEM divertida, uma mistura de comédia e drama policial com zumbis, e o showrunner e a equipe são os mesmos de Veronica Mars! Outro negócio legal é que a Liv é uma protagonista que merece o título: nenhum personagem secundário apaga o brilho dela ou “rouba a cena” constantemente. Quem sustenta a série é ela. É bem raro que isso aconteça hoje em dia.

This Is Us foi a melhor estreia da TV americana em MUITO tempo. Todos os meus amigos que veem a série choram toda semana, porque cada semana é um tiro diferente. Mas o jeito que ela se desenvolve é tão interessante que qualquer informação seria um spoiler, então só vou dizer que é sobre as vidas de quatro pessoas que compartilham o aniversário. A série começa no aniversário de 36 anos de cada um deles, e desenvolve a partir daí.

Stranger Things. Como eu começo a falar de Stranger Things?
A essa altura não preciso mais dizer do que se trata, em parte porque todo mundo já viu e em parte porque é mais divertido ver sem saber. Foi a última série que vi no ano (demorei um pouco porque não pude ver quando saiu), e é do tipo que tenho certeza que terminaria no mesmo dia se estivesse vendo sozinha.

5. Canadá

Como falei no balanço de março do ano passado, nessa época eu pude passar duas semanas no Canadá — que foi inclusive o destino de março da Volta ao Mundo.
Especificamente, foram algumas horas em Toronto. Aproximadamente 12 entre desembarcar e embarcar novamente. Não deu tempo de fazer muita coisa a não ser conhecer os arredores da Union Station (uma espécie de Grand Central de lá), tomar um café, esbarrar em uma Comic-Con (!) e ver o Robbie Amell. Mas quero voltar lá algum dia, especialmente considerando que a cidade onde eu moro tem voos diretos pra lá.

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O resto do tempo fiquei em Vancouver. É realmente difícil não amar esse lugar, e acho que isso é tudo que preciso dizer além de: é muito legal ver séries filmadas em uma cidade que você conheceu e reconhecer os lugares.

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(mas esse banco não tem motivo nenhum pra estar aqui a não ser o fato de eu achar essa uma ótima foto)

E foi legal como o país acabou fazendo parte do meu ano de tantas formas aleatórias diferentes, não só com a viagem e o fato de ter o namorado morando lá.
Na visita, acabei fazendo amizade com alguns colegas dele (que são pessoas bem incríveis), e mais tarde tive um trabalho sobre multiculturalismo na faculdade em que a ajuda deles foi essencial pro estudo que eu queria fazer. Tive um trabalho em grupo sobre o inglês canadense. Adotei pancakes com maple syrup na minha vida — e pretendo aprender a fazer poutines. Passei mais de metade do ano ouvindo Simple Plan, que é uma banda canadense, e em dezembro inclusive fui com meu amigo a um show (incrível) (muito incrível) (mesmo) deles.

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OI PIERRE

Acho que dá pra encerrar com isso e deixar o resto pra parte 2, que sai em breve :)

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