Volta ao Mundo: Nigéria


O que é esse som que eu to ouvindo? É o atraso sendo diminuído?


 

Federal Republic of Nigeria

População: 182.202.000 (2015)
Território: 923.768 km²
IDH: 0,514 (2015)

(mapa da ONU, dados da Wikipédia)


Foi bem difícil escolher os países e autores representantes da África e do Oriente Médio, principalmente pelo pouco contato que temos com a literatura de lá. A escolha da Nigéria não é original, já que o país fez parte da Volta ao Mundo do ConversaCult também, mas foi bem pessoal.
Não vou nem justificar com “quero ler Chimamanda” porque poderia fazer isso fora do Desafio, não é mesmo?
Há alguns anos, eu tive a oportunidade de dar aulas de inglês em uma pequena escola de idiomas. A experiência foi um horror em vários aspectos, mas um foi legal: os outros professores. Acho que, exceto coordenadora/diretora, éramos em quatro, e três de nós andávamos muito juntos. Uma delas, uma das pessoas mais fofas e melhores professoras que eu já conheci, tinha acabado de chegar ao Brasil quando a conhecemos. Tinha vindo de Lagos e mal arriscava algumas palavras em português na época, mas nós trocávamos livros em inglês e falávamos sobre eles e… enfim.
Josie, que agora tem o português perfeito e tá reinando em uma escola bilíngue, não deve ler isso, mas essa vai pra ela.

Autores:

Chinua Achebe

Nascido em Ogidi, Achebe é um dos autores mais importantes da literatura Nigeriana e Africana, tendo o livro mais lido e conhecido da literatura Africana moderna. O autor foi novelista, poeta, professor, ensaísta e crítico. Fascinado pelas diversas religiões do mundo e a abrangência de suas mitologias, além de sua paixão pela cultura tradicional africana, Chinua se dedicou à literatura durante sua graduação, e nunca parou de escrever. Crítico ferrenho do colonialismo e do neocolonialismo, o autor foi extremamente importante para os movimentos de libertação cultural e na luta contra o racismo no mundo inteiro, sendo símbolo de uma África forte contra a invasão cultural e a diminuição das tradições locais.
Obra: O Mundo se Despedaça

Wole Soyinka

De nome originário do yorubá, Akinwándé Oluwolé Babátúndé Sóyinká, conhecido como Wole Soyinka, nascido em Abeokuta (agora conhecido como Ogun State), é outro dos grandes nomes não só da literatura Nigeriana, mas da Africana como um todo. Poeta, ensaísta, professor universitário e dramaturgo, o autor sempre foi considerado um prodígio por todos os meios por onde passou, desde em sua tribo, até no Reino Unido, tendo trabalhado por muitos anos no Royal Court Theatre, em Londres, produzindo inúmeras peças para teatro e rádio tanto na Inglaterra, quanto em seu país. Ativista político em prol da paz e do direito dos povos africanos, Wole foi o primeiro africano a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura em sua categoria de escrita. Preso durante a guerra civil Nigeriana por seus posicionamentos fortes, exilou-se na Inglaterra, tendo retornado ao seu país anos mais tarde, nunca tendo abandonado a produção artística, nem a defesa dos direitos civis do seu país.
Obra: O Leão e a Joia

Sefi Atta

Nascida em Lagos, filha do Primeiro Secretário do Governo e Chefe da Casa Civil, Sefi foi criada por sua mãe, que transferiu seu interesse pela literatura para todos os filhos. Tendo completado sua educação na Inglaterra e nos Estados Unidos, a autora escreve novelas, contos, peças de teatro, ensaios e peças para o rádio. Sendo uma das autoras mais premiadas da literatura africana moderna e contemporânea, Atta é bastante conhecida e reverenciada pelo movimento cultural negro nos EUA e na Inglaterra (além do seu próprio país), sendo uma voz feminina importante e forte no que se diz respeito à arte africana pelo mundo.
Obra: Tudo de Bom Vai Acontecer

Teju Cole

Nascido em Kalamazoo, nos Estados Unidos, Obayemi Babajide Adetokunbo Onafuwa é filho de nigerianos, e faz questão de trazer consigo o orgulho de ser nigeriano-americano. Tido como um dos mais importantes representantes da literatura, fotografia e história da arte nígero-estadunidense, Teju ainda se dedica ao jornalismo e às causas sociais (principalmente voltadas ao movimento negro e à cultura africana pelo mundo). Tendo se mudado logo cedo para Lagos, Cole dividiu seu tempo entre os EUA e a Nigéria, tendo se graduado em História da Arte Africana, e alcançado o doutorado em História da Arte. Premiadíssimo e extensivamente lido nos Estados Unidos e por toda África, é considerado como uma das vozes mais talentosas do século XX e XXI.
Obra: Cidade Aberta

Chigozie Obioma

Nascido em Akure, ele foi considerado em 2015 como um dos 100 Pensadores Globais pela Foreign Policy, figurando constantemente listas de grandes pensadores contemporâneos e artistas de grande impacto na sociedade em geral. Professor, novelista, contista, poeta, escritor de não-ficção e ensaísta, Obioma é considerado como o “herdeiro de Chinua Achebe”. Premiado no mundo inteiro, Chigozie é um dos escritores nigerianos mais jovens a alcançar tamanha importância, reconhecimento e ser traduzido em tantos idiomas. Premiado por toda a extensão do seu trabalho, o nigeriano atua nos dias de hoje como professor assistente de literatura e escrita criativa na Universidade de Nebraska-Linconl – e continua escrevendo dentro de sua enorme variedade literária até hoje.
Obra: Os Pescadores

Chimamanda Ngozi Adichie

Natural de Enugu, Adichie talvez seja a voz feminina contemporânea mais importante de literatura e da arte ativista nigeriana dos últimos 30 anos. Novelista, poetisa, autora de não ficção, contista, ativista feminista e uma das mais importantes e aclamadas vozes da nova geração de autores e autoras da literatura Africana, a autora já comandou uma das maiores revistas de seu país antes dos 20 anos, deixando seu posto para estudar comunicação e ciência política nos Estados Unidos. Conhecida por suas palestras profundas e extremamente populares, Ngozi é tida como modelo de artista para os movimentos negros feministas na Nigéria e nos Estados Unidos, dividindo seu tempo entre os dois países com workshops, aulas, palestras, entrevistas, e contribuições nos mais variados periódicos literários e não-literários.
Obra: Americanah

Ben Okri

Nascido em Minna, Okri é um dos autores mais importantes da língua inglesa, reverenciado tanto na África, quanto nos Estados Unidos e, principalmente, na Inglaterra. Um dos mais famosos e conhecidos autores Nigerianos da pós-modernidade e da tradição pós-colonial, é constantemente comparado com autores como Salman Rushdie e Gabriel García Marquez. Novelista, ensaísta, ativista social e poeta, Ben tem diversos projetos de caridade em seu país (principalmente depois da guerra Civil). Tendo sido rejeitado na inscrição de um programa de física em uma das maiores universidades de seu país quando jovem, o autor nigeriano disse ter sido “premiado” com um chamado pessoal e extremamente profundo da literatura, tendo começado a partir daquele momento, aos 14 anos, uma produção incessante e impressionante na literatura. Premiado no mundo inteiro, suas obras são consideradas marcos na literatura Africana como um todo.
Obra: A Time For New Dreams

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