Show: Gabrielle Aplin – Cine Jóia (27/05)


E pensar que eu quase não fui pra esse show, mesmo tendo comprado ingresso pouco depois do início das vendas…

ingresso
Explicando:
Não tinha companhia, o lugar é incrivelmente longe da minha casa, o show começava às dez e, sendo sexta-feira, definitivamente o metrô não estaria mais aberto na hora de ir embora. Porque São Paulo é São Paulo, meus pais não gostaram da ideia, estavam com medo. Não que eu não estivesse, já que nunca tinha ido pra lá e tal, mas eles estavam bem mais por morarem longe.
No dia anterior, nós tínhamos combinado que eu ia tentar vender meu ingresso. Anunciei no evento do Facebook, na madrugada depois de uma sessão de Twilight Imperium, e fui dormir. No dia seguinte, ninguém tinha comentado querendo o ingresso. Mas umas quatro moças vieram me tranquilizar (sororidade é uma coisa linda pra caramba, né não?), dizendo que já estiveram na mesma situação e não tiveram problemas, que foi tudo ótimo, que elas poderiam se encontrar comigo lá se eu precisasse etc. Mandei o print do outcome pra minha mãe, conversamos um pouco sobre isso, ok, vou pro show no fim das contas.
Aí, graças a essa super conspiração da vida a meu favor — coisa rara, deve ter algo a ver com as energias positivas que os amigos mandaram quando comentei que tava tentando vender o ingresso –, deu tudo certo. Deu tudo muito certo.

Comecei a ouvir a Gabrielle em 2013, depois de muita insistência da Brenda. Ela finalmente conseguiu me convencer quando saiu o clipe oficial de Panic Cord, e só com aquela música eu já sabia que acabaria virando fã. O primeiro álbum da Gabby, English Rain, que saiu pouco depois daquele single, e o Light Up The Dark, de 2015, provaram que eu estava certa.
Mas ela continuou relativamente desconhecida no Brasil… até que alguma pessoa teve a ideia brilhante de colocar Home (maravilhoso single do primeiro álbum) na trilha sonora de uma novela, e a música se popularizou exponencialmente por aqui. Com menos de um mês de aviso prévio — e depois de muita insistência dela pra que isso acontecesse –, Gabby veio passar uma semana no Brasil: apareceu na novela, no Faustão e em alguma coisa da Capricho, e fez esse show no Cine Jóia, aqui em SP. Os álbuns dela nem são vendidos no Brasil, mas nós teríamos um show. Era surreal. E foi.

Os portões abriram às 20h. Devo ter entrado umas 20:30, e os CDs da mesa de merchan oficial já estavam esgotados. Então continuo sem condições de tê-los.
Mas achei a estrutura do Cine Jóia completamente maravilhosa. Uma pequena casa de shows que era um cinema e tem algumas vibes de boate mas um clima agradável e até aconchegante. O palco é super alto e dá pra ver bem de qualquer lugar, o que é uma vantagem pra gente minúscula tipo eu. Além disso, todo mundo com quem precisei falar foi simpático/prestativo (moça do corpo de bombeiros que estava com a segurança: você é incrível). Nunca tinha ido lá, mas já quero que seja a escolha de outros artistas preferidos no futuro. ♥
E o meu medo de ficar só foi embora bem rápido. Acabei parando perto de duas pessoas que também tinham ido sozinhas e a gente meio que se juntou pra ver o show — e bater uns papos sobre a Florence ser a rainha do universo enquanto não começava.

cine-joia

Começou pontualmente às 22h, com Coming Home e a maravilhosa Hurt, do segundo álbum. E foi quando a Gabrielle subiu sozinha no palco e pegou o violão que veio a confirmação de que era um show acústico. Ela explicou mais tarde que não deu pra banda inteira vir dessa vez ($$$), só ela, mas que ~há uns planos~ de voltar muito em breve com eles. Espero que dê certo.
Enquanto isso, a voz e o violão foram mais que suficientes pra arrancar lágrimas de praticamente todo mundo. Nas músicas seguintes, a minha queridinha Panic Cord e How Do You Feel Today?, ambas do primeiro álbum, não deu pra sentir falta do resto da banda. Até mesmo pelo estilo delas.

space-oddity

Em seguida, veio o ponto mais alto do show: a dobradinha de Heavy Heart, uma das melhores músicas do segundo álbum, e Space Oddity, cover do Bowie que tem feito parte da setlist há um tempo. Não tenho palavras pra explicar o que foi esse momento. A balada foi a música do álbum novo que mais combinou com o formato acústico, e a repaginada no clássico foi uma bela homenagem. Deu até um arrepio quando ouvi “ground control to Major Tom…”, não dá pra negar. Iluminação, melodia, voz, participação do público… tudo foi ainda mais incrível nessas duas.
Depois ela foi pro teclado e Salvation continuou o momento maravilhoso. Quando saiu o clipe, eu não percebi que gostava tanto dessa música. Quando ela apareceu no trailer de Adaline, eu também não percebi. Mas ali, naquela hora, no show, eu percebi. Ou talvez ela simplesmente cresça ao vivo — mesmo que, inexplicavelmente, sem uma banda grande completa. As lindas A While e The Power of Love, que vieram em seguida pra encerrar a parte do teclado, até somem em relação a ela.

a-while

De volta ao violão, Please Don’t Say You Love Me foi, ironicamente, acompanhada de muitos gritos de “I LOVE YOOOOU!!!!1”. Foi até engraçado. Stranger Side faz parte do EP da música anterior e a última vez que Gabrielle tinha cantado a música em algum show antes desse foi há mais de dois anos (!) em Toronto. E essa não foi a última das surpresas da noite. Mas antes vamos a Sweet Nothing, uma das minhas favoritas de todos os tempos, que encerrou a setlist pré-encore. Gostei muito mesmo do arranjo acústico, mas a bateria dessa música é tão característica que ficou parecendo que faltava algo. Mas o público batia palmas no ritmo e cantava junto e foi lindo mesmo assim.
Daí ela saiu, deu aquele fake, a produção esperou a gente gritar horrores e só depois de uns cinco minutos ela voltou. Enrolada em uma bandeira do Brasil. Sorrindo toda abobada e fofa, como esteve durante o show inteiro. Foi pro teclado. Disse que, por estar sozinha, tinha que adaptar os arranjos e tal… aí pediu desculpas caso a próxima música não saísse como deveria “porque ela nunca foi tocada ao vivo antes”. Tomamos um tiro em forma de Letting You Go, faixa bônus do novo álbum. O encerramento foi, previsivelmente, o hit: Home. Veio junto de várias lágrimas — eu não cheguei a derramá-las, mas o pessoal por perto sim.

home

MAS NÃO ACABOU POR AÍ!
Quer dizer, o show acabou sim. Eram cerca de 23:10 ainda. Ele pareceu curto demais, especialmente com Light Up The Dark e What Did You Do de fora (além de Human e November, mas essas eu já sabia que não veria), mas tivemos uma música inédita e três que ela ainda não tinha tocado ao vivo em 2016. E eu acho que o show pareceria curto de qualquer forma.
Só que a Gabrielle é a pessoa mais fofa da Inglaterra, junto com a Sophie Kinsella e a Florença, então foi só esperar um pouco que a manager dela confirmou que ela atenderia os fãs que ficassem por lá mais um tempo. O lugar onde isso aconteceria ficou meio confuso: a princípio seria na saída, mas mudaram pra frente da porta do camarim.
E aí, um pouco depois da meia-noite, isto aconteceu:

gabby

Não vou falar da conversa simplesmente porque eu travei e não consegui falar nada relevante a não ser que o show tinha sido maravilhoso e ela precisava voltar ASAP. Fiquei com o ingresso na mão pra pedir autógrafo e esqueci. Uma completa negação.
Mas valeu a pena.
Obrigada, Gabby, e volte logo. ♥

Gabrielle Aplin Setlist Cine Jóia, São Paulo, Brazil 2016
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Um comentário em “Show: Gabrielle Aplin – Cine Jóia (27/05)

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