Balanço do Mês: Abril


Antes tarde do que nunca, não é?
Vou começar dizendo que, pra não abusar do armazenamento limitado do wp, dei ~uma diminuída~ no tamanho fotos. Acho que algumas delas não ficaram 100%, mas vamos nos adaptando.
E agora, o que interessa:

1 livro terminado.
4 livros, 2 quadrinhos e 2 contos começados e terminados.

Terminei o Doze por Doze no comecinho do mês, na volta de viagem. Não tenho muito a dizer além do que falei na review que coloquei no Skoob, então vou basicamente repetir tudo aqui.
O livro começou um pouco fraco no geral, com um ou dois contos muito bons e uma maioria mediana. A situação é invertida na segunda metade, em que gostei muito de… bom, todos. Teve um deles que de fato me emocionou, com uma história mais densa e chocante, mas a maior parte dos doze contos são romances feel-good — alguns, poucos, até bobos demais.
Só conhecia, dali, a escrita da Larissa Siriani e da Thati Machado, a última também organizadora do livro. Gostei muito dos livros e contos da Lari que li até hoje, como já devo ter comentado por aqui, e com o encerramento dessa coletânea não foi diferente. Por outro lado, não curti muito o outro conto que tinha lido da Thati, em Papel, Caneta e Ação (falei um bocado disso aqui), então outubro foi uma surpresa bem positiva. Ainda tem algumas falhas, mas gostei muito.
Por fim: curti a iniciativa, a ideia e a execução. Apesar de não ter curtido todos os contos e de tudo precisar de uma revisão urgente, daria um 3,5/5.
Contos favoritos: fevereiro, março, todos a partir de agosto.

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Os dois contos avulsos que eu li foram de autoras canadenses famosíssimas. Aproveitei que ainda não tinha passado pra Islândia e Irlanda e li esses dois como “bônus” do Canadá.
Moral Disorder, da Margaret Atwood, é centrado em Nell e como a nova vida na fazenda a transforma. Esse conto é o principal de várias coletâneas da autora, e eu gostei muito. The Office, da Alice Munro, narra as dificuldades de uma escritora em encontrar um lugar só seu para escrever. Foi um dos primeiros contos publicados por ela.

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Os dois quadrinhos eu queria ler há um bom tempo, mas não conseguia encaixar nas leituras por algum motivo. Agora foi.
O primeiro volume da Ms. Marvel começa a contar a história de Kamala Khan, adolescente americana filha de paquistaneses que leva uma vida super regrada e rígida. Ela sai escondida uma noite e, em um acidente, descobre que ganhou poderes. Kamala é tão fã de super-heróis quanto qualquer um de nós (ou mais), e de repente se torna um deles. É surreal. Ela não sabe como lidar.
Boa parte desse primeiro volume é sobre isso: Kamala tentando entender e controlar seus poderes, tentando encontrar sua identidade e seu lugar como super-heroína. Como ser a Ms. Marvel, como sempre quis, mas ainda se manter fiel à própria identidade de adolescente-de-16-anos-nerd-muçulmana-americana? Como usar os novos poderes pra fazer o bem e salvar pessoas quando seus pais só vão ficando mais controladores?
Enfim… eu amei. Mais do que imaginava. Que venham os próximos volumes.

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A adaptação de Moon e Bá pra Dois Irmãos é bastante pesada. Eu não li o livro de Milton Hatoum (ainda?), então não sabia que era isso que me esperava. E não digo “pesada” como cenas pesadas per se, tipo de violência e sexo. Tem isso também, mas o principal é a tensão. A tensão é pesadíssima e constante e a arte, dramática, toda em preto-e-branco, a intensifica.
O cenário é Manaus, mas uma Manaus diferente da que eu visitei há alguns anos: parte da história se passa na época da ditadura militar dos anos 60.
Pra não dizer muito, a história é centrada na relação turbulenta de Omar e Yaqub, irmãos gêmeos de família libanesa que não poderiam ser mais diferentes. É centrada, mas não se resume a isso. É muito mais. No começo, você meio que espera uma reconciliação, apesar de ficar implícito desde o começo que o maior desejo da mãe não vai se realizar. E isso é o mais importante: perceber como as ações dos dois afetam as vidas daqueles ao redor. Isso me destruiu, na verdade.
Também é difícil gostar de fato dos personagens, que são cheios de falhas, mas não tem como negar que são bem-construídos. Parecem reais. No fim, acabei me afeiçoando ao pai dos gêmeos e ao narrador.

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Procura-se Um Vampiro não é, nem de longe, o melhor livro da Turma dos Tigres. É bem divertido, como sempre, mas o vilão não era nem um pouco interessante, além de não ter uma motivação clara. Peguei esse pra ler em uma livraria, não tenho comigo, e por isso a foto não ficou muito boa nem parecida com as outras.

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De Sad Icelandic Fairy Tales e Como Se Apaixonar eu falo na parte da Volta ao Mundo.
Por último: Felizes para Sempre. Essa é, eu diria, a coleção definitiva de contos da série A Seleção — tanto que tiraram a primeira coletânea, Contos da Seleção, de circulação depois do lançamento dessa — e é essencial pra qualquer pessoa que curta minimamente a série. Tem todo o conteúdo da primeira coletânea, mais alguns extras e ilustrações maravilhosas.
Eu, por exemplo, tenho meus problemas com o desenvolvimento de personagens da primeira trilogia, mas não posso negar que gostei muito e não demorei mais que algumas horas em nenhum dos livros. Os dois primeiros contos já faziam parte daquela primeira coletânea, e são centrados em Maxon e Aspen, respectivamente. Os dois novos, em Amberly (esse foi meu preferido) e Marlee. Como já fazia mais de um ano desde que eu li A Escolha, foi muito bom rever os personagens antes da época da Eadlyn.

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6 livros comprados.

É, voltei a comprar bastante. Não fico exatamente feliz com isso, mas paguei BEM POUCO em todas as compras e fui riscando coisas da wishlist, então tá valendo.

O primeiro do mês foi Eu Te Darei o Sol, da Jandy Nelson. Quase tinha comprado esse várias vezes, especialmente depois da indicação da Kat em algum vídeo.
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Depois, peguei de uma vez The Great Gatsby (que na verdade me empolgou por ser um favorito da Duds), da mesma coleção que o meu Breakfast at Tiffany’s:
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…e Younger. Ouvi falar que é bem diferente da série, mas preciso fazer comparações concretas.
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Por último, mas certamente nem um pouco menos importante… Os Contos de Beedle, O Bardo, Animais Fantásticos e Onde Habitam e Quadribol Através dos Séculos, os três livros “extras” de Harry Potter que, não, eu não tinha.
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Volta ao Mundo: Islândia e Irlanda

Não vou dizer que Sad Icelandic Fairy Tales é uma obra-prima. PORÉM, é um livro curtinho com várias histórias super diferentes do que eu to acostumada. Tem trolls, elfos, fazendeiros, crianças que sofreram muito ou foram abusadas, e a busca por uma vida melhor. Tem muito terror nelas também, como suponho que seja o caso dos contos originais de Grimm, especialmente na última. Mas eu gostei bastante mesmo assim.

Como Se Apaixonar foi o terceiro livro que eu li da Cecelia Ahern. Entre a capa rosa e o título ~bem romance~, eu não esperava que fosse gostar tanto, mas me surpreendeu bastante. Essa é, primeiro, uma história sobre depressão e superação. O suicídio e a trajetória da recuperação são abordados de uma forma muito real, com pequenos toques de comédia, personagens muito bem-construídos e amizades interessantes. Lá em segundo plano tem um romance que parece desenvolvido naturalmente. O título, por exemplo, é uma referência a uma obsessão da personagem principal por livros de autoajuda, que aparece ao longo do livro.
Sério, eu amei.

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No mais…

Olha, em abril teve crise política, teve crise no Nyah Army, teve crise no meu apartamento, teve golpe, teve parlamentar passando vergonha, teve empresa de telecomunicações passando vergonha, teve gente ficando temporariamente sem computador (no caso, eu), teve dia do livro, teve dia do chimarrão, teve Taylor lançando clipe ruim de música maravilhosa…
Mas isso é só um recap. O que eu separei mesmo pra falar sobre abril são três coisas boas.

1- Saíram fotos do revival de Gilmore Girls

Vamos chorar juntos?

gilmore-girls-revival

Tem várias outras fotos neste link da Entertainment Weekly. Netflix também anunciou que as temporadas clássicas chegam no catálogo brasileiro em julho.

2- Saiu temporada nova de Unbreakable Kimmy Schmidt

E eu posso ou não ter maratonado das quatro da manhã em diante…
Sério, é tão maravilhosa quanto a primeira ou mais, e você ainda tem a opção de fazer isso com o Netflix:

kimmy-fy

Pois é.

3- Saiu o trailer de Doutor Estranho

ESQUEÇA TUDO QUE VOCÊ ACHA QUE SABE. AGORA.

Tem até umas vibes meio Inception de vez em quando, mas o importante é que tudo nesse trailer é maravilhoso e eu mal posso esperar pra ver esse filme.

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