Volta ao Mundo: Irlanda


*anjos cantam “Aleluia” ao fundo*


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(Irlanda do Norte, pertencente ao Reino Unido, e República da Irlanda, república independente)
População: 6.378.000 (est. 2011 – Irlanda do Norte: 1.810.863; República da Irlanda: 4.581.269)
Território: 84.421 km² (Irlanda do Norte: 13.843 km²; República da Irlanda: 70.273 km²)
IDH: 0,878 (Irlanda do Norte, 2008); 0,916 (República da Irlanda, 2014)

(mapa do maps.com, dados da Wikipédia)


Sim, a essa altura você provavelmente já fez sua escolha sem a minha ajuda, mas forças externas misteriosas impediram que o post fosse terminado e publicado antes. Forças externas tipo eu estar viajando por duas semanas, meu computador quebrar, e o Felipe, que tá organizando essa versão do desafio comigo, passar altas semanas de cama com veneno de aranha. Mas a vida segue, então vamos lá.
Assim como ter o Canadá no mês passado foi importante pra mim, considerando que meu namorado está morando lá e fui visitá-lo no fim do mês, ter a Irlanda é especial pro Felipe. Ele morou na Irlanda em 2014, e não duvido que faça isso de forma permanente no futuro, de tanto amor que tem pelo lugar. Não dá pra culpá-lo, certo?

Não sei como é com vocês, mas o que me vem à cabeça quando penso na Irlanda é: clovers (trevos, e consequentemente o filme Leap Year), pubs, St. Patrick’s Day, Westlife e U2. O U2 é um item engraçado da lista, porque os irlandeses mesmo nem gostam muito da banda — e não simpatizam nem um pouco com o Bono, que no resto do mundo tem uma imagem quase que de santo. Quando você entra na AIESEC, por exemplo, costumam comentar que ele já fez parte da organização.

A lista já saiu no post do Felipe, então não vou enrolar mais. Vou largar vocês com um Westlife de lei e partir para…

…os autores.

Colm Tóibín

Nascido em Enniscorthy, Colm escreve novelas, contos, ensaios, peças de teatro, é jornalista, crítico, professor universitário e poeta, além de estudioso e grande disseminador do conhecimento científico e das artes, além de ativista pelo direito das minorias. Tóibín considera a escrita uma arte de desenvolvimento e desenvoltura, a partir da qual se deve sentir e se sentir criado e renovado. Cada trabalho, para ele, vem do silêncio e se dirige ao silêncio, mas nunca de maneira abrupta. O autor é extremamente respeitado no meio acadêmico e artístico por suas variadas contribuições apaixonadas à literatura, além de seu ativismo social.
Um livro: Brooklyn

C.S. Lewis

Nascido em Belfast na época em que a Irlanda não era dividida, Lewis foi professor universitário, romancista, poeta, crítico literário e apólogo do cristianismo irlandês. Grandessíssimo amigo de Tolkien, o autor irlandês criou e liderou diversos grupos de discussão e crítica filosófica e literária. Apaixonado por teologia e literatura, o autor responsável por livros que cobriam fantasia, ficção científica e até mesmo relatos do cotidiano, foi influência para autores extremamente importantes, tanto na elaboração técnica, quanto no amor pelo ofício e a disseminação da arte.
Um livro: As Crônicas de Nárnia

John Boyne

Nascido em Dublin, Boyne é um dos autores mais traduzidos da atualidade, tendo trabalhos transcritos para 48 outras línguas ao redor do mundo, com escritos que vão desde o conto à novela. Mestre em Literatura, John consegue navegar perfeitamente entre estilos variados, tendo escrito para crianças, jovens adultos e adultos. Aclamado em seu país, o escritor já foi laureado diversas vezes através de prêmios e honrarias em vários países.
Um livro: O Menino do Pijama Listrado

W.B. Yeats

Nascido em Dublin, William Butler Yeats foi um dos mais famosos poetas irlandeses, e é um dos mais importantes escritores da língua inglesa de todos os tempos, considerado como um dos pilares literários do século XX tanto na Irlanda, quanto na Inglaterra, principalmente na disseminação da arte enquanto Senador na Irlanda por dois mandatos. Fundador do Abbey Theatre, Yeats foi laureado com o Nobel por “sua poesia inspiradora, através da qual uma forma altamente artística dá expressão ao espírito de uma nação inteira”. Também ensaísta e estudioso de mitologia irlandesa, ocultismo, história, literatura e folclore, o irlandês foi um dos poucos autores que a cada obra se superava ainda mais, tendo escrito seus melhores trabalhos depois do Nobel.
Um livro: The Celtic Twilight (sem edição brasileira – apenas algumas antologias do autor têm edições por aqui)

James Joyce

Nascido em Dublin, Joyce talvez seja, ao lado de Bram Stoker e Oscar Wilde, um dos escritores mais conhecidos da Ilha Esmeralda, além de ter sido um dos mais influentes e importantes do século XX. Novelista e poeta, contribuiu não só pela construção do movimento modernista, mas pela disseminação da literatura e da música. Viajante nato e escritor original e dedicado, Joyce mudou a vida em Dublin, e levou a rotina da cidade ao mundo, transcrevendo a vida dublinense em uma prosa de estilo e fôlego únicos. Estudioso de história e literatura, em sua obra máxima, Ulysses, Joyce construiu um paralelo moderno entre as Ilíadas de Homero e um ambiente ficcional de maneira impressionante.
Um livro: Ulysses

Samuel Beckett

Nascido em Dublin, novelista, roteirista e diretor de teatro, poeta e ensaísta, Beckett é tido como um dos nomes mais influentes da literatura mundial, tendo influenciado dezenas de outros escritores e até mesmo filósofos de diversos outros países. De trabalho único, tragicômico em relação à natureza humana, de humor inteligente e ácido, em busca de um minimalismo perfeito, o autor dublinense é tido como um dos últimos escritores modernistas, parte central do chamado “Teatro do Absurdo”. Vencedor do Nobel de Literatura em 1969, Beckett também lutou ao lado dos franceses durante a Segunda Guerra Mundial, fazendo parte do exército de resistência contra a ocupação Alemã.
Um livro: Malone Morre

Bram Stoker

Nascido em Dublin, Abraham “Bram” Stoker foi romancista, poeta, contista, crítico de teatro, folclorista e matemático, tendo se formado em Matemática Pura aos 16 anos e poucos anos mais tarde concluindo o mestrado. Tendo sua esposa, Florence Balcombe, sido apresentada por seu ex-pretendente Oscar Wilde, os três se tornaram grandes amigos e apoiadores de seus respectivos trabalhos. Dentre os muitos trabalhos únicos e prestigiados de Bram, estiveram a crítica literária para o jornal londrino Daily Telegraph, e a função de pesquisador e estudioso no Castelo de Dublin. Dedicou-se à pesquisa do folclore e da mitologia relacionada aos vampiros, o que lhe preparou para escrever sua obra máxima. Sofreu derrame cerebral na idade adulta, mas não parou de produzir. Com a morte de Oscar Wilde e do ator Henry Irving (outro grande amigo), sua saúde se deteriora bastante, o que levaria à sua morte em 1912, em Londres – mas só depois de publicar três outros livros.
Um livro: Drácula

Emma Donoghue

Também dublinense, Emma se formou com honras em Inglês e Francês e tem um douturado pela Universidade de Cambridge. Desde os 23 anos, é escritora profissional — não apenas da literatura de ficção que a consagrou, traduzida para mais de 40 idiomas, mas também de teatro e textos teóricos sobre a história da literatura. De verdade, a bibliografia é imensa (http://www.emmadonoghue.com/emma-donoghue.html) e a rendeu diversos prêmios relacionados a aceitação crítica, popularidade e representatividade. Desde 2004, a autora também é cidadã canadense, e por isso parte de seu trabalho é creditado como “ficção irlandesa e canadense”. Mas escolhemos deixá-la na lista de seu país de origem.
Um livro: Quarto (do aclamado filme O Quarto de Jack, que ganhou Oscar e tudo mais, cujo roteiro é da própria autora)

Caitlín R. Kiernan

Nascida em Dublin, Caitlín é conhecida por sua produção variada e distribuída em ficção-científica, dark fantasy e narrativas envolvendo a derrubada entre o imaginário e o real. Paleontologista atuante enquanto pesquisadora, a dublinense escreve novelas, quadrinhos, novelas, contos e vignettes. Premiada por vários de seus trabalhos, tanto criativos quanto científicos, a autora é constantemente referenciada por Neil Gaiman e Stephen King como uma das vozes mais originais e criativas dessa geração.
Um livro: A Menina Submersa

Cecelia Ahern

O livro de estreia da irlandesa de Dublin, P.S., Eu Te Amo, foi publicado em mais de quarenta países e virou um sucesso no cinema. Cecelia tinha 23 anos e uma graduação em Jornalismo pela Griffith College na época. Desde então, ela já vendeu mais de 22 milhões de cópias de seus catorze livros, um deles também adaptado para o cinema, participou de cinco antologias de contos e foi roteirista de três séries de TV, incluindo Samantha Who?, que passava no Brasil na Sony. Antes de ser escritora, ela já representou a Irlanda no Eurovision, em 2000, com o quarteto Shimma. Além de ser filha de um ex-primeiro-ministro e cunhada do Nicky do Westlife. Que coisa mais irlandesa.
Um livro: Simplesmente Acontece (também publicado como Onde Terminam Os Arco-Íris)

Oscar Wilde

Nascido em Dublin, Wilde é considerado um dos mais influentes escritores, poetas e dramaturgos da língua inglesa. Formado em linguística e direito, era um prodígio em praticamente tudo em que se dedicava, tendo ganhado inúmeros prêmios e bolsas de estudo e viagem durante a vida. Autor prolífico de poemas lindíssimos e originais, Wilde era um dos melhores amigos da Bram Stoker e de sua esposa. Preso ainda jovem por ser homossexual, morreu precocemente cercado por uma aura de tristeza.
Um livro: O Retrato de Dorian Gray

É tanta gente importante que meio que me faz querer dedicar dois meses à Irlanda…
E aí, qual você escolheu? Comenta lá no grupo do Facebook como tá sendo esse mês. Agora que tenho um computador novamente (provisório, mas mesmo assim), volto em breve com a minha querida Finlândia! ♥

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Um comentário em “Volta ao Mundo: Irlanda

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