Volta ao Mundo: Islândia


Sim, eu sei quão atrasado este post está. E o post oficial de abril também. Houve tantos contratempos que até sem capa ficou, provisoriamente. Depois vou corrigir essa parte, mas não vamos perder mais tempo então, certo?


volta-ao-mundo-islandia-mapaÍsland
População: 319.575 (est. 2012)
Território: 103.000 km²
IDH: 0,899 (2014)

(mapa de banco de imagens, dados da Wikipédia)


A Islândia é o segundo país bônus e primeiro nórdico da lista. A ilha tem clima subpolar, auroras boreais, a invejável política nórdica e uma tradição de desenvolvimento sustentável. A música de lá tem alguns nomes importantíssimos tipo Björk, Of Monsters and Men e Sigur Rós, além de favoritos pessoais meus, como a Yohanna. Tem também a Emilíana Torrini, que participou da trilha sonora de O Senhor dos Anéis: As Duas Torres com a “Gollum’s Song”, e a galera desta lista que o Artur fez no ConversaCult, que super vale a pena conferir.

É um país fascinante, como dá pra ver por listas como a de dez coisas mais estranhas nos islandeses. E a tradição literária é realmente impressionante, apesar de os autores populares islandeses não serem exatamente populares no Brasil. Lá, o costume é que as pessoas se presenteiem com livros no Natal — acho que devo ir morar por lá, pra ver se param de me achar esquisita por ter o mesmo costume. Em 2013, saiu uma reportagem na BBC no mundo todo falando sobre o “boom” literário no país: a estimativa é que 10% da população ainda terá um livro publicado.

Não é uma lista enorme por ser um país bônus, mas aí vão algumas indicações populares:

Halldór Kiljan Laxness

Nascido na capital islandesa Reykjavík, Halldór passou sua vida inteira na Islândia, produzindo grandes obras em diversos estilos, carregando o nome de seu país para muito além das fronteiras congeladas. Laxness escreveu 51 romances, livros de poesia, artigos de jornal, livros de viagem, peças de teatro, ensaios (inclusive tendo começado aos 14 anos), contos, crônicas, artigos, memórias e até participou na composição de algumas canções. Quatro de seus grandes livros marcam mudanças drásticas em sua vida: converteu-se ao catolicismo e escreveu The Great Weaver From Kashmir, tonou-se ateu e escreveu Gente Independente, e quando aderiu ao comunismo escreveu Alþýðubókin (“O Livro do povo”), e um compilado de inúmeras poesias. Foi agraciado com o Nobel de Literatura de 1955, e faleceu aos 95 anos em 1998 – continuando a escrever mesmo com a idade avançada.
Um livro: Gente Independente

Einar Kárason

Natural da capital islandesa, Einar tem se dedicado somente à literatura desde 1978, quando embarcou em projetos ligados a poesia em revistas literárias, até que em 1981 publicou seu primeiro livro. Seu romance mais conhecido, A Ilha do Diabo, é um dos maiores sucessos da literatura islandesa, tendo sido traduzido para mais de dez línguas e ganhado duas adaptações, nos Estados Unidos e na Inglaterra respectivamente. Kárason já atuou como diretor de diversas instituições ligadas à literatura de seu país, além de ser um apaixonado por história viking – tendo produzido um enorme tomo sobre o clã Sturlungar e sua luta por poder na ilha.
Um livro: Devil’s Island (sem tradução para o português)

Andri Snær Magnason

Nascido em Reykjavík, Andri é um dos nomes mais importantes da literatura islandesa em undial da atualidade, destacando-se pela vastidão de sua obra, que vai desde novelas, poesias, peças, contos, e ensaios, a até CDs e cooperações em performances memoráveis (especialmente com a Björk). Vencedor constante de prêmios por suas publicações infantis, Magnason é bacharel em literatura, e divide sua produção artística com pesquisas voltadas para a área, principalmente na importância da literatura de origem viking na Europa. Além de tudo isso, o autor ainda co-dirigiu o documentário Dreamland, premiado por todo o mundo.
Um livro: A História do Planeta Azul

Einar Már Guðmundsson

Natural da capital, Einar faz parte do incrível grupo criativo que trabalha com vários setores da literatura, seja ficcional ou real. Autor de novelas, contos, poesias, ensaios e artigos, o islandês é bacharel em Literatura Comparativa e História, tendo lecionado na Universidade de Compenhagen de maneira adjunta durante parte significativa de sua carreira. Conhecido pela publicação de Anjos do Universo, que recebeu homônima adaptação cinematográfica, Guðmundsson escreveu e publicou importantes ensaios analíticos sobre a crise financeira de seu país em 2008.
Um livro: Anjos do Universo

Sigurjón Birgir Sigurðsson (“Sjón”)

Tido como um dos mais populares e multifacetados dentre os artistas de seu país, Sigurjón é novelista, ensaísta, contista, compositor, letrista, e roteirista de quadrinhos e de teatro. Tendo trabalhado inúmeras vezes com Björk e com o diretor Lars von Trier (principalmente no filme Dancing in the Dark), o islandês deixou Londres, onde viveu metade de sua vida adulta, e voltou à sua terra natal, de onde produz inúmeros produtos artísticos variados e populares (principalmente na Europa)
Um livro: A Raposa Sombria – Uma Lenda Islandesa

Svava Jakobsdóttir

Considerada uma das personalidades mais importantes do século XX no cenário literário, político e feminista, Svava é tida como a voz literária feminina islandesa. Dona de um estilo próprio e incomparável, a islandesa articulava seus escritos dentro de uma espécie de realismo fantástico, surreal e fluído que empoderava a figura feminina. Bacharel em Literatura e Ciência Política, a autora escreveu novelas, contos, poesias, peças, livros infantis e foi de fundamental participação política dentro da Islândia.
Um livro: The Saga of Gunnlod (sem tradução para o português)

Arnaldur Indriðason

Amplamente conhecido por sua série de livros policiais, Arnaldur é outro exemplo da pluraridade criativa dos artistas islandeses: bacharel em história, o autor é ensaísta, jornalista, crítico de cinema e novelista. Com livros traduzidos em praticamente todas as línguas, Indriðason recebeu o Prêmio Chave de Vidro dois anos seguidos, e deu nova vida às séries de detetives na literatura mundial.
Um livro: A Cidade dos Vidros

E aí, faltou alguma coisa? Já sabe o que vai ler? Comenta aqui embaixo ou no grupo do Desafio no Facebook! Em março já rolou comentário sobre leitura do Sjón por lá, então vale a pena dar uma conferida :)

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Um comentário em “Volta ao Mundo: Islândia

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