Balanço do mês: Janeiro


Quase que o post sai em março, mas eu prometo que é o balanço de janeiro.

6 livros e 3 quadrinhos começados e terminados.
1 livro começado e não terminado.

+ o livro da Demi.

Isso significa que o ano começou com NOVE leituras completas. NOVE!!!
Comecei o ano com A Noiva É Tamanho 42, quinto e último livro da série da Meg Cabot. É uma pena que não consegui ler no ano passado junto com os outros, mas ainda é um pouco triste deixar a série pra trás. Tinha esquecido como gostava dos personagens e da narração da Heather, e adorei tudo até o fim. A evolução dos personagens é bem clara, o último livro cumpre seu papel de concluir e o clima da leitura é o mesmo desde o começo. Mais uma série da Meg que termino e fico com saudade.

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Mais tarde no mês, veio O Casamento da Princesa. É o máximo ver como ele se interliga com a história da Heather em alguns detalhes. E preciso admitir que é o primeiro livro do Diário de que eu realmente gosto em muitos anos (leia-se: depois do segundo ou terceiro). Já admiti que não gosto da série, então acho que é justo comentar isso. A Mia amadureceu e reclama bem menos, apesar de agora ser meio obcecada por algumas coisas e isso ficar chato às vezes. Mas é divertido de verdade, bem mais legal que o resto da série.

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Há um tempinho, o eBook de Vivian Contra o Apocalipse, primeiro de uma série escrita pela Katie Coyle, estava de graça e aproveitei. [Calafrio, da Maggie Stiefvater, também estava, mas ainda não cheguei a ler.] A história é uma espécie de pós-apocalíptico bem diferente do que eu costumo ler, em que um “pastor” maluco inventa que o apocalipse está próximo e só os fiéis da religião que ele criou terão a salvação, no chamado “arrebatamento”. Não que isso seja muito inédito na vida real, mas o que acontece aqui é diferente: do dia pra noite, na véspera desse “arrebatamento”, boa parte dos fiéis simplesmente some de suas casas, deixando buracos enormes no teto. Inclusive os pais da protagonista Vivian Apple, que não acredita em uma palavra do pastor e está determinada a descobrir o que aconteceu de verdade.
A primeira sequência, Vivian Contra a América, foi lançada em janeiro e eu devo ler assim que possível. Gostei bem mais do primeiro que imaginava.

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Também FINALMENTE consegui ler O Segredo de Emma Corrigan! A maioria das amigas considera essa a obra-prima da Sophie Kinsella e já estava na minha lista há um tempo, mas sempre caro ou indisponível. Até que… a Record adicionou o eBook ao Kindle Unlimited. YAS!
A história, que talvez você já saiba, é que a protagonista Emma Corrigan tem o costume de contar mentirinhas e esconder coisas. Em um vôo de volta da Escócia, há uma turbulência assustadora, ela acha que o avião vai cair e acaba contando todos seus segredos para o cara americano sentado ao lado. Mas é claro que o avião não cai, ninguém morre, e o cara americano é basicamente seu novo chefe. Boa parte do livro é maravilhosamente previsível, o desenvolvimento é tão divertido quanto eu esperava e certamente entrou pros meus favoritos. Mas não foi meu preferido da autora, não. Garantiu um segundo lugar bem… garantido (?), mas o primeiro continua sendo Fiquei com o seu Número.

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Continuando meu lento progresso no Guia do Mochileiro das Galáxias, do Douglas Adams, li Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!, o quarto livro. Aqui, Arthur e Ford Prefect voltam… à Terra. Essa mesma Terra que tinha sido explodida pelos vogons. Não tinha? Tem algo de estranho com ela, e com a nova namorada de Arthur também.
Como sempre, o mais interessante é o jeito do Douglas Adams de fazer suas críticas à sociedade — e quanto sentido elas ainda fazem depois de uns trinta anos. Spoiler: todo sentido.

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O último livro concluído foi A Melhor Coisa Que Nunca Aconteceu Na Minha Vida, primeira colaboração de Laura Tait e Jimmy Rice. A próxima, independente desta, se chama The Night That Changed Everything e será lançada em 2016, mas não vi nenhuma previsão no Brasil ainda.
Nesse livro do título bem grande que parece nome de música da Beyoncé, seguimos a história de Holly e Alex, que em 1999 eram melhores amigos e meio que secretamente apaixonados um pelo outro. Os dois moravam nessa cidadezinha até o fim do ensino médio, mas Holly foi embora para Londres logo depois — era o primeiro passo do sonho de conhecer o mundo — e eles acabaram se afastando. Até que, em 2010, Alex (agora professor) se muda pra Londres também, e percebe o quanto Holly (agora secretária que tem um namoro secreto com seu chefe) mudou nesse tempo.
Parece que tem um “quê” de Love, Rosie e realmente tem em alguns momentos, mas no fim das contas são histórias bem diferentes, com estruturas diferentes e até mensagens diferentes. Gostei bastante do desenvolvimento e até dos inúmeros flashbacks.

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Sobre os quadrinhos: li os três pelo SocialComics, que comecei a usar no início de janeiro. Não testei a versão mobile ainda, porque a tela do meu celular é muito pequena e não tenho tablet, mas curti a versão web. Só acho que poderia ter a opção que o CDisplay tem, de exibir duas páginas ao mesmo tempo. Seria útil pra alguns quadrinhos.
O primeiro dos três foi Pílulas Azuis, do suíço Frederik Peeters. Já tinha ouvido falar bastante sobre ele, apesar de não saber do que se tratava. E se trata de… AIDS. É uma perspectiva interessante e uma história bonita que se lê bem rápido. Não amei, mas gostei bastante.

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Os outros dois foram o volume 1 e o volume 2 do Como Eu Realmente, da Fernanda Nia. Eu acompanho as tirinhas do site e já queria ler os livros há um tempo. Eles são exatamente o que eu esperava, e as artes originais são maravilhosas. Quero o volume 3 JÁ.

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Como eu realmente tiro as fotos do post (em vez de simplesmente tirar prints, como comecei a fazer depois desta foto)
Como eu realmente tiro as fotos do post (em vez de simplesmente tirar prints, como comecei a fazer depois desta foto)

Da leitura incompleta eu vou falar quando comentar da Volta ao Mundo ali embaixo. Tecnicamente não acabei de ler em janeiro, então não poderia incluir como completa aqui, mas vou comentar de qualquer jeito porque já acabei. Foi Um Tal Lucas, do Cortázar, publicado no Brasil pela Civilização Brasileira (selo do Grupo Editorial Record).
E também comecei o livro da Demi, 365 Dias do Ano – Staying Strong, no primeiro dia do ano e estou seguindo uma página por dia. É bem irônico eu ter escolhido um ano bissexto pra ler esse livro? É sim. Mas vou continuar com ele até 31 de dezembro.

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5 livros comprados.

+ 1 quadrinho recebido por troca no Skoob.

Mas, como só cheguei em casa pra receber todas essas coisas em fevereiro, não vou falar delas agora. Porque não sei o que de fato chegou em janeiro.
*evil grin*

Volta ao Mundo: Argentina

O livro que eu li pro país do mês foi Um Tal Lucas, coletânea de contos do Julio Cortázar que o Felipe me emprestou. É uma edição muito bonita da Record, pelo selo Civilização Brasileira, e saiu em 2014.

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São 48 contos, divididos em três partes. A primeira e a terceira, com 14 contos cada, são dedicadas a “Lucas”, que é supostamente uma espécie de alter-ego do autor. A segunda traz 20 contos diversos, incluindo o curtíssimo e poético Amor 77, que dizem ser um de seus mais famosos.
A coletânea é bem difícil de digerir e traz todo tipo de conto. Alguns foram bem confusos, principalmente pela quantidade de discurso indireto livre e pela liberdade que o autor toma com a pontuação. Outros foram experiências incríveis, particularmente Lucas, Seus Sonetos, que relata a construção de um soneto e a correspondência com Haroldo de Campos para fazer a tradução para o português. Esse foi, de longe, o meu favorito — apesar de não ser o que pretendo fazer na área, é fascinante ver um pouco do processo, como funciona a mente do tradutor de poesia.
Há vários trechos em inglês e francês ao longo do livro. A própria introdução é retirada de La Nuit du Rose-Hôtel, de Maurice Fourré. Outro dos contos que mais gostei se chama Now shut up, you distasteful Adbelkunkus e é engraçadíssimo — vou adotar essa expressão na vida, apesar de saber que ela não vai ter o efeito desejado porque ninguém vai pegar a referência.

Até agora, o desafio está indo muito bem, apesar do meu atraso. Estou decidindo o que ler pro México e vendo se há a possibilidade de fazer a Colômbia também. Já soltei os posts dos dois países no fim do mês passado: [México | Colômbia]

Filmes, séries, joguinhos etc.

• Antes de mais nada: FINALMENTE FUI VER STAR WARS!!!!!!1
Rey. Finn. BB-8. Que filme! ♥ Gostei um monte, de verdade, acho que faz justiça à série e já estou ansiosa pelos próximos.
• Também fui ver The Hateful Eight, novo do Tarantino. Eu não sou uma pessoa obcecada por Tarantino, mas gostei de tudo que vi do cara até agora — basicamente, este e os dois Kill Bill –, então acho que temos um bom aproveitamento. Achei um belo filme, apesar de beeeeeeeeeeeeeeeeeeem longo.
• Vi a série de Orgulho e Preconceito com o Colin Firth. É uma representação bem mais fiel do que o filme de 2005, tinha a sensação de estar lendo o livro em alguns momentos, mas acho que ainda fico com o filme. Sim, estou meio que ~mergulhando de cabeça~ nesse universo de O&P porque cheguei meio tarde. Talvez faça um post sobre a experiência de chegar tarde e ter tanto pra conhecer.
• Comecei Twin Peaks e Supergirl. POIS É.
• Quase não joguei pelo computador, mas minhas férias foram cheias de jogos de tabuleiro. Conheci dois novos favoritos, The Resistance e Dark Moon. Só gostaria de ter jogado mais Pandemic. Já estou com saudade dele.

• Falando nisso, gravei meu primeiro vídeo de gameplay de board game com os caras. Deve demorar mil anos pra ficar pronto, mas ele existe.
• Consegui devolver (e pegar de volta) livros que tinha pegado emprestado com (e emprestado para) uma amiga que trabalhava comigo. Nós não nos víamos há quase cinco anos e ainda não tivemos a chance de parar pra conversar (!!!), porque ela está trabalhando demais, mas só o fato de conseguir o encontro de 5 minutos pra devolvermos os livros foi um belo progresso. Sdds Josie.
• Estão saindo milhares de notícias sobre a volta de Gilmore Girls e meu coração não aguenta tanta emoção.
• E minha mãe finalmente começou a ver Gilmore Girls, então comecei a rever outra vez. ♥♥♥
• Comentário completamente aleatório: meu quarto na casa dos meus pais está ficando demais. O único defeito dele é não ter espaço pra uma estante.

E o seu ano, como começou? :)

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Um comentário em “Balanço do mês: Janeiro

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