Balanço do Mês: Dezembro


Este post está saindo um pouco mais tarde do que o planejado, mas é por uma boa causa. O desafio da Volta ao Mundo ficou maior e mais ambicioso que eu imaginava, então os posts dele vieram antes. Mas vou dizer uma coisa sobre dezembro: acabei o ano bem. Acabei o ano muito bem.
Consegui concluir o desafio, como já falei no último post do ano. Foi apertado, foi corrido, mas consegui.
*anjos metafóricos cantam ao fundo*
Passei com folga os 50 livros do ano, e quase terminei a série Heather Wells. Li um monte de coisa boa. Enfim… foi legal. Agora, aos detalhes.

9 livros começados e terminados. 1 continuado e terminado.

Terminei Tamanho 42 e Pronta para Arrasar, penúltimo da série Heather Wells, que tinha começado no finalzinho do mês anterior. Não consegui começar o último até o ano-novo, então estou lendo agora.

balanco-dez-heather

As leituras completas foram todas para acabar de cumprir o desafio literário. Porém, uma foi também para a faculdade: Not About Nightingales, peça do Tennessee Williams inspirada nas torturas que os presos sofriam na Pensilvânia. Li o arquivo digital e foi no computador mesmo — tinha uma versão impressa que usamos nas aulas, mas sumiu misteriosamente e tive que encontrar o arquivo digital. Aí que li por inteiro, porque não tinha acabado antes. E, olha, é bem maravilhosa, mas é agoniante. Triste. Não dá pra acreditar no que aquelas pessoas passam.
Falando em coisas que as aulas me exigiram, resolvi terminar A Hora da Estrela, da Clarice Lispector. Quando estava no segundo ano do ensino médio, lá em 2008, ele foi exigido no vestibular da UFS que eu fiz, mas nunca terminei de ler… até agora. Não desgostei, como tinha acontecido antes. Ele é, de fato, bem bom, mesmo que os personagens tenham zero carisma e não despertem sua vontade de continuar lendo (Olímpico, UGH), e que o narrador seja arrogante e interrompa a história o tempo inteiro. Na verdade, parece que se torna mais um negócio reflexivo sobre a vida e sobre escrever do que de fato ~a história da Macabéa~. Enfim. Valeu a pena, apesar de eu achar que não vou ler outra vez.

balanco-dez-macabea

Depois foi a vez do classicão que passei a amar ainda mais depois de ler: Orgulho e Preconceito, da Jane Austen. O livro é muito divertido, atual, irônico e… bonitinho. Cada página dele é maravilhosa. Quero reler. Quero outros da Jane Austen. Me aguardem.

balanco-dez-o&p

E aí depois eu reli Escrito nas Estrelas, do Sidney Sheldon, depois de muitos anos. Realmente não é o melhor dele, mas ainda é demais. Na maior parte do tempo, a Lara é alguém para quem gostamos de torcer, e isso leva a leitura pra frente.

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Então veio minha leitura de Natal: O Presente do Meu Grande Amor, coletânea de contos de Natal organizada pela Stephanie Perkins. Foi uma escolha certíssima. Era bem o que esperava, só que melhor. São mais de dez contos e só teve um deles que eu não amei.

natal-presente

Outro classicão que entrou na minha vida: O Sol É Para Todos, da Harper Lee. Quando eu e minha amiga vimos o item do Pulitzer no desafio, ela me lembrou que esse livro tinha ganhado o prêmio, mas na época o acesso a ele era um pouco complicado e todas as traduções estavam fora de circulação. Felizmente, foi um ano muito bom pra essa história, com o lançamento de Vá, Coloque um Vigia e a nova edição. Não só eu pude encontrar facilmente uma edição maravilhosa, mas ele está em evidência de novo, então há muitas análises e leituras em grupo e tudo mais. E, cara, é fantástico mesmo. Só vai.

balanco-dez-mockingbird

Eu não sou de música sertaneja e afins, mas o Leonardo é tão divertido na Não Aprendi Dizer Adeus quanto parece ser pelas entrevistas e tudo mais. A autobiografia foi contada (oralmente, mesmo) ao jornalista Silvio Essinger, que reproduziu as palavras do cantor por escrito para a publicação do livro. Por isso, parece que ele está falando com você em uma mesa de bar ou algo do tipo. É divertido. E também é bem triste, ele descreve com bastante emoção e detalhes a perda do irmão/ídolo/amigo Leandro e você sente aquilo. O livro é bem curtinho e eu não esperava que fosse achar tão legal, aí li bem rápido, alternando entre a versão digital (que tem no Kindle Unlimited) e a física (que meus pais têm).

balanco-dez-leonardo

A próxima que eu concluí foi Will & Will, do John Green com o David Levithan. Mas demorei um pouquinho pra concluir. O começo não me empolgou, e a narração de um dos Wills empacava a leitura até mais ou menos a metade. O desenrolar desde um pouco antes de eles se conhecerem até o final é demais, mas o começo foi ‘meh’ mesmo. Mas os personagens acabam sendo bem legais, especialmente TINY COOPER. ♥

balanco-dez-wills

E, por último, o “livro que se passa na minha cidade natal” foi um eBook de contos interligados em uma versão fictícia de Aracaju: Aracaju, Como Eu Conto. Alguns dos contos foram legais; alguns, muito legais; alguns tinham uma boa mensagem. Teve um deles que eu adorei, apesar de algumas ressalvas com o personagem principal. Mas alguns outros não faziam sentido nenhum; outros eram desnecessariamente pornográficos do nada; outros, um protótipo de sobrenatural que não funcionava; outros apenas “…meh” mesmo. E não me deixem começar sobre a tão necessária revisão de texto. Pontos pro autor por ter interligado todas as histórias, criado todo um universo, e também pela iniciativa de fazer as histórias se passarem aqui mesmo… mas tem muito a melhorar.

balanco-dez-aracaju

2 livros e 3 quadrinhos comprados. 1 livro recebido de presente. 1 livro recebido por troca no Skoob.

No começo do mês, teve a linda COMIC-CON EXPERIENCE! ♥ Já falei detalhadamente do loot no post que fiz sobre a CCXP, então aqui só vou citar as duas compras: Dois Irmãos e Pixu, ambas do Moon e do Bá, a segunda em colaboração com a americana Becky Cloonan e o grego Vasilis Lolos. A compra no estande deles me deu um fanzine da Umbrella Academy.

ccxp-compras

O outro quadrinho foi o especial de Natal da Arlequina:

balanco-dez-arlequina

Os dois livros foram Fale! (Laurie Halse Anderson) e Passarinha (Kathryn Erskine), que comprei no estande da editora na Feira do Livro da USP:

balanco-dez-feiradolivro

No amigo secreto do grupo, ganhei Belleville, do Felipe Colbert, que conheci na Bienal e não tinha conseguido comprar ainda:

balanco-dez-belleville

E, no Plus do Skoob, usei um dos meus créditos pra pegar Abandon, primeiro da trilogia de mesmo nome da Meg Cabot, em capa dura. Comprei o segundo por um preço maravilhoso na Black Friday, mas ainda não chegou, e continuo procurando o terceiro.

balanco-dez-abandon

Progresso nos itens do desafio: 50/50 (+12)

  • Um livro baseado em uma história real
    Not About Nightingales
  • Uma peça
    Not About Nightingales
  • Um livro publicado no ano em que você nasceu
    Escrito Nas Estrelas
  • Um livro que a sua mãe ame
    Escrito Nas Estrelas
  • Um livro que você deveria ter lido na escola e não leu
    A Hora da Estrela
  • Um romance clássico
    Orgulho e Preconceito
  • Um livro que se passe no Natal
    O Presente do Meu Grande Amor
  • Um livro que ganhou o Pulitzer
    O Sol É Para Todos
  • Um livro de memórias
    Não Aprendi Dizer Adeus
  • Um livro de não-ficção
    Não Aprendi Dizer Adeus
  • Um livro cujo autor tenha as mesmas iniciais que as suas
    Will & Will (John Green)
  • Um livro que se passe na sua cidade natal
    Aracaju, Como Eu Conto
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3 comentários em “Balanço do Mês: Dezembro

  1. JESUS. seu balanço é uma caixinha de surpresas. HUAHAUHAUH os meus estão… *respira fundo* tô até agora surpresa com o do Leonardo, jamais ia esperar. E esse de contos eu tenho uma leve curiosidade. O Sol é Para Todos é <3 <3 <3 e Sidney Sheldon… se eu encontrasse um livro dele que não li barato comprava e lia sem nem pensar duas vezes

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    1. HAHAHAHAHAHAHAH “uma caixinha de surpresas”: isso que dá fazer desafio literário. Foi um bom número de coisas diferentes ano passado… até porque chegou um ponto em que eu não queria comprar livros especificamente pro desafio, então trabalhava com o que tinha por perto (ou perdido na estante, ou que algum amigo/parente próximo tivesse, ou Kindle Unlimited). Mas foi bem satisfatório, tenho dois novos favoritos só em dezembro (Orgulho & Preconceito e O Sol É Para Todos). Acho que a Volta ao Mundo vai me dar uma sensação parecida.
      E Sidney Sheldon é demais. As personagens do cara sofrem MUITO, mas ele é demais. Fiquei com a mão coçando pra comprar uns de uma venda de desapego esses dias, que estavam a dez reais, mas não rolou :(

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  2. Olá Jéssica. Tudo bem? É.. Eu sei que ARACAJU COMO EU CONTO deixa muito a desejar, pois foi minha primeira experiência com a Amazon. Alguns contos realmente foram de bastante inspiração, outros eu nem revisei direito. Mas que bom que mesmo com todos os problemas encontrados, você leu até o final. E se acha que os contos todos foram interligados, recomendo que leia SETE DIAS E UM DESTINO, pois o livro se liga também com ARACAJU COMO EU CONTO. Na verdade era para serem um livro só (algo que futuramente pensarei no caso), mas vi a possibilidade de separá-los e deixá-los ainda mais interessantes. Quanto aos contos sem explicação, vou tentar revê-los e melhorá-los. Quem sabe em uma versão mais trabalhada no futuro, você não fique mais encantada. No mais, abraços fraternos e boas festas.

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