#random: minha primeira Comic-Con (Experience)


Como você deve saber, de 3 a 6 de dezembro aconteceu a segunda edição da Comic-Con Experience, a ~versão brasileira~ da Comic-Con, organizada pelo pessoal do Omelete. Eu não consegui ir no ano passado, mas consegui ir agora, na sexta-feira. Vamos lá.
Ok, eu queria ir para a CCXP desde que foi anunciada. Até porque não consegui ir no ano passado. E 2015 não teve Bienal nem BGS nem nada disso pra mim — apesar de ter tido muitos outros eventos importantíssimos tipo o show do Nightwish e conhecer a Meg Cabot. Mas só fui de fato decidir o dia e correr atrás de comprar o ingresso depois de um momento-chave: o anúncio do Gerard Way.

Eu gosto muito do que o My Chemical Romance fez enquanto vivia (RIP), das músicas solo do Gerard e das séries de quadrinhos dele. A Suíte do Apocalipse, particularmente, foi minha primeira graphic novel. Foi ela que me apresentou ao trabalho do Gabriel Bá, e isso é importantíssimo, porque ele e o irmão Fábio Moon são meus preferidos até hoje. E eu também gosto muito da PESSOA que Gerard Way me passa a impressão de ser.
Se tudo isso tivesse que se resumir em uma palavra, essa palavra seria “imperdível”.
Então fui lá, comprei o ingresso para a sexta-feira e comecei a contar os dias. Nesse meio-tempo, a maravilhosa Krysten Ritter, da incrível Marvel’s Jessica Jones (e de Breaking Bad, Gilmore Girls…), confirmou que viria também, além de ameaçar uma vinda do igualmente maravilhoso David Tennant (de Doctor Who e Harry Potter). Eles estariam no evento justamente na sexta-feira. Perfeito.

ccxp-credencial

A credencial chegou cerca de uma semana depois da compra. Ela vem com um barbante, mas usei meu lanyard do League of Legends que ganhei durante a Intel Extreme Masters da Campus Party de 2013. Na verdade, ganhei dois naquele evento. Usei o da Morgana e emprestei o do Tryndamere para a minha amiga.

Chegando lá:

O lugar é LONGE, no meio da rodovia Imigrantes. É especialmente longe pro lugar onde eu moro. Sim, a organização do evento fez o possível pra minimizar nossos transtornos/gastos, oferecendo transporte gratuito entre o centro de exposições e a estação/terminal Jabaquara. Mas eu, infelizmente, não pude aproveitar o ônibus gratuito nem na ida nem na volta — na ida, porque cheguei entre 7 e 7:30 da manhã no lugar do evento e eles só começavam a circular às 8; na volta, porque a fila estava imensa e eram 22:30 e eu não conseguiria chegar até a estação a tempo de pegar os trens que precisaria até em casa.
E, além de ser longe, eu juro que nunca andei tanto até um pavilhão na vida. Longa caminhada da entrada até o lugar da primeira fila, onde os milhares de pessoas que chegaram de madrugada estavam esperando. Caminhada mais longa ainda de lá até a fila de entrada de fato. E fila infinita em TODO LUGAR.

Isso é um print de um vídeo meu do dia. Não chega nem perto de capturar, mas espero que mostre um pouco.
Isso é um print de um vídeo meu do dia. Não chega nem perto de capturar, mas espero que mostre um pouco.

Também não entendi a necessidade de fazerem a gente andar pra uma segunda fila às 8:30 da manhã, se estava todo mundo confortavelmente sentado, de boa, lendo ou whatever na primeira fila. E na segunda era impossível sequer respirar. Mas tudo bem. Tudo correu bem na entrada do evento e tudo mais.

O lugar e os estandes:

Estava tudo BEM maravilhoso. Eu não vou conseguir dar uma ideia da dimensão do negócio aqui, porque é absolutamente enorme. Vou largar o mapa oficial aqui pra ilustrar melhor:

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Os estandes estavam em maioria lindos, e cada um trazia um tipo de atividade ou exibia algo diferente. Como não existem caracteres pra falar de tudo, farei highlights. O mais bonito era, de longe, o da Warner/DC, com a ambientação sensacional de contêiner/prisão. Vou deixar uma foto oficial deles aqui embaixo, mas nenhuma foto vai conseguir passar completamente, então vocês podem olhar os álbuns da CCXP na página da Warner pra ter uma ideia.

E eles trouxeram figurinos de Batman v Superman e Arrow, jogos novos, espaços muito legais pra fotos, conteúdo exclusivo no estande e até um espaço onde maquiadoras profissionais ~transformavam~ você em alguns personagens das adaptações recentes da DC (Arlequina, Coringa do Jared Leto, Arrow, Flash ou Canário Negro). Eu gostaria muito de ter ido neste último, e até fiquei um tempo na fila, mas demorava DEMAIS.

(a foto é do Apaixonados por Séries — link para o belo post-fonte na imagem)

Aproveitei um tanto das atividades do estande da Netflix. E eles tinham de TUDO por lá. Exemplos: karaoke com músicas marcantes nas séries deles (onde todo mundo SÓ cantava What’s Up o dia inteiro e só eu escolhi Peeno Noir), joguinho estilo de derrubar garrafas (no tema daquele filme do Adam Sandler), quiz usando celular e tablet da galera, ~batalha de mentes~ com o Kilgrave, detector de mentiras, e até um espaço pra “tirar foto” com o Pablo Escobar (Narcos) ou a Alex Vause (Orange is the New Black). Todas essas atividades davam brindes, que podiam ser pôsteres, garrafinhas, camisetas e almofadas. Também ganhei um quadrinho de Jessica Jones. E eles tinham alguns figurinos em exibição, além de vários espaços com pufes e tomadas, para descansar e carregar o celular.
PURO AMOR ♥

A minha amiga foi direto ao estande da Netflix quando os portões abriram e, depois de um dos joguinhos, ganhou uma senha para a sessão de autógrafos da Krysten Ritter. Do nada. Eles estavam nesse nível.

As fotos eram quatro e eram enviadas por e-mail em formato de GIF. Eis uma das minhas.
As fotos eram quatro e eram enviadas por e-mail em formato de GIF. Eis uma das minhas.

A Universal estava quase inteiramente dedicada a Warcraft e isso é maravilhoso! Além da decoração, com bandeiras da Aliança e da Horda, e do trailer, que estava sendo exibido, havia O DOOMHAMMER e um joguinho. Como era joguinho de força e não dava brinde, nem me arrisquei. Mas tive que tirar fotos. O Doomhammer é tão pesado que não sei nem o que dizer.

FOR THE HORDE!
FOR THE HORDE!
FOR DOOMHAMMER!
FOR DOOMHAMMER!

E ainda encontrei o Arthas por lá. Minha foto não ficou muito boa, mas é a vida.

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A Disney-Pixar colocou APENAS uma PISCINA DE BOLINHAS GIGANTE para promover Procurando Dory, que sai no ano que vem. GENTE. SÉRIO. Estava lindíssima, era enorme, muito funda, muito divertida e tocava Beyond The Sea do Bobby Darin (música-tema do filme, mas que eu só consigo relacionar com Bioshock) em loop infinito. Se você não se lembra da música, só clicar aqui.

OLHA SÓ QUE COISA LINDA!
OLHA SÓ QUE COISA LINDA!

Coisas aleatórias: o estande da Mattel tinha um bat-sinal.

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A Mix tinha um ~teste de grito~ e você ganhava um lanyard se acertasse o volume mais alto.

“VIDA LONGA E PRÓSPERAAAAAAAAAAAAAAAAAA!”

Também era possível brincar um pouco no novo Guitar Hero Live. Eu fui muito mal, e só depois descobri que só fui tão mal porque o cara que jogou antes de mim largou no Expert. #fail

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Não entrei nem na Comix nem na Panini. A Marvel estava bem ‘meh’. Não vi nada de mais na Record nem na Novo Século.
Gostei MUITO do estande da Galápagos, mas não consegui fotografar nem filmar nada por lá. Havia demonstração de vários jogos, assim como na Devir, e você ganhava um lanyard do Zombicide se comprasse algo.

A tal sessão de autógrafos que me fez comprar o ingresso:

Olha, eu estava com muito medo, um medo real, de não conseguir a senha. Funcionava assim: abrindo os portões, teríamos que correr para o estande da Devir (editora que publicou The Umbrella Academy no Brasil). Entre as 10 e as 11, eu acho, eles distribuiriam 300 senhas para as primeiras pessoas que chegassem lá, divididas em 150 pulseiras verdes e 150 prateadas. As verdes, que davam direito a três itens autografados, iriam para os 150 primeiros a comprar a nova edição do quadrinho no estande, e as prateadas, para os 150 primeiros a chegar no estande que não fossem comprar o quadrinho.
Não preciso nem dizer que quase todos os primeiros pegaram as pulseiras verdes, né? Agora vou voltar à minha experiência.

Eu conheci pessoas que foram para a fila no começo da noite anterior. E vi mais de uma pessoa falar que chegaria às 5 da manhã. Devo ter dormido no máximo duas horas aquela noite, cheguei entre 7 e 7:30 da manhã e já havia uma MULTIDÃO na minha frente. Mesmo com a péssima impressão de que já estaria tudo perdido, ainda consegui a senha, sendo a 190ª pessoa a chegar lá.

Fiquei livre cerca de 11:30 e fiz questão de perder o mínimo possível de tempo depois disso. Tentei dar uma olhada em todo o evento, fui ao painel da minha incrível amiga Duds, almocei e tudo mais, antes de voltar para o estande na hora da sessão de autógrafos. Fiquei observando de perto em vez de ficar na fila, porque achei que seria mais produtivo, e acho que fui a penúltima a ser atendida.

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“Gerard Way escreve o The Umbrella Academy, um dos trabalhos mais importantes da minha carreira, com dois álbuns publicados: Suíte do Apocalipse e Dallas. Além disso, ele também é músico, ex-vocalista do My Chemical Romance, hoje com uma carreira solo. Desde o início da nossa parceria, o Umbrella Academy foi a porta de entrada de milhares de fãs da banda para o mundo dos Quadrinhos. Desde 2006, quando a série foi anunciada, o Fábio e eu ganhamos vários novos leitores ao redor do mundo que nos conheceram através do Umbrella e depois continuaram a acompanhar nosso trabalho.” (Gabriel Bá, no post sobre a CCXP no 10 Pãezinhos)

Eu sou uma dessas pessoas a quem ele se refere. Clichezão. Até falei isso pro Gerard, no pouco que conversamos nos aproximados 20 segundos da minha vez. Até demorei pra falar algo, meio por estar com vergonha e meio por não querer ir atrás de conversar com o Gerard e acabar ignorando o Bá, um artista que gosto tanto. Acabei vencendo isso dizendo pra mim mesma que teria mais tempo para conversar com o segundo, se a timidez me permitisse, quando fosse à sessão de autógrafos na mesa dele e do Moon. Já o primeiro… eu provavelmente não terei a chance de encontrar outra vez tão cedo.

E então isso aconteceu.
E então isso aconteceu.

Sem me estender demais aqui: valeu a pena todo o esforço, apesar de não ser algo que eu faria todo mês, por exemplo. [Não precisa lembrar que passei por apertos aleatórios pelo SOAD-Nightwish em setembro, pela Meg em outubro e agora em dezembro pelo Gerard. Não precisa, ok?]
O pouco que pude conhecer ao vivo de um dos meus ídolos me mostrou que ele é: tão legal quanto parece, incrivelmente atencioso e mais tímido que eu. E tem um dos sorrisos mais carismáticos de todos. Eu teria sinceramente pedido um abraço se não estivesse tímida AND com medo de invadir demais o espaço dele AND com medo de alguém da Devir querer me bater ou algo assim. Quer dizer, só porque eu tentei conversar por 15 segundos, quase fui expulsa do estande. Mesmo que só houvesse UMA pessoa atrás de mim e ainda faltasse meia hora para o fim da sessão de autógrafos. Enfim.

O único painel que eu vi:

Foi um painel muito massa sobre representatividade étnica na cultura pop, construído como um debate, com a participação da minha maravilhosa amiga Duds e de mais pessoas legais — seis ao todo, sendo quatro mulheres. ♥
O papo foi de um assunto sobre o qual eu sempre sinto que tenho muito a aprender, não sendo de uma “minoria” étnica, e foi bem interessante. Como estão representados os negros e os asiáticos, por exemplo? Por que o que nós vemos na maioria do que consumimos na mídia não é necessariamente igual à “vida real”? Como isso influencia a vida deles? Como mudar isso? Que personagens são bons passos no caminho certo? [A resposta para a última pergunta claramente inclui Super-Choque.]

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Artist’s Alley:

Era enorme demais, vou dizer logo. Vou colocar até mapinha pra você concordar comigo.

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Então você já saca que eu não consegui ver tudo por lá. Até porque só três itens e um prato de comida já tinham me quebrado, então eu não poderia comprar mais nada naquele dia. Mas tentei. Conheci algumas histórias que parecem legais, e anotei para procurar depois. Particularmente, consegui ir à mesa que a Nia, do Como Eu Realmente (♥), dividia com a Bianca Pinheiro, de Bear, e tive ainda mais vontade de comprar os quadrinhos de ambas.

Fui até a mesa do Moon e do Bá duas vezes: a primeira para comprar a Dois Irmãos (ganhei o fanzine da Umbrella ♥), a segunda para a sessão de autógrafos dos dois. Fiquei tímida. Tinha esbarrado neles no corredor no começo do evento e não tinha travado tanto. Mas consegui agradecer pela Daytripper (a obra-prima da vida de todo mundo que leu), voltar com a minha modesta coleção autografada e dizer que os veria de novo no próximo evento.

Esta sou eu esbarrando com os ídolos no corredor antes mesmo de estar apresentável. Nota-se pela caixa na mão do Bá que eu estava atrasando os dois.
Esta sou eu esbarrando com os ídolos no corredor antes mesmo de estar apresentável. Nota-se pela caixa na mão do Bá que eu estava atrasando os dois.

Loot (compras, brindes e autógrafos):

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Nem tinha comentado isso antes, mas em um cantinho no Artist’s Alley estava a Lojinha do Detonator! O Bruno Sutter ficou por lá, com a simpatia de sempre, durante o evento quase todo, e a Nyvi, boa parte dele. Tinha todos os álbuns do Detonator disponíveis, além de várias camisetas, e eles passavam o DVD da Live InSana

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Só que eu só parei pra comprar meu DVD quando já era tarde, e o Bruno parecia bem cansado, então não pedi uma foto. Mas está autografado anyway. Um pedaço importante da minha coleção, que vou ver várias vezes. E tenho as fotos do Campinas Anime Fest de 2014 de lembrança.

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Como sempre, o trabalho gráfico é sensacional.
Como sempre, o trabalho gráfico é sensacional.

Na Devir, comprei a Pixu e, na mesa do Moon e do Bá, a Dois Irmãos. Saí da mesa deles mais tarde com autógrafo nas duas e no fanzine de Umbrella Academy que ganhei, além das que já tinha e levei comigo: Crítica, Mesa Para Dois e Daytripper. ♥

ccxp-compras

Desenho do Bá e autógrafos na minha Dois Irmãos
Desenho do Bá e autógrafos na minha Dois Irmãos
Autógrafos na minha Pixu
Autógrafos na minha Pixu
Autógrafos na minha 10 Pãezinhos: Crítica
Autógrafos na minha 10 Pãezinhos: Crítica
Autógrafos e desenho do Bá na minha 10 Pãezinhos: Mesa Para Dois
Autógrafos e desenho do Bá na minha 10 Pãezinhos: Mesa Para Dois
Autógrafos e desenho do Moon na minha Daytripper ♥
Autógrafos e desenho do Moon na minha Daytripper ♥

A minha Suíte do Apocalipse foi o que escolhi para a sessão de autógrafos do Gerard e do Bá, pelo simples motivo de ser algo DOS DOIS. Se eu pudesse levar três itens, ok, um deles teria sido um CD. Mas, podendo escolher um só, não fazia sentido para uma fã de ambos não ser alguma Umbrella. E eu ainda não tenho a Dallas — até procurei na Devir, mas ela tinha esgotado em tipo dois segundos –, então só tinha uma opção, certo? E ela está lindíssima autografada… ;D

ccxp-autografos-umbrella

Vamos falar do estande da Netflix: ganhei uma garrafinha sensacional por ficar entre os três primeiros do quiz uma vez. Ganhei o quadrinho da Jessica Jones (não, não é Alias, é uma edição especial promocional mais fina e tal). Também ganhei pôsteres de Unbreakable Kimmy Schmidt e Better Call Saul por participar das fotos e por tirar 8/10 no karaokê, e minha amiga me deu um pôster de Jessica Jones depois de ganhar um segundo, no qual pegou autógrafo e tal.

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Ainda nos pôsteres, este de X-Men: Apocalypse estava sendo distribuído na frente do estande da FOX.

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Ganhei este broche bonitinho do Munchkin de um vendedor bem legal lá na Galápagos.

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E este foi o lanyard do estande da Mix, que falei lá em cima.

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O que eu acho que ainda pode melhorar:

Eu sei que é o formato original e que é assim fora do Brasil também, mas duas coisas sobre a organização do evento (e as pessoas) me incomodaram bastante. Não vou comentar sobre o preço da comida porque não adianta, não é algo particular da CCXP e é algo que enfrento em todos os eventos em centros de exposições. Meus dois pontos são:

1. o fato de a divulgação da programação ser incrivelmente em cima da hora
Isso é bom por um lado, não serei ignorante de não admitir. É uma medida que privilegia aqueles que querem curtir todo o evento em vez de privilegiar aqueles que querem apenas ver um artista. Afinal, quem pretende ir ao evento sem ir atrás de nada específico acaba comprando o ingresso antes de as atrações serem anunciadas, quando todos os dias estão disponíveis, por exemplo.
Mas, por outro, ela privilegia quem pode comprar os pacotes de quatro dias e prejudica aqueles que só pretendem ir a um dia de evento. Imagina se eu só posso escolher um dia, escolho ir na quinta, compro passagem pra ir de outro estado e… Frank Miller e Gerard Way são anunciados em todos os dias exceto a quinta? Imagina se eu compro o ingresso para um dia e todos os painéis que mais me interessam são nos outros dias?
Quem é realmente prejudicado aqui: quem está em dúvida sobre ir ou não, ou quem tem certeza sobre ir, mas não pode ir em mais de um dia e fica esperando algumas atrações para decidir em qual ir. Até que tudo seja divulgado, os ingressos de alguns dias já estão esgotados há meses. E aí?

2. as filas daquele auditório Cinemark
Que morte horrível. Basicamente todas as pessoas que estavam dentro do auditório eram pessoas que chegavam extremamente cedo para esperar, lá dentro, pelo último painel do dia. No caso da sexta, o público composto basicamente de fãs de Doctor Who esperava ansiosamente pelo painel da Netflix, com David Tennant… e acabava não aproveitando nada do evento além disso, especialmente se não tivesse interesse nos outros paineis.
É uma escolha deles? Sim. É igual fora do Brasil? É. Mas não é por isso que não deve ser discutido. TODO MUNDO deveria ter a chance de ver os paineis que gostaria de ver e não precisar deixar de aproveitar o evento. E também é extremamente frustrante querer ver o painel das dez da manhã, do meio-dia ou das quatro da tarde, e não poder porque o auditório está cheio de gente que basicamente está esperando o painel das oito da noite e não faz questão de ver nenhum de antes.
Uma ideia que surgiu discutindo o assunto com as amigas foi a de ter distribuição de senha individual para cada painel principal, começando assim que o evento abrir. Assim você sabe LOGO se vai poder ver o que quer, e pode aproveitar o resto do evento se não conseguir, em vez de ficar em uma fila o dia inteiro ou perder o lugar pra alguém que não quer aquilo, sabe? É claro que, se quisermos ver mais de um painel concorrido, será necessário priorizar, escolher em que ordem vamos às filas. Mas a ideia de tamanha perda de tempo, como está sendo agora, me deixa desesperada.

O que eu acho maravilhoso:

O respeito que o pessoal da organização (e das várias empresas que participam) tem com o público-alvo e com o evento. Sim, tem essas merdas que eu citei aqui em cima, mas, apesar disso, a CCXP parece estar fazendo jus à experiência de uma Comic-Con. Temos artistas importantíssimos vindo aqui autografar, conhecer o público, conversar sobre seu trabalho em paineis e tudo mais. O investimento e a preocupação deles com a experiência são claros.
Vou falar de um caso específico que todo o mundo já deve conhecer: a polêmica do “Pânico”. O fato de a organização ter tomado uma medida tão extrema contra o programa mostra o respeito que eles têm com a gente. E é uma medida que eu vou aplaudir pra sempre.
Para quem não está situado, uma equipe do Pânico foi fazer uma matéria sobre a CCXP em que a falta de informação de dizer que Frank Miller “criou o Batman e o Wolverine” foi o menor dos problemas. Além de ridicularizarem cosplayers e convidados e exibirem pessoas que não autorizaram o uso de suas imagens, um maluco do programa achou que seria bonito LAMBER o braço de uma cosplayer de Estelar. Para contexto, a Estelar é uma personagem dos Jovens Titãs que tem pele alaranjada, e a cosplayer estava com o corpo todo pintado. Eu não vou nem entrar na parte do desrespeito à mulher aqui, porque isso é um motivo de dor de cabeça para as mulheres que fazem cosplay há anos. Mas a atitude é um total abuso. Então, OBRIGADA, organização da CCXP, por colocar o público e os convidados em primeiro lugar, mostrar tolerância zero e banir o Pânico.
[Opinião pessoal: se alguma divindade banir esse programa da existência, eu ficarei ainda mais feliz.]

Considerações finais em duas frases uma frase e uma hashtag:

Vejo vocês novamente em um 2016 ainda melhor, CCXP! #foiépico

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2 comentários em “#random: minha primeira Comic-Con (Experience)

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