Meg Cabot – Ídolo Teen


Ou “aquele post do Desafio de Releituras que eu não cheguei a fazer”, quase um ano depois.

Título: Ídolo Teen
Autora: Meg Cabot
Skoob
Sinopse: Jenny Greenley, estudante do ensino médio, é boa em solucionar problemas… tão boa que se tornou a conselheira anônima do jornal da escola. Ainda que resolver os problemas dos outros não faça os seus desaparecerem – como o de não ter namorado -, é uma tarefa muito divertida.
Mas quando o jovem Luke Striker, ídolo das telas, vai à cidadezinha de Jen fazer “laboratório” para um personagem, cria um tumulto que nem mesmo a sensata Jenny sabe se pode consertar… Principalmente porque está mais do que envolvida na história.
Será que Jen, a confidente de todas as horas, que sempre consegue ajudar todo mundo, vai aprender a seguir o próprio conselho e finalmente encontrará o verdadeiro amor?

(no Brasil pela Galera Record)

Ídolo Teen, que você provavelmente conhece, foi meu standalone favorito da Meg por muito tempo. Talvez ainda seja. Curiosamente, é um dos poucos que eu nunca comprei em português. Li assim que foi lançado aqui porque a minha melhor amiga comprou, e sempre pegava emprestado pra reler. Sério, foram umas sete vezes. E eu nem entendia as referências na época.
Quando peguei o eBook, na semana passada, acho que acabei em duas horas. Enfim…

O livro foi publicado pela primeira vez nos EUA em julho de 2004 e, no Brasil, em algum momento de 2006. Não lembro exatamente quando. E a edição brasileira já teve duas capas diferentes:

teenidol

Essa história maravilhosa se passa na minúscula cidade de Clayton, Indiana, e é narrada pela protagonista Jenny Greenley, de 16-17 anos. Jenny é bem nerd, é conhecida como “a melhor amiga de todo mundo”, faz parte (relutantemente) dos Trovadores do coral e tem um cargo secreto no Register, jornal da Clayton High, uma escola que sempre me pareceu um inferno. Muitas pessoas horríveis naquela escola. Mas não a Jenny. A Jenny é sensacional. O Scott Bennett também.
Em certo momento, ela é chamada à diretoria e avisada que tem que ser uma espécie de guia do ator Luke Striker, de 19 anos, na escola. Porque ele vai chegar lá no dia seguinte (!) e vai ficar disfarçado pra fazer uma espécie de pesquisa de campo pro seu próximo papel. Só que Luke é como se fosse um Justin Bieber fictício ou algo assim. Exageradamente famoso e cheio de fãs escandalosas naquela mesma escola, inclusive e principalmente a melhor amiga da Jenny, Trina. Por isso, ela não leva muita fé no disfarce. Nem que vá de fato gostar do cara.
Mas não é bem isso que acontece, né? Por acaso, eles acabam ficando amigos. E o disfarce até que vai bem. Só que Luke ficou mais horrorizado que eu com as pessoas daquela escola, e por isso as coisas ficam cada vez mais malucas.

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Eu realmente não quero dar spoiler, apesar de achar que todo o mundo já conhece, então vou parar por aqui. Mas é uma história sobre amizade, sobre empatia, sobre fama, sobre os limites do altruísmo e do fanatismo também… O comportamento de alguns personagens é de se questionar a partir de que ponto ser fã de algo/alguém passa a ser nocivo (pro fã e pro ídolo). Aliás, o que mais gosto aqui são os personagens e as referências. Os personagens são demais, vide Scott Bennett. E eu não peguei a maioria das referências na primeira leitura, mas na última peguei praticamente todas.

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A mais memorável ainda é uma menção a uma conversa da Jenny com o Scott em que eles discutem se os Ents de As Duas Torres (2002) ficaram meio tipo o Jar Jar Binks, da nova trilogia do Star Wars (1999-2005). Vale lembrar que o livro é de 2004. Mas será que parece mesmo? Eles nunca chegam a um consenso.



[Por que todos odeiam tanto o Jar Jar, falando nisso? #GOJARJAR]

Jenny é fã de livros de terror e sci-fi, então tem Stephen King, tem Dean Koontz, tem Larry Niven… tem, inclusive, uma discussão sobre Lucifer’s Hammer, pós-apocalíptico escrito pelo último. Agora eu já li um pouco de Stephen King e Dean Koontz, e já pesquisei sobre o livro do Niven. E Jenny e Trina fazem parte do coral, então temos referências a peças e musicais desde Romeu e Julieta até Chicago. Agora eu já vi Chicago e canto All That Jazz mentalmente quando é mencionado.


Tem até referência misturando Oliver! e Star Trek. Pois é. Mais especificamente, jogando “Klingon” no meio desta música aqui:

Enfim… continua, sim, um dos favoritos. Continua leve e rápido e divertido. E continua passando uma mensagem legal. Um dos YA mais legais da Rainha. ♥

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Um comentário em “Meg Cabot – Ídolo Teen

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