Show: Nightwish – HSBC Brasil (26/09)


Preciso começar dizendo que, desde o fim do ano passado, eu quase não conseguia parar de ouvir Nightwish. Ainda não consigo. Então a confirmação da minha suposição de que a turnê passaria por aqui ainda em 2015 foi recebida com muitos pulinhos e gritinhos vergonhosos.
E aí que acabei indo ao show, um dia depois de ter ido no do System of a Down. E meio que foi o melhor show de todos.

Meet me where the cliff greets the sea... ♥
Meet me where the cliff greets the sea… ♥

Se você, uma das 2 ou 3 pessoas (sendo otimista) que me acompanham, estiver se perguntando “Ué, mas não foi exatamente isso o que ela disse do show dos Backstreet Boys em junho? Qual é o problema dessa maluca?”, tenha calma. Como vai dar pra perceber, são shows muito diferentes, de formatos diferentes, gêneros musicais completamente diferentes e que também significaram coisas bem diferentes pra mim. E ainda assim foram igualmente excelentes. Agora vamos continuar.

Marco e Floor ♥ (e o Kai lá atrás)
Marco e Floor ♥ (e o Kai lá atrás)

Sim, fiquei esperando ansiosamente a abertura das vendas e sim, cacei companhia desde o anúncio do show. Acabou dando tudo certo aí, porque um dos amigos de Aracaju que tenho mais contato está morando aqui, e ele e o irmão são BEM fãs e conseguiram ir.
Assim como no do SOAD, meu setor era a pista comum, mas as semelhanças param por aí. Porque o HSBC Brasil/Tom Brasil é uma casa muito menor, fechada, com ar-condicionado e (o melhor) perto de casa. Aqui consegui ver tudo MUITO bem. Nós ficamos perto do palco? Não. Se tivéssemos resolvido correr pra dentro em vez de comer e olhar o merchandising oficial quando as portas abriram, teríamos conseguido até a grade da pista, se pá. Mesmo tendo que esperar pra resolver o problema da impressão do meu ingresso. Mas ninguém ali era obrigado a passar fome e aperto, então esperamos. A parte da pista atrás da área de deficientes tem dois ou três degraus mais altos, então resolvemos ficar por ali, onde a visão do show foi claríssima o tempo inteiro.

nightwish-ingresso

A turnê se chama Endless Forms Most Beautiful e promove o álbum de mesmo nome, lançado no começo do ano. É o primeiro com a Floor Jansen (holandesa que entrou no lugar da sueca Anette Olzon na crise de 2012) nos vocais, e também o primeiro com o britânico Troy Donockley, responsável pelos instrumentos de sopro, oficialmente na banda. As composições falam basicamente sobre a evolução e a vida, e há várias parcerias com o biólogo Richard Dawkins. E Jukka, o baterista, tirou uma folga pra resolver problemas de saúde, então Kai Hahto entrou no lugar dele como “membro temporário”.

E, enquanto é claro que o novo álbum teve destaque na setlist (6 das 17 músicas), o show foi uma bela viagem pela história da banda: teve um pouco de todos os álbuns a partir do Oceanborn. O provável maior hit deles, Nemo, foi deixado de fora, assim como alguns outros sucessos da época em que eu comecei a ouvir Nightwish, e olha… nenhum fez falta. Gostaria de ter ouvido Amaranth e Alpenglow, mas também não posso dizer que fizeram tanta falta quanto imaginava. Tinha muito ali pra compensar.

We were here!
We were here!

Assim como no álbum, Shudder Before The Beautiful abre o show, com direito a instrumental do Hans Zimmer e narração do Dawkins antes dela. E, bom, achei que ali já fosse perder minha voz. Não, o resfriado do SOAD não veio encher o saco até a terça-feira, ainda bem. Achei que fosse perder a voz de tanto berrar a música, mesmo, mas isso não aconteceu. Eles emendaram no peso da Yours is an Empty Hope e nas mais antigas Ever Dream e She Is My Sin, tudo antes de o Troy sequer aparecer no palco.
E gente, eu vou dizer uma coisa bem séria: gostei muito de todos os shows que vi na vida, mas acho que nunca vi ninguém DOMINAR o público como o Nightwish. Nem mesmo o System. Não digo isso só pelo fato de a Floor ser uma frontwoman sensacional, apesar de boa parte do crédito ir pra ela pelo destaque que tem. Não consigo explicar. Solo de flauta do Troy, música acústica com o Marco, duelo de piano e guitarra entre Emppu e Tuomas, tudo mantinha o público — incluindo esta que vos escreve — hipnotizado, de verdade. E eles ainda conversaram UM MONTE, fizeram piadinhas, referências ao Rock in Rio e tudo mais.

Horizon crying the tears he left behind long ago...
Horizon crying the tears he left behind long ago…

My Walden foi a primeira música da setlist com os ~ instrumentos de sopro ~ e começa sendo cantada em galês (!) pelo Troy, então foi aí que ele apareceu pela primeira vez. Essa minha música preferida do álbum novo emendou na maravilhosa The Islander. E tudo sobre ela ao vivo é maravilhoso. Muitos gritos de “Marco! Marco! Marco!”. Eu gravei um vídeo bem bom que pega o começo dela, a referência ao Rock in Rio e tudo mais, mas não vai rolar de colocar aqui por enquanto. Talvez em algum edit.
Eu sei que o Tuomas não era muito fã de Élan e alguns dos fãs não curtem muito também, mas o show me fez viciar na música outra vez. Ela e 7 Days to the Wolves crescem ABSURDAMENTE ao vivo. Não dá pra ter noção direito nem por vídeo do que é aquilo. As duas são separadas pela Weak Fantasy, também do álbum novo, que é o melhor momento do show pra ver o headbanging da Floor. O momento antes de 7 Days foi bem engraçado:

E aí entra o meu álbum preferido, muito bem representado pelo single Storytime e por I Want My Tears Back, minha música preferida. Muitos outros no público pareciam concordar comigo quanto a isso. Foi um dos melhores momentos do show, obviamente. E emendou em um trio de músicas mais antigas: Wishmaster representando os hits, além de Stargazers e da baladinha Sleeping Sun. Todas continuam maravilhosas na voz da Floor, preciso acrescentar.
Mas aí depois disso eles realmente apelaram. Mandaram dois épicos de mais de dez minutos: The Greatest Show on Earth (do próprio Endless Forms Most Beautiful) e Ghost Love Score (representante do Once). Foi de chorar de tanta lindeza. Só faltou uma certa música necessitada de uma sinfonia corajosa pra completar… acho que eu ficaria largada no chão pra sempre. Depois desse combo, eles encerram com Last Ride of the Day, como têm feito nas duas últimas turnês, porque (sejamos sinceros) não existe um jeito melhor de encerrar.
Exceto talvez não encerrando nunca.
Por favor, voltem logo. ♥

nightwish-fim

1. Shudder Before the Beautiful
2. Yours Is an Empty Hope
3. Ever Dream
4. She Is My Sin
5. My Walden
6. The Islander
7. Élan
8. Weak Fantasy
9. 7 Days to the Wolves
10. Storytime
11. I Want My Tears Back
12. Wishmaster
13. Stargazers
14. Sleeping Sun
15. The Greatest Show on Earth
16. Ghost Love Score
17. Last Ride of the Day

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Um comentário em “Show: Nightwish – HSBC Brasil (26/09)

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