Evanescence – Evanescence (2011)


Assim como o antecessor The Open Door, o terceiro álbum e primeiro self-titled do Evanescence vazou aproximadamente um mês antes do lançamento. Eles estavam parados há mais de quatro anos e, depois de um primeiro single bem legal sem muito barulho, saiu essa maravilha.

Eu comecei a escrever este post bem quando ele vazou, em 2011. Por algum motivo, deixei ele de lado e não terminei — até agora. Hoje, aliás, faz 3 anos do show da banda no Live Music Rocks, em São Paulo.
Então… muita coisa mudou. Pra começar, minha opinião de cada música. Os destaques, os detalhes, quais foram singles, quais deveriam ter sido, quais crescem em você com o passar de quatro anos, quais ficam enjoativas em quatro anos e tudo mais. Além disso, tem o maravilhoso fato de, no final daquele ano, mamãe ter me tirado no amigo secreto e me dado a versão deluxe do CD. ♥
Btw, peço desculpas pela escassez de imagens no post, mas não tenho mais o CD comigo, então… não tinha como tirar fotos. Acontece.

O deluxe é um digipak brilhante maravilhoso. Essa foto tirei no dia que ganhei.
O deluxe é um digipak brilhante maravilhoso. Essa foto tirei no dia que ganhei.

Mas algumas coisas não mudaram. A primeira faixa e primeiro single, What You Want, continua empolgante. É animada e pesadinha, com uma mensagem forte sobre mandar na sua vida e nos seus sonhos, um piano discreto e, de certa forma, completamente Evanescence.
A seguinte, Made of Stone, é provavelmente um dos temas da minha vida. Foi uma favorita instantânea e continua assim até hoje. É pesada, foi uma das mais influenciadas pelo heavy metal no álbum, mas o refrão é bem grudento e as harmonias/os efeitos de voz são muito legais. A principal vantagem do álbum, inclusive, é que é o mais pesado da banda, de modo geral, e mistura ainda mais influências diferentes, tipo R&B e eletrônico alternativo — pra frente no post vai dar pra entender isso melhor.
A principal desvantagem é que, nas primeiras ouvidas, as músicas são bem parecidas. The Change lembra a anterior, mas uma das diferenças mais marcantes é a presença, aqui, de violinos. O que, falando sério, muda tudo. Ela encaixa perfeitamente na música seguinte, o segundo single My Heart is Broken. A balada foi composta na harpa (!) e depois adaptada para o piano quando o ritmo ficou mais rápido, o que explica quão lindamente louca é a melodia do piano nela. The Other Side é uma das minhas favoritas, tanto de ouvir quanto de berrar cantar junto quando vejo algum live. A sonoridade dela é do mesmo estilo de Made of Stone e The Change, mas as três são construídas de formas bem diferentes.

Erase This foi uma das músicas que precisaram crescer em mim com o tempo. Nada nela me chamava atenção em meio ao monte de outras mais maravilhosas no álbum. Agora gosto dela, mas ainda continua abaixo da maioria. Lost in Paradise é a baladinha que cresce ficando pesada depois, no estilo My Immortal, mas mais pesada que a própria e, na minha opinião, ainda melhor. Pena que mal foi single promocional… poderia ter feito muito sucesso.
Daí Sick, no comecinho, tem cara de prog metal. Tem muita cara de prog metal. Não é prog metal, mas ainda é uma das mais legais do álbum. As melodias são bem diferentes e minha cabeça bate involuntariamente ouvindo essa música. E End Of The Dream foi a outra que não me chamou atenção nenhuma no começo e acabei gostando com o tempo. Já Oceans chamou atenção de cara, gostei ainda mais depois de mais umas ouvidas e até hoje nunca deixa de me impressionar. O jeito que ela é construída, a dificuldade da linha vocal, as brincadeiras com sintetizadores e elementos eletrônicos, tudo isso torna ela, bem facilmente, a melhor do álbum.

Tem de tudo em Never Go Back. Os versos são mais rápidos, nervosos, pesados, mas o refrão é melancólico, quase de uma balada. Há vários elementos eletrônicos e sinfônicos aqui. A letra surgiu da inquietação da banda com tsunamis no Japão. E funciona. Muito bem. O encerramento oficial da versão simples é Swimming Home, baladinha bem lenta, bem lenta mesmo. Existem mais lentas, mas essa ainda é bem lenta. Relaxante, até, principalmente por causa do vocal. Tem uns quês da influência do eletropop e a melodia do piano é muito legal.

E aí entram as quatro faixas do deluxe, cujo destaque fácil é a primeira: New Way to Bleed. Não sei explicar bem o porquê, mas tudo nessa música me agrada um monte. A letra é especialmente forte, e um ponto especialmente forte. Teve um remix dela na trilha do primeiro Avengers também, na época. Say You Will e Disappear têm mais ou menos o mesmo estilo mais acelerado e pesado e são bem legais. E aí vem Secret Door pra encerrar. Ela é ainda mais lenta que o encerramento da versão simples, e tão boa quanto ou melhor. O detalhe que marca a diferença básica é que aqui, em vez da predominância dos sintetizadores, há os instrumentos clássicos e a harpa, onde a música foi originalmente composta.

Veredito

Bom, eu gosto muito de Evanescence. Até criei uma Evanescence book tag (junto com a Lari, mas criei). E esse álbum está no mesmo nível do Fallen pra mim, falando assim sinceramente. A banda parece mais confortável e menos centralizada, e o fato de os lives serem mais próximos do estúdio que na época do primeiro DVD deles ajuda bastante. Vou jogar aqui um 10/10, não por ele não ter “falhas”, mas porque é tão bom que dá pra passar por cima delas facilmente.

Destaques — porque não tem como não haver um número enorme deles

1. What You Want
2. Made of Stone
4. My Heart is Broken
5. The Other Side
7. Lost in Paradise
8. Sick
10. Oceans
11. Never Go Back
13. New Way To Bleed
16. Secret Door

Singles

What You Want:

My Heart Is Broken:

Bônus

Oceans (ao vivo):

The Other Side (ao vivo no Rock in Rio):

Lost in Paradise + Bring Me To Life (ao vivo na cerimônia do prêmio Nobel da paz):

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