Balanço do Mês: Setembro


Setembro, minha gente. Como eu começo a falar de setembro?

Vou ser sincera: eu li menos do que esperava. O começo do mês rendeu muito bem, e isso se deve principalmente a dois fatores. O primeiro é que na USP temos a semana de 7 de setembro de folga. Sim, a semana inteira. Planejava ficar em dia com as leituras obrigatórias, o que não fiz 100% porque (sejamos sinceros novamente) fiquei jogando e lendo outras coisas, além de cuidar do canal do Nyah quase toda noite, mas pelo menos consegui diminuir um monte o atraso. O segundo motivo, que colaborou para a diminuição do atraso também, é que agora eu tenho um Kindle! É o modelo de entrada, vou falar um pouco mais sobre isso em algum momento, e é ainda mais maravilhoso que me lembrava. E ele chegou bem no primeiro dia do mês.

Daí, né, quase todas as minhas leituras completas ficaram nesse comecinho do mês. Mas tudo bem. Foi um mês um pouco movimentado do ponto de vista acadêmico, apesar dessa semana de folga, porque foi a hora de começar a entregar trabalhos e fazer provas. E também era um mês pelo qual eu esperava ansiosamente por motivos de: iria em dois shows importantíssimos na minha vida, em dias seguidos. LOCO, DIZ AÍ. E ainda tem toda aquela história de “não comprarei mais livros”. E ainda era o começo da Fall Season, que marca o retorno da maioria das minhas séries. Não, não teve Bienal pra mim, mas teve mais um monte de coisa. Por isso, vamos por partes.

Parte 1: Balanço de Leituras

1 livro continuado e terminado.

Com o Kindle, uma das minhas primeiras providências, depois de passar os PDFs que precisava ler pra faculdade, foi assinar o Kindle Unlimited. Eu acho o catálogo dele um tanto limitado desde o lançamento, mas tem várias coisas que me interessam e, enquanto valer a pena, mantenho a assinatura. Uma delas era Papel, Caneta e Ação, que traz três contos interligados escritos (em ordem) pela Aimee Oliveira, pela Clara Savelli e pela Thati Machado.
Eu tinha começado a ler o eBook enquanto usava o Kindle no trabalho, em algumas pausas. Não cheguei a acabar na época, e agora não estou mais trabalhando. MAS AGORA tenho o meu! E aí resolvi fazer desse o primeiro livro. Ele foi lançado em edição física limitada na Bienal, e fiz pré-venda com as meninas. Os Correios me enrolaram duas semanas, mas ele chegou antes do fim do mês e é LINDO!
Sobre o livro: conta as histórias de (novamente em ordem) Cinderela/Cindy, Lucy e Ana Luna, que são interligadas pelo livro-que-está-virando-filme Escrito na Areia. É basicamente uma comédia romântica mesmo — no cinema, seria uma bem melhor que Valentine’s Day — e eu adorei demais. Ao menos os dois primeiros contos. Já conhecia (e adorava) a escrita da Clara e da Aimee e os contos delas não me decepcionaram nem de longe. Foram ótimos. Amei. Lerei novamente. Mas o terceiro…
O primeiro sinal de que algo está errado é que os dois primeiros contos têm mais ou menos o mesmo tamanho e o terceiro, metade do tamanho deles. Mas, até aí, não é muito sério. Contos podem ser curtos. E não é como se a leitura não tivesse sido agradável. O problema real é que o conto da Thati era o que tinha a maior variedade de assuntos interessantes pra abordar — era a única protagonista latina, o único casal homossexual, e ainda lida com as aparências da mídia –, mas não senti nenhum deles desenvolvido de uma forma (na falta de uma palavra melhor) satisfatória. Nenhum. A queda de qualidade compromete a avaliação do livro, apesar de não comprometer a experiência ao todo.

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6 livros começados e terminados.

Ainda fazendo bom uso do Kindle, minhas próximas leituras foram Alice’s Adventures in Wonderland (peguei uma versão gratuita do eBook porque nunca tinha lido em inglês e ler Alice é sempre bom) e O Mágico de Oz (que amei e até falei sobre aqui).
O primeiro físico foi À Procura de Audrey, primeiro YA da Sophie Kinsella, que eu adicionei instantaneamente aos favoritos e falei sobre aqui. Depois voltei ao Kindle pra ler O Dragão de Gelo, primeiro infantil do George R. R. Martin. Nunca tinha lido nada dele. Morro de preguiça de Game of Thrones e derivados, mas tinha curiosidade, e esse livro resolveu. Ele se passa no mesmo universo da famosa série, mas conta a história de outros personagens. Mais especificamente, da “estranha” menina Adara e de sua amizade com o lindo e temido dragão de gelo. Gostei muito da escrita, achei as ilustrações lindas e pretendo continuar se isso for uma série.
Li muito, muito rápido todos esses quatro. Foi coisa de uns quatro dias mesmo, naquela semana de folga da faculdade.

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No resto do mês, além dos textos obrigatórios e tudo mais, li pouco. Primeiro veio Cinderela Pop, da Paula Pimenta, da mesma série e universo que Princesa Adormecida. É uma modernização da história da Cinderela, como fica claro pelo título, e é tão maravilhosamente previsível (e ainda meio surpreendente) quanto a da Bela Adormecida. Fiquei sabendo que é uma versão estendida do conto da Paula na coletânea Livro das Princesas e agora já quero ler a coletânea. Também fiquei sabendo que ainda tem umas três princesas nessa “série”, incluindo a Bela, o que me deixou bem ansiosa pelos próximos. Quem sabe vou em algum lançamento.
Depois li O Horror de Dunwich, do Lovecraft. Minha nossa. Que livro maluco e macabro. Porém, é bem legal. Foi minha “introdução” ao universo do Lovecraft e estou um tanto curiosa pelo resto, particularmente — é claro — The Call of Cthulhu. E agora ao menos um pouco ~por dentro~ pra jogar Elder Sign.

Parte 2: Balanço de Compras

3 livros comprados. 6 compras atrasadas que chegaram. bônus: assinatura do Kindle Unlimited.

Até que me saí bem. Só comprei À Procura de Audrey, da Sophie Kinsella, porque planejava ir à sessão de autógrafos, e A Maldição da Pedra, da Cornelia Funke, porque no mês passado comprei a sequência dele por cinco reais e ele estava por cinco reais também. Dexter é Delicioso, quinto da série do Jeff Lindsay, foi minha única compra por impulso, porque também estava por cinco reais.

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De compras atrasadas que chegaram agora, tem: Morte Súbita (JK Rowling), Cinderela Pop (Paula Pimenta), Feita de Fumaça e Osso (Laini Taylor), O Diário Secreto de Lizzie Bennet (Bernie Su & Kate Rodrick) e Simplesmente Acontece (Cecelia Ahern) — que costumava ser Onde Terminam os Arco-Íris. Todos que já estavam na minha wishlist antes de aparecerem juntos em uma promoção maravilhosa.
E também tem o Papel, Caneta e Ação (Aimee Oliveira, Clara Savelli e Thati Machado), sobre o qual já falei bastante lá em cima.

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Também, como já falei ali em cima, assinei o Kindle Unlimited assim que o meu Kindle chegou. Porque não pretendo comprar livros digitais tão cedo, mas não pretendo piratear também. Esse pareceu um bom compromise. Como já tinha usado o mês gratuito ainda no trabalho, a reativação da assinatura foi automaticamente da paga. E o catálogo continua praticamente o mesmo de que me lembrava: não é algo que vale a pena pra todo mundo. Achei bem interessante pra quem curte clássicos, fantasia e os eBooks independentes publicados pelo KDP, mas pra quem gosta mais de chick-lit e YA eu não recomendo muito.

Alguns destaques:
• vários da LeYa, tipo Fios de Prata do Draccon, alguns do Chuck Palahniuk e do R. R. Martin, biografias…
• todos os Harry Potter (em inglês e português), todos os The Hunger Games (só em inglês)
1984 em inglês, uma edição bilíngue de O Pequeno Príncipe
• quase todos os clássicos da Zahar, incluindo O Corcunda de Notre Dame e O Mágico de Oz
Papel, Caneta e Ação (que já falei lá em cima nos lidos)

Parte 3: Progresso no Desafio Literário

37/50 (+3)

Um livro que assuste você
O Horror de Dunwich
Um livro banido
Alice’s Adventures in Wonderland
Um livro que você começou a ler, mas nunca terminou
Papel, Caneta e Ação

Parte 4: Os Evento Tudo

Do meet com a Sophie Kinsella eu já falei no post de À Procura de Audrey, mas recapitulando:
Foi no dia 15. Ela é incrível. Minha foto saiu legal. Saí de lá fã.

E aí, mais pro fim do mês, vieram dois eventos meio que inesquecíveis que eu posso riscar da bucket list: shows do System of a Down e do Nightwish em dias seguidos. ♥
Ainda estou gripada por causa de toda aquela chuva do SOAD e rouca por isso e pelo Nightwish. Devo falar mais sobre isso no futuro, mas… worth it. E a experiência do show do Nightwish foi bem superior, por questões que vou explicar melhor quando falar dos shows. Um dos melhores finais de semana da vida.

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Acabei deixando de ir a um evento que queria muito — lançamento do Cidades de Dragões do Raphael Draccon — porque rolou uma feira de intercâmbio bem legal no mesmo dia. Com isso, pude adiar um pouquinho a compra tanto desse livro quanto de O Mundo das Vozes Silenciadas, da Carolina Munhóz com a Sophia Abrahão. O lançamento delas foi no dia seguinte, na verdade, e eu poderia ter ido. Mas me recuso a disputar lugar com uma horda de fãs escandalosas às 7 da madrugada de um domingo, por mais legal que seja o evento.
Haverá outras oportunidades.

Parte 5: Todas as Outras Coisas

Zerei Heavy Rain

Eu tinha começado em 2013, continuado em 2014 e nunca terminado. Não me lembrava muito bem de nada da história a não ser o principal: há um assassino chamado origami killer, que afoga crianças na água da chuva e deixa uma figura de origami na cena do crime, e o jogador controla vários personagens que estão caçando esse serial killer. Lembrava também que era MUITO BOM e precisava terminar.
No jogo lançado em 2010 pela Quantic Dream, você controla: Ethan Mars, que teve o filho sequestrado pelo assassino e agora está sendo desafiado para tê-lo de volta; Madison Paige, jornalista que está trabalhando em uma história sobre o caso e tem problemas de insônia; Norman Jayden, agente do FBI com tecnologias malucas e vício em uma droga tipo cocaína, e Scott Shelby, investigador particular que antes era policial. O jogo alterna os pontos de vista para construir a história e basicamente você leva a investigação adiante em quatro caminhos diferentes, tentando usar um para completar o sentido do outro.
Ao todo, existem 42 finais possíveis de Heavy Rain, com base nas suas decisões e na rapidez de algumas ações ao longo do jogo. Pelo que eu entendi, isso influencia o destino de alguns personagens. O meu foi bem parecido com o do meu namorado e de um amigo, exceto que acabei deixando um personagem morrer e eles mantiveram todos vivos. Mas QUE JOGO sensacional. É bem longo, igualmente imersivo e vale a pena.
Gostaria de fazer um post sobre ele no futuro, mas acho que teria que jogar de novo antes pra não perder nenhum detalhe. Quem sabe? Por enquanto, fica o trailer.

Começou Fall Season

E não, não peguei muita série nova ainda, mas comecei a acompanhar Scream Queens, que é comédia-terror-trash com um elenco ótimo e super conhecido. Pra muita gente não colou, mas eu adorei. Demais. Ao menos os três primeiros episódios. Vamos ver o que nos espera até o fim da temporada, além de muitas mortes.
Mas a ~grande estrela~ da Fall Season pra mim é Gotham. Ela já estava sensacional do meio ao fim da primeira temporada, então minhas expectativas estavam altíssimas para a volta. A fotografia voltou perfeita, a temporada tá muito mais sombria — e engraçada — e eu fico cada vez mais ansiosa pelos próximos episódios. Sério, se você tiver que prestar atenção em só uma coisa desse texto, que seja a seguinte dica: VEJA GOTHAM:

gotham-wonders

Teve Dia do Gaúcho

E isso é só uma desculpa pra revisitar algumas dicas de músicas gaúchas que compartilhei na mesma data no ano passado.
E grita junto comigo: viva o Rio Grande do Sul!

Estive no The Voice por um dia

Não literalmente. Calma.
Acontece que a Estação Pinheiros (na parte da CPTM) tem umas campanhas muito lindas da Sony e da FOX ultimamente.

Anunciando o retorno do The Voice em nova temporada, eles colocaram réplicas das poltronas dos quatro jurados no lugar de quatro das cadeiras da estação. Cada uma representava um jurado, todas elas acendiam uma luzinha ao apertar o botão, e era bem, bem legal.
Eu fiz questão de sentar aí voltando da faculdade um dia e obviamente escolhi o lugar da Gwen.

thevoice

Depois, pra volta de Empire, a decoração foi mais chique e menos chamativa: tons metálicos, estofamento nas cadeiras comuns, moldura dourada ao redor dos banners comuns… Pena que não consegui tirar nenhuma foto. Ficou bem bonito.

E é isso, acho que encerro por aqui. Como foi o seu setembro? :)

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2 comentários em “Balanço do Mês: Setembro

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