Oz: Mágico e Poderoso (2013)


O terceiro e último post desse especial é sobre a adaptação mais recente — e sem Dorothy — do mundo de Baum. Que, olha só, eu também ainda não tinha visto.

Título original: Oz: The Great and Powerful
Diretor: Sam Raimi (da trilogia “Homem-Aranha” do Tobey Maguire)
Ano: 2013
Filmow
Sinopse: Quando Oscar Diggs, mágico de circo de ética discutível, é carregado do poeirento Kansas para a vibrante Terra de Oz acha que tirou a sorte grande – teria fama e fortuna ao seu dispor. Até que ele encontra três bruxas, Theodora, Evanora e Glinda, que não estão convencidas de que ele é o grande feiticeiro que todos imaginam.
Relutantemente tragado pelos épicos problemas em que a Terra de Oz e seus habitantes estão enfrentando, Oscar tem que descobrir quem é bom e quem é mau, antes que seja tarde demais. Colocando em prática suas artes mágicas da esperteza e do ilusionismo – e até um pouco de feitiçaria – o personagem se transforma não apenas no grande e poderoso Mágico de Oz como também em um homem melhor.

A primeira coisa que eu tenho a dizer desse filme é que os créditos iniciais são FANTÁSTICOS. Sério, poucas vezes eu fiquei tão encantada com uma cena de créditos iniciais — consigo me lembrar agora, de cabeça, só de Watchmen, Sucker Punch e Zombieland. Deve haver outros, mas ainda são poucos.
Bom, como esse filme não se propõe a contar a história do livro, a história de Dorothy, não tem como comparar exatamente com a minha leitura. O enredo é original, de Mitchell Kapner e David Lindsay-Abaire, e se propõe a contar a história do mágico, até ele se estabelecer na Cidade das Esmeraldas. Isso se passa aproximadamente 20 anos antes da chegada de Dorothy a Oz — inclusive conhecemos a mãe dela.

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O que acontece aqui é: no comecinho, conhecemos a história do Oscar, “mágico” em um circo itinerante (que no momento está no Kansas), com o nome de “Oz”. O ilusionista engana seu público, fazendo parecer que é um mágico poderoso, e também as mulheres, presenteando cada uma com uma caixinha de música idêntica que supostamente teria pertencido a sua avó. Cada uma exceto Annie Gale, de quem realmente gosta e não acredita ser digno.
Nessa parte, o filme está em preto e branco e formato 4:3. Seguindo o modelo do filme clássico, que começa em preto e branco/sépia e só mostra as cores ao entrar em Oz. Oscar, então, começa a ser ameaçado por colegas do circo e foge em um balão de ar que estava preso no local. Um ciclone o leva à terra mágica, onde o formato widescreen e as cores vivas se revelam. Assim que sai do balão, ele encontra Theodora, bruxa boa que acredita que Oscar veio cumprir a profecia do antigo rei de Oz, sobre um mágico que carrega o nome do reino e deve salvar todos da escuridão. E aí o leva à Cidade das Esmeraldas. Zero pressão pro cara. Imagina.

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Chegando lá, ele é apresentado à irmã de Theodora, Evanora. E ela, que não acredita que Oz seja mágico nem de longe, inventa que ele deve matar a “bruxa má do Sul”, Glinda, para provar que é digno da profecia. SÓ QUE, MEUS AMIGOS, como vocês já devem ter sacado pelos pontos cardeais, a Glinda é a bruxa boa da história e a Evanora, a bruxa má do Leste.
E Oscar meio que cava sua própria cova quando decide usar suas estratégias moralmente duvidosas de enganação amorosa em mulheres que por acaso têm poderes. Porque isso torna muito fácil pra Evanora corromper a irmã para o ~lado do mal~, o que ameaça diretamente a vida do ilusionista, de Glinda e do reino inteiro. A transformação dela é uma cena bem bonita, ou tão bonita quanto pode ser no contexto. O filme inteiro é bonito, na verdade. A direção de arte, a fotografia, a edição, tudo isso tá de parabéns.

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Uma das coisas de que eu mais gostei no filme foi que ele me possibilitou ver a cidade de louça. E ela é tão maravilhosa quanto imaginei que seria enquanto lia, apesar das condições em que se encontra. A garota que Oscar e Finley, macaco alado que o acompanha e serve, resgatam de lá é uma personagem bem legal. E sua caracterização é linda.
Aliás, pausa pra falar dos paralelos. Alguns atores aqui desempenham dois papeis relacionados, um em cada “mundo”, refletindo a própria identidade de Oscar/Oz. Joey King interpreta uma garota em uma cadeira de rodas que, no espetáculo de Oz no circo, pede que ele a faça andar. Ele não pode cumprir o desejo. Mas ela também faz a voz da garota de porcelana que Oz resgata… e, quando ele a encontra, ela está com as pernas quebradas. O “mágico”, com um pouco de cola, a deixa inteira de novo. Michelle Williams interpreta Annie, por quem Oscar é apaixonado, mas de quem acha não ser digno. Ela também interpreta Glinda, bruxa boa do Sul, que faz com que ele perceba seu valor. E Zach Braff interpreta Frank, assistente de palco de Oz no circo. E também é a voz do leal macaco alado Finley.
É importante acrescentar que aqui isso não funciona como no filme clássico, em que Dorothy se baseia nas pessoas que conhece para criar quem conhece em Oz. Aqui, não é uma ilusão. É um reflexo da identidade de Oscar/Oz e da sua busca pela grandeza.

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Ainda há várias outras referências ao filme clássico, como o visual da bruxa má do Oeste, e coisas do livro original que não haviam sido mostradas antes — ou tinham sido mostradas de forma diferente. Não vou listar tudo, porque não precisa. Não é como se eu tivesse a maior propriedade pra falar disso, nem como se você não pudesse encontrar por conta própria.

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Gostei muito das ilusões e dos truques. Não vou falar mais deles porque seria spoiler, mas foram DEMAIS. Só o que eu posso dizer que não gostei por aqui é que a formação da maior vilã tem uma motivação fraquíssima. Não reclamo de ela ser tão ingênua quanto é em relação à família, achei que a cena da transformação foi muito bem feita, gostei bastante da atuação da Mila Kunis, mas a motivação foi tipo… “sério, Disney?”. Ciúme, com uma trama tão mais interessante. Sério?
Não que ache errado que o Oscar receba alguma punição por agir que nem um babaca, mas daí a diminuir a razão da mulher pro rumo do futuro dela a ciúme é difícil de engolir. Ainda garante um 8/10, apesar disso.

E com isso eu encerro esse breve especial. Todas as imagens são stills que achei por aí. O resto do especial tá aqui embaixo.
Até mais :)

+oz:

[Parte 1: L. Frank Baum – O Mágico de Oz]
[Parte 2: O Mágico de Oz (1939)]

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4 comentários em “Oz: Mágico e Poderoso (2013)

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