L. Frank Baum – O Mágico de Oz


Eu posso ou não estar começando aqui uma série de posts sobre essa história clássica à qual nunca tinha dado a devida atenção…
Começando, é claro, pelo livro.

O Mágico de Oz é o terceiro livro do americano Lyman Frank Baum, segundo em parceria com o ilustrador W. W. Denslow, e foi publicado pela primeira vez em agosto de 1900. Desde então, teve um monte de adaptações para o cinema (incluindo a clássica com Judy Garland e a recente com James Franco), para a TV, em musicais (incluindo um de Andrew Lloyd Webber e o clássico da Broadway Wicked), quadrinhos e jogos, o que prova e reforça o status da obra na cultura pop mundial. Referências à história aparecem desde Supernatural a, obviamente, Once Upon a Time. E até em clipe da maravilhosa Pitty. Muitas são referências também ao filme de 1939, mais icônico visualmente.

Eu conhecia justamente essa adaptação cinematográfica de 1939, mas só tinha visto uma vez há muito tempo. Também vi e ouvi pedaços de Wicked há um tempinho (alô, Defying Gravity no Tony). Mas a minha empolgação com a obra era tanta — só que não — que acabei negligenciando o filme mais novo, por exemplo. Até agora. Graças a assinar o Kindle Unlimited e ter os clássicos da Editora Zahar disponíveis, resolvi colocar o The Dark Side of the Moon pra tocar e viajar nessa terra mágica. ♥

magico-de-oz-capaTítulo: O Mágico de Oz
Autor: L. Frank Baum
Ilustrações: W. W. Denslow

Skoob

Sinopse: “Quando estava na metade do caminho, ouviu-se um grito fortíssimo do vento e a casa sacudiu com tanta força que Dorothy perdeu o equilíbrio e caiu sentada no chão. E então uma coisa muito estranha aconteceu. A casa rodopiu duas ou três vezes e começou a levantar voo devagar, Dorothy teve a sensação de que subia no ar a bordo de um balão.” Um ciclone atinge a casa onde Dorothy vive com os tios e ela e seu cachorro Totó são levados pela ventania e param na Terra de Oz.
Por lá, Dorothy faz novos amigos – o Espantalho, o Lenhador de Lata e o Leão Covarde –, encara perigos, vive histórias fantásticas e precisa enfrentar seus próprios medos. Depois de tantas aventuras, a menina descobre que seus Sapatos de Prata têm poderes mágicos e podem levá-la para qualquer parte. Mas não existe melhor lugar no mundo do que a própria casa.
Um clássico indiscutível entre crianças, jovens e adultos.

(edição da Zahar *)

* Como a obra é de domínio público, hoje existem várias edições. Mas a que eu li foi a (versão digital da) edição não-comentada da Zahar, publicada em 2013 e com tradução de Sérgio Flaksman. As imagens da capa, assim como quaisquer trechos e screenshots, serão dessa edição. Por isso que especifiquei ela aqui.

magico-de-oz-tios

No começo do livro, narrado em terceira pessoa, conhecemos uma menininha chamada Dorothy, que perdeu os pais e mora com os tios Em e Henry e o cachorro Totó em uma casa modesta e isolada no Kansas. O tio cuida de uma fazenda e tanto ele quanto a tia não costumam sorrir muito, porque a vida é muito difícil, mas Dorothy é alegre e se importa muito com eles e isso fica bem claro.
A vida da menina muda completamente quando um ciclone atinge a casinha. Não que fosse chocante o fato de haver um ciclone naquela região, mas o fato de o ciclone transportar a casa em segurança como se fosse um balão, sim. E é isso o que ele faz: levanta a casa, com Dorothy, Totó e tia Em dentro, e a transporta em segurança pelo ar. Depois de horas de “viagem”, em que nossa protagonista até acaba dormindo, a casa pousa em um lugar diferente e lindo.
A menina olha ao redor e percebe que não está mais no Kansas (e é daí — mais especificamente, desse momento no filme clássico — que vem a frase que você pode já ter ouvido antes: “Toto, [I’ve a feeling] we’re not in Kansas anymore.”) e é recebida com admiração por homens estranhos chamados Munchkins. Junto deles, está a Bruxa Boa do Norte, que explica que a casa caiu em cima da Bruxa Má do Leste e a matou, e por isso o povo daquela terra será eternamente grato a Dorothy — mesmo que ela não tivesse de fato matado a bruxa. Ela até ganha os sapatos prateados que pertenciam à bruxa morta.

magico-de-oz-homem-de-lata

Mesmo assim, só o que ela quer é voltar pra casa. Está se sentindo só, preocupada com seus tios, com saudades e temendo que eles estejam preocupados com ela. Mas ninguém sabe como chegar ao Kansas, nem mesmo ouviu falar do Kansas, e então a Bruxa do Norte recebe uma mensagem dizendo que Dorothy deve ir à Cidade das Esmeraldas, onde vive o mágico Oz. E ela começa a seguir o caminho de tijolinhos amarelos que a levará a esse lugar, na esperança de que o mágico possa ajudar.
Ao longo do caminho, a menina encontra três criaturas que se tornam seus amigos e companheiros de viagem: o espantalho, que gostaria muito de ter um cérebro, mas é feito de palha; o lenhador de lata, que era de carne e osso e foi transformado por magia, e que gostaria de ter um coração novamente; e o leão covarde, que se sentia inferior aos outros animais e gostaria de ser corajoso. Os quatro esperam que o grande Oz realize seus desejos, e seguem na jornada até a Cidade das Esmeraldas.

magico-de-oz-espantalho

magico-de-oz-highlight
Veja bem, eu não me lembrava como era a história. Lembrava dos personagens e de uma referência ou outra, mas só. Então já foi maravilhoso poder conhecer esse lugar incrível outra vez. Mas só isso não teria me feito devorar o livro praticamente no mesmo dia. As aventuras são muito bem contadas, os personagens são cativantes e as ilustrações são demais — como espero que dê pra ver pelas fotos.
E um comentário importante: ainda bem que li a versão digital. Porque há vários trechos, várias frases e reflexões sobre a vida, que eu queria guardar, mas ainda não suporto a ideia de riscar meus livros. Então pude marcar no Kindle, e todos esses trechos ficam salvos em um arquivo pra mim, o que facilita todas as vezes que quiser voltar a eles.

Também foi surpreendente. Quer dizer, os conflitos são resolvidos sem muita enrolação, mas sempre há um novo. O melhor exemplo é o arco da procura pela Bruxa Má do Oeste. Mas aqui as coisas seguem uma certa linearidade, a resolução de um problema puxa outro. Pra quem estava relendo Alice, a mudança é brusca, ainda que os dois sejam aventuras infantis em terras fantásticas. E sejam maravilhosos.
Inclusive, na apresentação desta edição que eu li, há um comentário sobre a relação do autor L. Frank Baum com a obra de Lewis Carroll:


“Desde o início, por sinal, o livro foi comparado ao clássico de Lewis Carroll — e não sem um fundo de verdade. Baum criticava o nonsense do autor de Alice, mas gostava do fato de estar sempre acontecendo alguma coisa, não raro algo inusitado ou meio maluco, o que levava as crianças a serem arrebatadas, e deliciadas, pela história. Era esse entusiasmo que o americano procurava inspirar com suas narrativas.”


Meu personagem favorito na leitura foi o espantalho. Apesar de todos os principais chamarem a atenção, o espantalho tinha sempre as melhores sacadas. Mesmo não tendo um cérebro! Isso, somado à sua facilidade em se sacrificar pelos outros, tornava o personagem meio… imprevisível. O que é sempre legal.

magico-de-oz-highlight-foto

E você, já leu esse clássico ou está atrasado que nem eu?
Em alguns dias, saem os posts sobre as adaptações, com o resto da minha ~jornada~.
Até! :)

+oz:

[Parte 2: O Mágico de Oz (1939)]
[Parte 3: Oz: Mágico e Poderoso (2013)]

Anúncios

3 comentários em “L. Frank Baum – O Mágico de Oz

Obrigada por ler! Não quer deixar um comentário, não? :)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s