Rooney – Calling the World (2007)


Aproveitando que consegui o álbum físico por um preço inacreditável nesse buraco negro que é a internet, e que agora ele está nas minhas mãos, resolvi falar sobre mais um dos meus favoritos. Desta vez, um que é capaz de você não conhecer.

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Calling the World é o segundo álbum de estúdio dos californianos da Rooney. A banda alternativa fez um sucesso razoável enquanto ainda lançava coisas, e ficou conhecida principalmente por motivos de:

  1. The OC. Mais especificamente, eles tiveram uma participação no episódio 1×15, “The Third Wheel”, de 2004, em que ~a galera principal~ quase toda (Marissa, Ryan, Seth, Summer, Anna, Luke) vai pra um show da banda. O episódio, é claro, é cheio de Rooney além disso. Falam um monte da banda antes do show, Seth tem pôsteres deles na parede do quarto e mostra “Sorry Sorry” pro Sandy etc. No show, dá pra ver um bom pedaço de “I’m Shakin'”.
  2. Robert Schwartzman. O vocalista/guitarrista/frontman da banda também é ator e diretor, e teve papéis de destaque em As Virgens Suicidas (dirigido por sua prima Sofia Coppola) e O Diário da Princesa (sim, ele é nosso Michael Moscovitz). E o cara é irmão do também-cheio-de-talentos Jason Schwartzman, que fez Maria Antonieta, Scott Pilgrim contra o Mundo e O Grande Hotel Budapeste e era compositor e baterista da Phantom Planet. Aquela mesma que fez a abertura icônica de The OC.
    Curiosidade: você deve lembrar que, em O Diário da Princesa, a banda de Michael Moscovitz toca uma música… é “Blueside”, do primeiro álbum da Rooney.

Também posso citar que “I’m A Terrible Person” foi música de propaganda de perfume da Carolina Herrera. Ou que comparam a banda ao estilo dos Beatles e do Blur, mas ainda definem como ~californiana~ (me lembro vagamente de ter lido uma vez que é o que sairia se “os Beatles vivessem na Califórnia nos dias de hoje”). Mas esses dois motivos acima são os principais mesmo. E, mesmo assim, não é tanta gente assim que eu conheço que já ouviu falar da banda! Quando eu comecei a ouvir, já tinha ouvido falar, mas não dei uma chance até a Clara me dizer que era apaixonada por eles. E foi aí que nasceu isso tudo.

Pensando bem sobre o que disseram das influências do rock sessentista, a Wikipédia me diz que a capa do Calling the World é uma homenagem à do The Doors e à do Rubber Soul. Olha as duas aqui:

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Mas agora, ao que interessa.

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Eu acho o som mais maduro que o do álbum anterior, que já é bem interessante. A faixa-título, que também é a primeira, foi uma favorita instantânea. Calling the World começa com toque de telefone, engana no primeiro som da guitarra (que quase me faz pensar que vem um metal aí), e depois se estabelece no tipo de música que meio que sintetiza o som da Rooney. Só que com um belo quê de um pop-rock levinho fácil de gostar. A seguinte, When Did Your Heart Go Missing?, é provavelmente o single de maior sucesso da banda até hoje. Faz sentido. A música tem uma melodia feliz e animadinha e uma letra bem legal, além de ser catchy do tipo que você se vê cantando já no segundo refrão.
Na verdade, me peguei fazendo isso com o álbum praticamente inteiro depois de ouvir umas três vezes seguidas.
Porque “agradável” e “grudenta” são adjetivos que eu poderia usar pra falar de todas as músicas. Apesar de achar que elas são bem mais que isso. Então vou (tentar) deixar essa parte implícita falando do resto do álbum.

Pergunta: dá pra ficar mais californiano que essa foto? Não, migs, não.
Pergunta: dá pra ficar mais californiano que essa foto? Não, migs, não.

A mid-tempo I Should’ve Been After You também foi single. A letra tem uma pegada de comédia romântica, mas o que eu adoro mesmo são… bom, todas as melodias, desde os riffs às notinhas do piano, passando pelas psicodelias de sintetizadores. A ótima e também single Tell Me Soon é uma das poucas que podem ser chamadas de baladas, junto com What For (onde a voz do Robert está mais que sensacional), All In Your Head e o encerramento Help Me Find My Way (que tem até violinos). Se bem que, apesar de serem poucas, elas já somam 1/3 do álbum. É uma boa proporção.
No meio delas, tem várias bem diferentes. Are You Afraid? brinca com sintetizadores e tem a Genevieve Cortese (agora Padalecki) no clipe vampiresco (!). Don’t Come Around Again é uma das minhas favoritas, com seu refrão maravilhoso e guitarra mais ainda. Paralyzed é a mais pesada, se é que se pode chamar assim, e também chamou minha atenção. Talvez tenha me chamado atenção justamente por isso de ser “pesada” e por ter um solo MUITO MUITO legal. Mas ela também é bem dançante (?). Vai entender. Funciona.
A melodia de Love Me Or Leave Me nas estrofes é um dos pontos altos de todo o álbum, o que é dizer muito. Nos refrões, menos, mas ainda assim bem legal. Em especial o último refrão. E Believe in Me tem um “quê” até forte de The All-American Rejects. É pop rock alternativo na sua melhor (e mais clássica) forma. Apenas com a diferença de ter uns sintetizadores no instrumental. Mas gente, esse refrão!

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Então, sim, eu dou 10/10 sem dúvidas ao álbum.

E uma coisa legal à parte são os clipes deles. Quase sempre são bem malucos, mas sempre bem-feitos e divertidos. Deve ser bom ser Robert Schwartzman e poder chamar um primo Coppola pra dirigir um clipe da sua banda de vez em quando, quando seus horários baterem. De fato, isso só acontece aqui em um clipe do álbum (Tell Me Soon), mas já é mais que suficiente.

Destaques

Já que não tenho outra opção a não ser destacar todas…

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Singles/Clipes

When Did Your Heart Go Missing?

Tell Me Soon

I Should’ve Been After You

Are You Afraid?

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Um comentário em “Rooney – Calling the World (2007)

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