Show: Backstreet Boys – Citibank Hall SP (13/06)


Já que foi o show da minha vida até o momento… por que não falar dele aqui, né? A Nil já fez isso, também posso.

Os Backstreet Boys, maior boyband de todos os tempos, completaram 20 anos de carreira em abril de 2013. Iniciaram a comemoração com um álbum novo (In A World Like This, primeiro desde a volta definitiva de Kevin e primeiro em que eles tiveram controle criativo total sobre o material), depois partiram em uma super turnê mundial que já dura dois anos e, no começo de 2015, lançaram um documentário (Backstreet Boys: Show ‘Em What You’re Made Of) sobre os vinte anos juntos e a produção do novo álbum. QUE ÉPOCA pra ser fã desses caras, meu amigo.

Daí não é surpresa que eu, realizando um sonho compartilhado entre a Jéssica de 8 anos e todas até a de 23, fui ao show quando vi a oportunidade. Mas quase não consegui.
Os BSB anunciaram, inicialmente, cinco shows no Brasil: um em Recife (06/06), um no Rio de Janeiro (08/06), um em Belo Horizonte (10/06), um em São Paulo (12/06) e um em Porto Alegre (14/06). Em cerca de uma hora de vendas para o público geral, o de São Paulo e o do Rio de Janeiro esgotaram. Eu fiz parte da galera que ficou tentando pra esse primeiro dia e não conseguiu. Mais dois shows foram anunciados então: 11/06 no Rio e 13/06 em SP. Dessa vez, consegui comprar, mas os ingressos ainda esgotaram bem rápido depois de abrirem pro público geral. Foi assim que SP ganhou MAIS UM show extra, no dia 14/06, e o de Porto Alegre foi remarcado para o dia 15/06. Somando oito shows no país. Quase ou todos lotados. Aqui o anúncio oficial com os dois primeiros shows extras no site deles.
É aqui que tenho que citar o Flesch, jornalista que todo fã de shows deveria seguir no Twitter:

[UM BEIJO pra todos os “e eles ainda existem, é?” e “oxe, voltaram?” que ouvi nos últimos tempos.]

Agora actually sobre o show. Foi meu terceiro desde que vim morar em SP, coincidentemente terceiro no Citibank Hall. Mas foi o primeiro em que não fui na pista e foi por dois motivos simples:
1. Preço. A meia da pista era algo tipo 115 ou 125, sem contar a taxa de conveniência que teria que pagar. A meia da Platéia Superior 1 e 2 (fiquei na 1) era o segundo ingresso mais barato do evento, 90 reais mais a taxa de conveniência quando aplicável. Com taxa e entrega ainda saiu menos que só o ingresso da pista.
2. Pessoas. Eu odeio tumultos com todas as minhas forças, sou muito baixa e não suporto a ideia de ter que perder tanto tempo em uma droga de fila ou não poder ver nada. Passei um incômodo assim no show da Demi e tudo indicava que BSB seria pior (se meia-noite já tinha gente na fila pra comprar o ingresso, imagine pra entrar no show). Não, obrigada. O superior tem lugares marcados.
É claro que foi “arriscado”. Nunca tinha ido nesse setor e ele era o (segundo) mais barato. E se fosse ruim? E se eu não conseguisse ver nada?

Um pouco levemente empolgada revendo o show de Saitama (2013) quando os ingressos chegaram.
Um pouco levemente empolgada revendo o show de Saitama (2013) quando os ingressos chegaram.

Mas não precisava me preocupar tanto. O lugar é excelente. Sim, é meio longe, é o setor mais alto da casa, mas a visão do palco é claríssima e dos dois telões também. Só realmente não consegui ver muito bem a metade da frente da passarela e o “segundo palco” (que sempre esqueço como se chama), no meio do público, porque estava na décima fila. E a mulher da minha frente era especialmente inconveniente (de quem devo reclamar novamente mais pra frente). As primeiras filas, especialmente das cadeiras do meio, viam perfeitamente aí também.

Foto do meu lugar, sem zoom, sentada, depois do show.
Foto do meu lugar, sem zoom, sentada, depois do show.

Antes do show, as músicas que tocavam nos alto-falantes foram apenas deles (diferente do show da Demi, por exemplo, onde tocou até Taylor), o que eu vi como vantagem. Favoritas que eu sabia que não ia ver no show, como Climbing The Walls, Poster Girl e Bigger, estavam entre elas. ♥
E os produtos oficiais da turnê (camisetas, ecobags, pôsteres, moletons e bonés) estavam a venda em vários pontos. Só não levei uma camiseta porque custava 70 reais. Also, saudades, show da Sandy, onde os CDs estavam a venda também. Afinal, CD dos BSB não existe mais em loja nenhuma. Ugh.
Uma coisa interessante – que eu não consegui capturar muito bem porque o processamento da câmera me trollou – era o ponto da Sky lá na frente da entrada da pista. Era tipo uma cabine, onde os clipes de Everybody, I Want It That Way, Shape of my Heart e Larger Than Life passavam ao mesmo tempo em telas diferentes e os fãs podiam ir se fantasiar (à la clipe de Everybody) e cantar uma das músicas pra um Dubsmash oficial. Não tive coragem de me aventurar lá, mas parecia legal.

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A setlist não saiu muito do padrão da turnê. Os momentos de falar com o público e a essência do que era dito também não, apesar de o que de fato é dito mudar sempre, porque é espontâneo e tal. Mas primeiro Nick apresenta a banda, depois Kevin fala sobre voltar e algo sobre experiências anteriores no país, depois em algum momento eles se zoam dizendo que aprenderam instrumentos pra não ficarem inúteis quando não puderem dançar, depois zoam o Howie e mandam ele fazer uma dancinha tosca… Divertido. De verdade. E eles amam a palavra “bunda”, então usaram mil vezes ao longo das conversas (sério). Mas acho que o mais legal foi quando, perto do final, o Brian agradeceu pelo apoio ao longo da carreira e perguntou se iríamos acompanhar os próximos 22 anos também. E fez uma imitação genial de um Brian velhinho cantando e dançando. ♥

Quando voltaram ao palco pra Everybody e Larger Than Life, todos estavam usando camisetas do Brasil. No fim, AJ exibiu uma bandeira do Brasil também.
Quando voltaram ao palco pra Everybody e Larger Than Life, todos estavam usando camisetas do Brasil. No fim, AJ exibiu uma bandeira do Brasil também.

A turnê é de promoção do álbum novo, mas também é uma homenagem à história da maior boyband de todos os tempos. Então tivemos várias músicas do In A World Like This (Permanent Stain, Breathe, Show ‘Em, Madeleine, Love Somebody e In A World Like This), mas também um monte de clássicos dos três primeiros álbuns (Backstreet Boys, Backstreet’s Back e Millennium) com suas coreografias igualmente clássicas. Rolou chapéu em All I Have To Give e tudo mais.

A sempre maravilhosa Don't Want You Back.
A sempre maravilhosa Don’t Want You Back.

A clássica Incomplete foi a única representante do Never Gone. Depois de ficar frustrada com a ausência do meu álbum preferido, parei pra pensar que é um álbum onde o Brian tem ainda mais destaque que o normal. Com a voz dele falhando, imagino que tenham cortado o máximo possível de músicas que exigissem demais dele, apesar de não poderem fugir de vários clássicos. Mas poderiam ter deixado Just Want You To Know, né? É a música mais Nick já lançada.

Daí Kevin vai pro teclado e Nick pra guitarra e começa o melhor single deles.
Daí Kevin vai pro teclado e Nick pra guitarra e começa o melhor single deles.

A segunda metade do show começa com um set acústico e um monte de fãs sentadas no palco. Enquanto acabam de arrumar os lugares, instrumentos e tudo, Nick e Brian começam uma versão acústica de I Want It That Way, parando no fim da primeira estrofe. Ameaçam, junto com AJ: “E pronto, só isso que vai ter dessa música hoje. Ela não faz mais parte da setlist.” HAHAHAHAHAHAHAHAHAH
Mas depois tocam o refrão da música também. E Nick puxa um cover acústico de Get Lucky, do Daft Punk. Um pouquinho a capella de Drowning (de que eu voltei a gostar há alguns meses, depois de uns anos traumatizada com a versão de Zezé di Camargo & Luciano) e depois as versões de três músicas. Madeleine ficou perfeita, 10,000 Promises assim finalmente presta me agrada e Quit Playing Games ficou bem interessante.

♥

Em In A World Like This é Brian que começa com o violão. The One é um dos melhores momentos do show (na minha opinião, pelo menos). E a melodia de I Want It That Way é um tipo de remix menos legal da original, mas funciona. Gostaria de ter fotos melhores das últimas músicas, mas nesse tempo a mulher da minha frente ficou actually ~tirando selfies com o palco~. E ela era alta pra caramba e o celular dela era uma TV. Em boa parte, nem consegui ver direito a não ser pelo telão. Enfim.

Minha foto de Shape of my Heart ficou BEM LOCA.
Minha foto de Shape of my Heart ficou BEM LOCA.

Pra constar, a setlist certinha, que eu adicionei aqui, foi a seguinte:

1. The Call (intro com trechinho de Everybody)
2. Don’t Want You Back
3. Incomplete
4. Permanent Stain
5. All I Have to Give
6. As Long as You Love Me
7. Show ‘Em (What You’re Made Of)
8. Show Me the Meaning of Being Lonely
9. Breathe
10. I’ll Never Break Your Heart
11. We’ve Got It Goin’ On
[set acústico]
12. I Want It That Way (primeira estrofe e um refrão)
13. Get Lucky (refrão, cover do Daft Punk)
14. Drowning (a capella)
15. 10,000 Promises
16. Madeleine
17. Quit Playing Games (With My Heart)
[fim do set acústico]
18. The One
19. Love Somebody
20. Shape of My Heart
21. In a World Like This
22. I Want It That Way
[saem do palco e voltam na encore]
23. Everybody (Backstreet’s Back)
24. Larger Than Life

Até gostaria de colocar vídeos aqui, MAS não gravei nenhuma música inteira. E seria pedir demais do meu limite de armazenamento aqui. Mas vasculhando o YouTube dá pra achar VÁRIOS.

Daí tavam vendendo um colar com o logo clássico na porta e eu não resisti.
Daí tavam vendendo um colar com o logo clássico na porta e eu não resisti.

Quem já estou esperando a próxima turnê?

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9 comentários em “Show: Backstreet Boys – Citibank Hall SP (13/06)

  1. Esse post dá uma ótima ideia da visão da plateia superior, inclusive pela foto sem zoom, adorei!!! Não conheço o Citibank e em março vou a um show, estou muito ansiosa! Minha fileira é a L, e como você ficou bem perto eu queria tirar uma dúvida: você achou que assistir o show com todo mundo em pé atrapalha um pouco a visão? Ou só fica ruim se tiver alguém bem alto na sua frente mesmo?

    Curtido por 1 pessoa

    1. Obrigada! :) Eu tentei mostrar bem como funcionava porque quando fui pesquisar não achei muita coisa que me ajudasse.
      Então… são fileiras com uma diferença de altura sutil, tipo de sala de cinema, entre elas. Se todo mundo estiver sentado ou todo mundo em pé, é tranquilo. O que me atrapalhou mais foi o fato de a pessoa da minha frente estar sempre com os braços levantados e o celular enorme pra cima hahahaah ainda é mais tranquilo e espaçoso que a pista, mas com todo mundo em pé fica com um clima parecido.
      Em relação ao palco em si e desconsiderando isso, a vista é perfeita. Só se eles estenderem o palco pra dentro da pista que pode não dar pra ver tudo.

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