Papers, Please (2013)


Como falei, precisava zerar mais vezes antes de falar dele. Já fiz isso há alguns dias, então aqui vai.

Papers, Please é uma distopia de simulação meio puzzle (de acordo com minhas pesquisas) lançada em 2013. Comprei naquele mesmo Humble Bundle que comprei o Gone Home, mas estava mais localizada quanto a ele, já que já tinha acompanhado algumas horas do jogo do meu namorado há uns meses. Parecia bem legal e era mesmo.

labor lottery

A história começa em 23 de Novembro de 1982 na ditadura comunista Arstotzka, país fictício que deve ficar na região da Rússia (lembra o Viktor Navorski e sua Krakozhia, né?). Você é um habitante do país, cujo nome não sabemos, que ganhou na chamada “labor lottery” do mês: conseguiu um emprego – como inspetor de imigração – e o aluguel de um apartamento para sua família, que você sustenta.
Seu trabalho como inspetor de imigração é, basicamente, carimbar o passaporte das pessoas que aparecerem, com um “sim” ou um “não”, dependendo de várias regrinhas que mudam todos os dias. (Geralmente, o que causa mudança de regra é um ataque de um terrorista de Kolechia que conseguiu driblar todas as regras do dia.) Cada carimbo certo rende $5 e, no fim de cada dia, você deve pagar aluguel, aquecimento e eventuais remédios para a sua família. É simples, mas precisa prestar muita atenção e às vezes alguns detalhes escapam. Se isso acontecer mais de duas vezes, você começa a levar multas que aumentam gradualmente.
A luta aqui é acertar o máximo de carimbos possível em cada dia, para manter sua família em boas condições. Você vai receber visitas de grupos terroristas, de espiões, de oficiais de Arstotzka, vai receber suborno, vai receber pedidos desesperados pra deixar passar alguém com informações erradas e tudo mais.
Você tem muito poder de escolha nesse jogo, de transformar a história que vive lá. (Apesar de eu discordar do autor em alguns outros pontos, esta review explica bem a parte de escolha: It is surprising how much agency you have in the story with such a limited set of skills.) É você que escolhe como jogar, se prioriza o caráter, o coração, a lealdade à família, a integridade do trabalho, o sentimento de revolta ou outra coisa que pode ter me escapado. Cada uma dessas decisões vai levar seu jogo a um fim diferente, alguns mais abruptos e outros mais demorados. São vinte finais ao todo. Em vários deles, você acaba preso. Eu mesma peguei três finais com prisões (3, 4 e 10) e só um sem (16) nos meus quatro. Tem prisão até por excesso de honestidade.

jorgi

Bom, eu gostei muito, de verdade, do Papers, Please. Quem sabe faço updates por aqui quando conseguir os outros finais. É um jogo que poderia, facilmente, ficar chato e repetitivo, pois a rotina que o seu personagem enfrenta diariamente é muito chata e repetitiva, mas cada dia traz uma surpresa, o que impede que isso aconteça. Além disso, você nunca sabe quando o final pode chegar e, quando chega, pode refazer o dia para corrigir o que “errou” e ir em busca de um final diferente. Achei um jogo bem original e que faz pensar, analisar quais seriam suas prioridades e até onde iria se estivesse na situação do personagem.

attack

Dá pra comprar na Steam Store aqui e este é o site oficial do designer.
Quando jogar, me diz: quais foram seus finais? (:

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Um comentário em “Papers, Please (2013)

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