Desafio das Releituras: Setembro


Começou a sequência de meses mais feliz desse desafio. De setembro a novembro, vou reler mais uma vez a minha série preferida. Minhas desculpas, se é que você se importa, por só trazer o post em outubro.

THG-set

Título: The Hunger Games
Autora: Suzanne Collins
Skoob
Sinopse: Vinte e quatro são forçados a entrar. Apenas o vencedor sobrevive.
Nas ruínas de um lugar conhecido uma vez como América do Norte, está a nação de Panem, uma Capital brilhante rodeada por doze distritos afastados. Todo ano, os distritos são forçados pela Capital a mandar um garoto e uma garota entre doze e dezoito anos de idade para participar nos Hunger Games, uma brutal e horrorizante luta atpe a morte – televisionada para toda a Panem ver.
Sobrevivência é natural para Katniss Everdeen, de dezesseis anos, que luta para alimentar sua mãe e irmã mais nova, caçando e coletando plantas secretamente além da cerca do Distrito 12. Quando Katniss se apresenta para tomar o lugar da irmã nos Hunger Games, ela sabe que pode ser sua sentença de morte. Se é para ela sobreviver, deve pesar sobrevivência contra humanidade e vida contra amor.
(primeira edição da Scholastic, a brasileira é da Rocco)

then

Quando eu li The Hunger Games pela primeira vez, não sabia nada da história. Nem mesmo li a sinopse. Só confiei na expressão “melhor livro que eu já li” que o meu amigo disse ao emprestar, assim que acabou de ler. Nós temos, afinal, praticamente o mesmo gosto pra livros. Naquela leva de compras pela Amazon do início de 2009, ele tinha descoberto The Hunger Games e eu, Thirteen Reasons Why, ambos preferidos até hoje.
Enfim. Foi uma leitura rápida e chocante. Eu realmente acho que não estava preparada e que foi melhor assim. Era um livro viciante, interessante, diferente, bonito e brutal, como eu não estava acostumada. Você talvez lembre que as distopias só começaram a explodir de verdade com essa própria série, mais de um ano depois. Era novo e era BOM. Lembro vagamente de ter mandado um SMS indignado pro meu amigo quando cheguei à última página, algo como “END OF BOOK ONE??? POR QUE VOCÊ NÃO ME DISSE QUE TINHA CONTINUAÇÃO????”. (Resposta: “Queria fazer você sofrer como eu sofri. Peço pra você também quando abrir pré-venda do segundo então?” HAHAHAHAHAHA)
A coisa mais interessante da leitura foi que eu consegui achar muitos significados naquela história. Porque há família, amizade, ~amor adolescente~, ação, ficção científica, sem contar as críticas à alienação, aos reality shows, às guerras e aos governos controladores. Tá tudo ali, de alguma forma, ao mesmo tempo em que The Hunger Games é, principalmente, uma história sobre sobrevivência e família. Pelo menos, é como eu vejo. Afinal, a história é da Katniss, não de Panem ou do Distrito 12. Ela é ambientada nesses lugares, mas não é deles. E a Katniss só tem duas preocupações: sobrevivência (não só a própria, tanto que ela pensa muito nas consequências das suas ações para Peeta e, por exemplo, Cinna) e sua família (afinal, toda a história se desenrola quando ela vai salvar a irmã, e sua maior preocupação é mantê-la, assim como a mãe, em segurança).
Outro ponto que lembro de ter comentado várias vezes é a ótima construção dos personagens secundários, dos quais destaco Haymitch e Cinna neste primeiro livro, mas de modo geral não posso esquecer de Madge. Cada personagem traz um aspecto diferente da história, o que fica bem evidente no filme, como vou comentar depois.

now

Nesta quarta vez, a leitura não foi tão rápida. A saudade (li pela primeira vez em 2009 e a última tinha sido em 2011) se misturou com minha falta de tempo e foi essa a consequência. Cheguei a duas conclusões principais:

  • 1- Eu amo cada vírgula desse livro.
  • Desde que Catching Fire entrou na minha vida e virou meu favorito, eu tenho injustamente “diminuído” esse primeiro livro. Talvez seja por causa da exposição excessiva do romance quando isso tem que ser feito. Apesar de eu nunca reclamar de ver mais Peeta (personagem, pessoa e presença incrível) e achar tudo isso realmente pertinente à história, o romance in-your-face não é minha parte preferida de uma história. Lá no fundo, isso faz com que me sinta assistindo aos Jogos.
    Outro motivo é que, mais adiante na história, a Katniss vai tomando consciência da situação, do passado e de seus atos, o que torna tudo mais interessante e acaba “prejudicando” o livro introdutório. Isso ocorre também ao longo desse primeiro livro, o que pode explicar o aumento gradual na vontade de ler, à medida que você descobre tudo junto com a Katniss.
    PORÉM, nestes três anos sem contato com os livros, tinha esquecido como a série era boa desde o começo. O que é uma coisa bem idiota pra se esquecer, porque foi aqui que me apaixonei pela história e pela forma como é contada. A narração da Katniss tem a medida certa de ceticismo, frieza e desafio pra combinar, por contraste, com o altruísmo, o sacrifício e a esperança que ela expressa para si.

  • 2- O filme é maravilhoso e horrível ao mesmo tempo.
  • Aí vai um mini “Livro x Filme”. O que o filme nos traz de melhor é a visão geral, que não temos imediatamente no livro por estarmos presos à cabeça da Katniss. Todas as cenas em que ela não aparece são excelentes e todas as reações imediatas, também. O que não diminui a Jennifer Lawrence, maravilhosa como a protagonista, mas mostra a dificuldade em adaptar para um meio visual alguém que quer compartilhar visualmente o mínimo de si possível. A saída foi tratar a audiência (nós) em muitos momentos, como o habitante da capital que está assistindo aos Jogos. Gostei muuuito do resultado, mas foi mostrado melhor no segundo filme.
    Em todas as vezes em que vi o filme, achei as mudanças positivas. Mas, relendo, é possível perceber como a falta da Madge tira a profundidade do símbolo do mockingjay, por exemplo. Lá, ela nem sabia o que era o pássaro. Tem o leve momento emocional de ser entregue pela Prim para proteção, mas ele só consegue ter emoção por causa da dinâmica das irmãs. A irmã mais nova, com o coração do tamanho do mundo, que tem a mais velha como maior inspiração: “toma, Prim, pra te proteger”, “toma, Katniss, pra te proteger”.
    Outros prejuízos: o medo de aumentar a censura e perder boa parte do público-alvo não deixou que todo o horror e a complexidade da vida na arena fossem mostrados, alguns relacionamentos não puderam ser bem desenvolvidos (cof cof Cinna), alguns pedaços (em especial do Haymitch) simplesmente não tinham a mesma essência do livro.
    Mas a Effie ficou sensacional.

Então, em suma, The Hunger Games continua 13/10.
E estou indo ali me preparar emocionalmente pra começar mais uma releitura do meu livro favorito.
Até o próximo post! (:

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4 comentários em “Desafio das Releituras: Setembro

  1. AI ESSE TEXTO <3<3<3<3 Que saudade deu do livro, deu vontade de ir correndo e pegar (CALMA AÍ, TEM END OF BOOK ONE NO FINAL????????????????? COMO EU NUNCA VI ISSO? eu lembro que tava "tá, a história acabou aqui, mas queria ver ela voltando e ficando com o gale" até escrevi uma fic disso num trabalho de redação da escola HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHA)

    " A narração da Katniss tem a medida certa de ceticismo, frieza e desafio pra combinar, por contraste, com o altruísmo, o sacrifício e a esperança que ela expressa para si" definiu <3 Eu adoro a narração da Katniss. Eu adoro a cena que o Cinna fala da roupa que eles vão vestir e ela tá tipo "ai meu deus, vão me colocar pelada" – "não, pior, pelada e cheia de carvão" (algo assim). Uma coisa que não foi muito pra o filme e eu adoro nos livros é o lado esperto da Katniss manipulando a mídia. Tipo o que ela fala pra fazer frase de efeito ou quando muda o rosto pra fingir que tá por dentro de tudo enquanto não sabe nada.

    Foi muito bom, e essa resenha <3 Eu to com muita vontade de reler harry potter/twilight/hunger games, mas eu provavelmente não farei isso porque tem um monte de coisa nova que eu quero ler também ;-;

    (e agora que eu vi que tá logado nesse danagrintt, ignora isso, eu não sei nem que conta é essa)

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    1. LENDO E COMENTANDO TEXTÕES DE NOVO, OBRIGADA <3
      Então, COMO VOCÊ NUNCA VIU O END OF BOOK ONE??????? Se tivesse com o livro aqui agora, tiraria uma foto pra mostrar. Tá ali em negrito assombrando a espera pelo segundo. Bom, agora não assombra mais, porque os três já foram lançados, mas né.
      E a narração da Katniss é demais mesmo. Tinha esquecido como gostava. Nos filmes não dá pra capturar isso direito. Essa cena da roupa me mata de rir HAHAHAHAHAHAHAH

      E por favor, releia <3

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