#random: minha primeira Bienal


Bienal foi uma experiência incrível. Frustrante e estressante também, às vezes. E totalmente sem falhas em outros momentos. É por isso que, ao longo deste post, às vezes eu vou agir como criança em loja de brinquedo e às vezes como a velha chata do seu condomínio. Não vou me controlar com as palavras, então pode ficar levemente gigante. Prometo entupir de fotos pra tentar não cansar tanto.

Adendo depois de acabar de escrever: este foi o maior post que fiz na minha vida e tem aproximadamente cinco vezes o tamanho dos meus posts padrão. É praticamente um livro sobre a experiência do sonho de uma primeira Bienal em 2014. Mas eu espero que você, se chegou até o post, leia. (yn)

Transporte e Organização

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Olha meus mapas e meus ingressos tudo bonito <3

Eu fui em quatro dias da Bienal. Era meu plano ir em, ao menos, cinco. Era meu plano ir durante a semana. Mas não aconteceu bem assim.
Fui na sexta, primeiro dia. Comprei os cinco ingressos de vez, na bilheteria ainda vazia. Planejava aprender todos os caminhos, porque no segundo dia pretendia enfrentar a maré de menininhas indo ver Cassandra Clare. Um favor à irmã fã. Eu ia tentar. E, se desse errado, pelo menos eu teria feito tudo certo. Estava tudo rápido, vazio, sem fila e maravilhoso, desde a estação Tietê até a praça de alimentação do Anhembi. Tanto que resolvemos (eu, o namorado e os amigos) ficar algumas horas a mais que o planejado. Tirei fotos de alguns estandes, mas só lembrei de fazer isso quando não estavam mais vazios, infelizmente.
Na hora de ir embora, já umas oito da noite, fomos seguindo as placas que levavam ao transporte gratuito para a estação. Não vimos nenhum funcionário no caminho ou ao redor. Só depois de andar por uns minutos e chegar ao lugar indicado é que o segurança do estacionamento disse que era em outro lugar e não devíamos seguir as placas. HEIN?????? Ok. Fomos. Tudo continuava tranquilo e já tínhamos aprendido tudo sobre fila para o sábado lotado, EBA!
…só que não.

MAS ANTES, aqui vou eu com cara de criança na Disney, no primeiro dia. No segundo, como vou tentar deixar claro daqui a pouco, eu não teria conseguido nem um lugar pra ficar em pé aí.
MAS ANTES, aqui vou eu com cara de criança na Disney, no primeiro dia. No segundo, como vou tentar deixar claro daqui a pouco, eu não teria conseguido nem um lugar pra ficar em pé aí.

No segundo dia, ouvi ~rumores~ quando acordei, às seis, de que a fila já estava consideravelmente grande às quatro da manhã. Você me desculpa, de verdade, mas eu não consigo ver o sentido de estar na fila às quatro da manhã, não dormir, pagar caro pra chegar lá (táxi, carro e estacionamento, o que seja, porque metrô está fechado) e ter que aguentar por horas sentada no concreto porque a droga do portão só vai abrir às DEZ. Não entendo nem pra autógrafos de escritores nem pra shows nem pra chegada de atores no aeroporto ou coisa assim. Parece que o povo gosta de ficar perdendo tempo. Enfim. Me preparei pra chegar lá às nove ou antes, como precaução.
Chegando na estação do metrô umas 8:30, descobrimos que a fila não era no mesmo lugar do dia anterior. Uma volta no quarteirão do lugar do dia anterior só pra chegar ao final da fila. Que não andava. Então pegamos uma van. E, chegando no Anhembi, pouco antes das nove, dava pra ver a multidão desorganizada que alguém tinha coragem de chamar de fila. Nenhum tipo de funcionário por toda a extensão da multidão, que ia até a churrascaria ao lado do centro de exposições. Isso significa LONGE. E, lá, dava duas voltas ao redor de si mesma e em algum momento três pedaços bem distantes da fila ficavam juntos. Isso significa BAGUNÇA. Foi “fila” feita pelas pessoas que iam chegando e se acumulando aleatoriamente, sem alguém do evento pra controlar ou indicar aonde ir.

Dali pra trás tinha tipo um caracol e não sei mais nem explicar pra onde a fila tava indo.
Sim, levaram a fila pro estacionamento de um estabelecimento comercial que não tinha nada a ver com a história. Dali pra trás tinha tipo um caracol e não sei mais nem explicar pra onde tava indo.

Depois que um número considerável de aleatórios recém-chegados passou na nossa frente, fui com minhas amigas ver o começo da fila, enquanto meu namorado guardava nosso lugar original lá atrás. Eis que começa o apocalipse zumbi. Tudo aquilo que era chamado de fila “explode” em uma massa infinita de gente correndo desesperada e empurrando a pessoa à sua frente. Ninguém tentou conter ou organizar em momento algum. Ouvi falar que tinha gente querendo derrubar os portões??? Bom, nos perdemos uns dos outros e, em algum momento, nos juntamos de novo e entramos. Mas não antes de se formar uma nova fila gigante, depois de uma tentativa falha da organização do evento de conseguir alguma organização. Até aí, eu já tinha desistido da senha e só queria me livrar do mar de gente.

Sobre a Bienal hoje, um vídeo vale mais que mil palavras (mas nem assim consegue captar tudo).

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Lá dentro estava pior. Fila pra entrar nos estandes, pra pagar, sinal de celular congestionado, 3G zerada, impossível pagar com cartão, impossível andar, impossível comprar comida, impossível sentar pra comer… então fomos embora cedo e com fome. Com pressa e sabendo o caminho do ônibus por ter vindo na sexta, seria mais fácil. Não. Agora era pra seguir as placas. E o número de funcionários avisando ou direcionando era exatamente zero.
Eu até planejava ir no domingo. Mas as caminhadas a mais que o necessário e a frustração com a organização, somadas ao grande trecho interditado no metrô, me fizeram reconsiderar. Aliás, vamos falar sobre outro problema. Eu sou muito a favor de usar os domingos, tradicionalmente menos movimentados, pra diminuir o atraso nas obras do metrô. Quando preciso andar num domingo, geralmente não reclamo. Mas me pergunto o que as empresas têm na cabeça, de verdade. Não estudam o que acontece na cidade. Não interessa se 70 mil pessoas vão precisar, de algum jeito, chegar ao Anhembi naquele dia. Nas últimas vezes que precisei usar o metrô em domingo antes da Bienal, tudo liberado. Nas duas semanas da Bienal, trechos interditados. Já não é suficientemente cansativo demorar duas horas pra chegar lá, precisa demorar de duas e meia pra cima.

Meu terceiro dia foi o segundo sábado. Planejava ir à sessão de autógrafos da Thalita Rebouças, às 14h, e à da Paula Pimenta às 17:30h. Só que a distribuição de senhas que colocaram para a Paula era totalmente zoada. Mais de cinco horas antes da sessão de autógrafos e ainda tinha uma observação aleatória de que só quem tivesse o novo livro (eu não) poderia pegar as 250 primeiras senhas, mas da 251 à 500 poderia levar qualquer livro dela. AGORA ME DIZ como eu me programo pra ser a 251ª pessoa a chegar num negócio desses. Desisti antes mesmo de chegar lá e vou esperar alguma outra oportunidade. PORÉM ainda consegui ir na da Thalita e, mesmo com umas duas horas de fila cheia de menininhas, mais que valeu a pena. Depois disserto sobre quão incrível ela é.
Nesse dia, consegui matar a saudade do restaurante do pavilhão, onde eu almocei em praticamente todos os dias da Campus Party de 2013. Aquele pão de alho vale muito a pena. E, pra melhorar, quase não pegamos fila no restaurante! O que é surpreendente porque todos os estandes e até os banheiros tinham filas quilométricas. Comix, mesmo com seus preços absurdamente caros me matando de desgosto, tinha fila de aproximadamente três horas. PRA ENTRAR. É loucura, sério.

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Vista lindíssima de lá do restaurante. Coisa insana.

Mas preciso admitir, também, que a organização da própria Bienal pareceu ter aprendido um pouco com seus erros da semana anterior. Ainda não ficou excelente, dado o tamanho do evento, mas bom o suficiente pra não mandar ninguém pro lugar errado por falta de sinalização. Tinha gente sinalizando onde era a fila de entrada, onde era a fila pra quem não tinha ingresso, onde pegava o ônibus pra cada metrô e tudo que deveria ter feito desde o começo. Aliás, a organização da empresa de turismo dos ônibus (Ipojucatur, se não me falha a memória) está de parabéns. O número de ônibus, por outro lado, só parecia suficiente na hora de voltar. Na saída do metrô, a fila era impossivelmente grande e por isso, mesmo não andando tão devagar, demorava bastante pra conseguir entrar no ônibus.

Quarto dia da minha pessoa, último da Bienal, único em que fui sozinha até lá e ainda único em que tive que pegar duas, das três linhas que uso, em obras. Na primeira, esperei aproximadamente meia hora até o trem chegar. Demorei mais duas horas de casa até a van (porque, mais uma vez, a fila do ônibus não dava pra minha paciência), mas no Anhembi estava tudo tranquilo. Os 20 minutos que ainda demorei pra chegar ao estande foram só pela longa caminhada do portão lá fora até perto do fim do pavilhão, passando pelas grades que (agora sim) cercavam a fila (agora inexistente).

Eu, entediada, às vezes fico tirando fotos. Pelo menos a vista durante a espera na estação era bonita.
Eu, entediada, às vezes fico tirando fotos. Pelo menos a vista durante a espera na estação era bonita.

E o domingo foi extremamente maluco e muito tranquilo ao mesmo tempo, bem assim do começo ao fim. Divulguei livro e sessão de autógrafos das amigas no corredor, fui fotógrafa quando necessário, fui com elas tietar Carolina Munhóz, Raphael Draccon e Luiza Trigo no estande da Rocco antes das sessões de autógrafos deles, passei mais de uma hora na fila pra isso depois, e ainda acabei derrubando água em cima de umas dezenas de botons quando minha vez chegou. O evento em si ainda estava lotado, mas o sistema do cartão estava tranquilo e as filas, bem menos longas. Alguns estandes começaram promoções de encerramento, o que significa que, pra manter o controle, tive que ficar bem longe deles. Foi um bom último dia, de verdade.

Então, sobre transporte e organização da Bienal em geral…

…pontos positivos: aprendeu com os erros e trabalhou pra corrigí-los; programação cultural variada e interessante; empresa de turismo ótima para os ônibus; bom preço do ingresso; aplicativo oficial *.
…pontos negativos: despreparo; estacionamento caríssimo; concentração dos maiores nomes da programação nos mesmos dias **; obras em todas as linhas de metrô e trem não foram exatamente uma facilidade também, mas foi negligência das empresas de transporte e não da Bienal em si.

* Melhor coisa pra se programar antes. Aplicativo muito bem-feito e completo, com todos os estandes e a localização.

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Passatempo de noite anterior à Bienal: vasculhar esse aplicativo.

** Sim, eu realmente acho que, como o sábado já é naturalmente mais cheio e os dias de semana mais vazios, alguma sessão de autógrafos de sábado e domingo (cof cof Cassandra Clare cof cof) poderia virar, por exemplo, domingo e segunda. O público que não quer tumulto e consegue se virar pra ir em um dia de semana (troca expediente do trabalho, só tem aula à noite, dia de folga, tédio da greve, tanto faz) não é o mesmo que só pode ir nos finais de semana, mas isso não significa que não possa gostar de algumas das mesmas coisas. Isso não significa que, por isso, ele deva ser obrigado a trocar seu dia programado para a Bienal. Nem que o público dos finais de semana seja obrigado a ir na semana, pelos mesmos motivos. Eu vejo como não tornar estressante um dia naturalmente cheio e ainda trazer movimento a um dia naturalmente parado. Não sou especialista em bienais, mas faria todo sentido dividir de modo que beneficiasse a organização e o público. Colocar Kiera Cass, Cassandra Clare, Sophia Abrahão, Harlan Coben e ainda mais gente com uma legião de fãs no mesmo sábado é de matar, viu? Sorte nossa que não trouxeram John Green!

Estandes, Compras e Brindes

Aprendi logo no começo que o negócio da Bienal não é preço. Nem mesmo compensa levar um livro só em um estande, salvo alguns poucos estandes. Os preços são cheios, altos e a maior parte dos descontos eram progressivos.
Meu objetivo, nessa primeira da minha vida, era pegar autógrafos e prestigiar minhas amigas escritoras. Fiz isso tudo. Só não consegui ir a todas as sessões de autógrafos que planejava. Algumas porque o esquema de senhas era confuso, outras por culpa das menininhas madrugadoras e do apocalipse zumbi do primeiro sábado, e outras porque seriam muito tarde pra minha hora de voltar sozinha pra casa nessa rua esquisita (e, com estacionamento a 40 reais, não rolaria carona do namorado de jeito nenhum).
Comprei um bocado, também, apesar de ver as pilhas de algumas amigas no Facebook e achar até pouco. Algumas das compras, inclusive, fiz na internet depois do primeiro dia de Bienal, por dois motivos: primeiro me poupar tempo pra aproveitar melhor a Bienal, porque todas as compras nos meus próximos dias nela seriam um processo de horas, entre fila pra entrar no estande, esperar as pessoas liberarem os corredores pra chegar aos meus livros e fila do caixa; e segundo o preço, que em alguns casos passava de 20 reais de diferença.

Agora um pouco de alguns estandes e das minhas compras.

Rocco

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A Rocco foi uma das editoras mais lindas dessa Bienal. E não é só pelo “eu vou ser o tordo” gigante na lateral do estande.

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E essa foi a última vez em que vi o estande da Rocco “aberto”, sem pedaços de TNT colados pra separar fila e impedir os espertos de lotarem (mais) o lugar.

Preço cheio nas máquinas de consulta, mas 20% de desconto sobre ele em todo o catálogo. Além disso, botons de brinde em cada compra, muitos marcadores bonitos e um monte de sessões de autógrafos com seus autores incríveis.

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Apesar disso, ainda fiz parte das minhas compras (Adultos Sem Filtro, da Thalita, e O Reino das Vozes que Não Se Calam, novo da Carol Munhóz em parceria com a Sophia Abrahão) na internet. Lá, só levei o Cemitérios de Dragões, novo do Draccon, porque os sites ainda mostravam como pré-venda. Pelo lado bom, o último domingo estava bem tranquilo em relação aos sábados. No caixa, ganhei botons de Em Chamas (o mockingjay da capa do livro) e Jogos Vorazes (nome, como na capa do primeiro livro), mas, como já tinha o segundo (ganhei uma promoção da editora há uns dois ou três anos), deixei com uma menina desesperada por brindes na saída do estande. Ainda peguei esse marcador sensacional de Herança e todos os outros da foto. Alguns duas vezes porque vou mandar pra minha irmã.
Mais sobre a Rocco quando eu falar das sessões de autógrafos. (:

Record

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A Record também estava bem linda, e cheia o tempo inteiro. Como deve ser de conhecimento geral, o destaque absoluto deles era o universo dos shadowhunters de Cassandra Clare, autora que trouxeram pra sessões de autógrafos no primeiro final de semana. Curiosamente, vi poucos marcadores e nenhum deles de Os Instrumentos Mortais ou As Peças Infernais.
Mas eu aproveitei muito pouco a Record e não comprei nada no estande. O desconto lá era progressivo e não me lembro como era pra um livro ou dois, mas levando três ou mais o desconto era de 30% sobre o valor total. Pra quem tem uma lista de compras bem grande da Record, era o paraíso.

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Eu queria DE VERDADE três livros de lá, mas (ao menos no primeiro dia) o estande não tinha um deles, o último do Gregor, da Suzanne Collins. Como o segundo que eu queria era o Mordida da Meg, que custava mais de 40 reais, e o terceiro (o quarto livro do Gregor) eu já tinha ao menos lido, resolvi esperar. Mas, nos outros dias, o estande estava intransitável.

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Só um exemplo de como ficou no primeiro dia de Cassandra.

Comprei o livro da Meg por pouco mais de 20 reais na internet e aproveitei pra levar o Princesa Adormecida da Paula Pimenta, que queria ler, estava baratíssimo e eu ainda poderia tentar pegar autógrafo no segundo final de semana. (Essa parte, como já falei láááááááá em cima, não rolou, infelizmente, mas ao menos tenho o livro.)

Sextante/Arqueiro e Novo Século

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A Sextante/Arqueiro estava com preços bem baixos, não muito diferentes das promoções de sites como Submarino e Amazon, e desconto progressivo de até 15%, exceto nos livros de 2, 5 e 9 reais que ficavam no canto. Alguns dos livros do cantinho eram Ladrões de Elite, por 5 reais, e a biografia do Schwarzenegger, por 9. Valia a pena de verdade dar uma olhada. Além disso, eles trouxeram o simpático Harlan Coben no primeiro final de semana.
Do lado, a Novo Século, pessoalmente, me decepcionou. Exceto na aparência, porque esse estande estava maravilhoso. Como pontos positivos, vários vendedores simpáticos, muuuitos livros diferentes (só senti falta do Bioshock: Rapture) e muito destaque a autores nacionais. Os “da casa” ficaram lá um bom tempo. Mas os preços estavam cheios, altíssimos. Aparentemente, o desconto era só pro caso de você chorar com os vendedores simpáticos. Aí você ganhava botons também. Mas não sei, não levei nada por lá. Só queria mesmo House of Night e não consigo me obrigar a pagar 40 reais em cada um dos 12 livros dessa série.

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Na Arqueiro, levei O Doador de Memórias, já que distopia é meu novo amor, o filme vai ser lançado já já e o livro saiu por 16 reais.

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Na Novo Século, marcadores. A maior parte foi do selo de novos autores, então deixei pra outra foto. Por algum motivo desconhecido, o de As Mais ficou nessa foto e não na da Record.

Farol

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Ah, DCL (aqui na frente) e Farol (lá no fundo) são o mesmo estande, em duas partes.

A Farol tinha duas das minhas compras obrigatórias da Bienal: o resto da trilogia Reiniciados, da Teri Terry. Distopia britânica, I’m in. O estande estava lindo. Uma pena que não tirei foto do lado da Farol quando pude e essa ficou fraquinha. Não olhei a fundo os descontos, mas achei os preços bons no geral. Os que levei estavam mais ou menos dez reais a menos que nas livrarias e vi uma seção de livros a dez reais. Só não distribuíam marcadores por lá.

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Aí eles, Fragmentada e o lançamento Despedaçada, que saíram por 50 reais ao todo. E os marcadores de Fragmentada que só era possível conseguir no caixa depois da compra.

Panini e Comix

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A Panini era o estande mais lindo da Bienal. Falei. Além de ter a Mônica, o Darth Vader e um trooper, o Ben 10, Adventure Time, Marvel e DC, a Panini estava com 20% de desconto em tudo, assim como a Rocco. A grande diferença é que é mais difícil encontrar alguns desses quadrinhos em promoção que livros da Rocco, então era o que eu mais queria aproveitar.
Não consegui, inclusive, por causa da Comix. A Comix quis se prevenir dos “espertinhos” que iam ao estande na Bienal e queriam acumular os cupons de desconto que eles entregavam na compra. Então não deram mais cupons de desconto. A única possibilidade de desconto era 10% nas compras acima de 100 reais. Tudo estava com “preço de capa ou mais alto”, como me disse um vendedor.

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Darth Vader e o Trooper estavam do lado da saída do estande…
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…e Ben 10 e o Finn, do lado da entrada. Lá no fundo ainda dá pra ver alguns quadrinhos da Marvel.

O problema é que, como me explicou um vendedor da Panini, a Comix se programou antes da editora para a Bienal, comprando grande parte da produção programada para o evento. Por isso, a Panini não conseguiu levar nenhum exemplar de alguns números antigos, enquanto a Comix tinha em exposição uma variedade impressionante de tudo. A preços altíssimos.
Só pra fazer uma comparação: Daytripper na Comix, 90 reais. Na Panini, 40.

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Me recusando a dar muito dinheiro pra Comix nessas condições (se é pra pagar preço cheio, posso economizar e comprar depois na loja), apesar de entender os motivos deles, só comprei os próximos números da Fábulas que consegui na Panini: o 2 e o 3. O 4 eles não tinham em nenhum dos dias que eu fui, então não levei nenhum depois dele, já que não poderia ler.
Na Comix, a única coisa que comprei foi a nova da Capitã Marvel, que era um número só, mais barato que Fábulas, e a Panini não tinha de jeito nenhum. Os marcadores deles estavam legais, em especial o da Comic-Con.

Até as sacolas lá são bonitas. Fora a da Rocco ali, tudo da Panini.
Até as sacolas lá são bonitas. Fora a da Rocco ali, tudo da Panini.

Garcia Edizioni e Literata

Dois estandes menores, cheios de novos autores nacionais com boas histórias pra contar e com várias sessões de autógrafos todos os dias. Passei um tempo em ambos, onde amigas minhas tinham seus livros. (Especialmente, passei boa parte do domingo na Garcia.) Os preços iam de 10 a 30 reais, geralmente, com o pró de você bater um papo com o autor, tirar uma foto, ganhar um autógrafo… e alguns deles tinham vários brindes. O pessoal que conheci de editora também era muito legal.
E aproveitei pra comprar livros de duas amigas minhas: a Lari (na Literata) e a Aimee (na Garcia). A Clara também estava na Garcia, mas, como tenho Mocassins & All Stars desde a pré-venda, fiz propaganda dele em vez de comprar.

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Aqui os dois livros da Lari, As Bruxas de Oxford e O Coração da Magia, da trilogia Coração da Magia, que eu estava enrolando pra comprar há um tempo. Botei na cabeça que só iria comprar quando encontrasse a Lari ao vivo, então esse dia só chegou quando saí de Aracaju e vim morar em São Paulo, claro. Ah, a ecobag era brinde pra quem comprasse os dois livros no estande. <3

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A Aimee e o seu Pela Janela Indiscreta eu conheci na Bienal. Ela veio do Rio junto com a Clara e as duas são amigas e aí a Aimee virou amiga das amigas da Clara também só por ser muito muito legal e eu quis comprar o livro dela. A capa linda pode ter algo a ver com isso também.

Intrínseca

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Não é foto turva não, é uma desgraça de fotógrafa mesmo.

O estande da Intrínseca estava muito bonito e cheio de marcadores e livretos bonitos. Não prestei atenção nos descontos, porque não tinha quase nada na minha listinha que fosse da editora. Exceto Half Bad, que pude deixar pra depois, e o resto da minha coleção do Percy Jackson, mas, como eles estavam lançando as capas novas e as minhas são antigas, preferi não levar. (aquela maníaca por coleção igual)
Mas os preços em geral estavam baixos e havia livros a cinco e dez reais, no cantinho no fundo da foto. Entre os de cinco, Argo e, entre os de dez, cada um da série Crepúsculo. Minhas amigas disseram que historicamente a Intrínseca é uma das editoras com melhores preços e estavam até um pouco altos nessa edição. Não sei se concordo ou discordo, mas vou deixar o comentário delas aqui porque acho pertinente.

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Como falei, só peguei marcadores e livretos por lá. Mas é um mais lindo que o outro e fiquei babando neles. Especialmente no Pó de Lua.

Companhia das Letras/Zahar/Seguinte

Mais uma foto completamente bem enquadrada e cheia de definição. Só que não.
Mais uma foto completamente bem enquadrada e cheia de definição. Só que não.

Um dos estandes mais bonitos da Bienal. Os preços estavam variados: alguns itens com descontos generosos, como os clássicos de capa dura da Zahar e alguns YA da Seguinte, outros com preço cheio, como Paciente 67, a versão original de Ilha do Medo, da Companhia das Letras. Eles tinham vários boxes também, como os de Scott Pilgrim e Desventuras em Série, e foi muito tentador passar perto dessa parte.

Se eu tivesse lido a série, COM CERTEZA iria tirar minha foto aí.
Se eu tivesse lido a série, COM CERTEZA iria tirar minha foto aí.

E aí tinha essa coisa linda na parte da Seguinte. Um espaço pras fãs de A Seleção tirarem fotos com os vestidos das capas dos livros, com o fundo todo bonito e especial.

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E os marcadores só eram entregues no caixa, mas estavam bonitos. Esse de A Seleção tá me dando vontade de ler a série. Incluí na foto os dois da Universo dos Livros também.

LeYa

Cortei o Trono de Ferro pra não acabar tirando foto da menina em vez do lugar.
Cortei o Trono de Ferro pra não acabar tirando foto da menina em vez do lugar.

Confesso: não vi os preços da LeYa. O único livro que tinha de lá na lista era O Espadachim de Carvão e, se fosse comprá-lo pra levar na sessão de autógrafos, faria isso independentemente do preço. Então não olhei os preços em geral até o último dia, quando alguns livros ficaram por dez reais. Mas sei que eles estavam com o estande lindíssimo, com o tradicional Trono de Ferro, e brindes como camisetas para os fãs do George R. R. Martin.

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Ah, e marcadores muito bonitos.

Novo Conceito

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Não, não levei nada de lá, e acho que só tem marcador de lá mais perto do fim do post, mas era o estande mais bonito. Ponto.

Sessões de Autógrafos e Amigos

Antes, vou listar as que eu falei lá em cima que queria ir e não consegui ou desisti porque não dava pra conciliar com outra e, portanto, vão ficar pra próxima: Paula Pimenta, Cassandra Clare, Fábio Moon & Gabriel Bá, Affonso Solano, Fernanda Nia e Bárbara Morais.
Pode ser que parte disso seja pro melhor, afinal eu não tenho ainda o Espadachim de Carvão, nem o Como Eu Realmente, nem o A Ilha dos Dissidentes, e minha Daytripper ficou em Aracaju. Assim posso ir comprando e lendo até a hora de pegar autógrafo, o que torna tudo mais legal.

Larissa Siriani

Fui ver a Lari no primeiro sábado, dia 23/08, no estande da Literata. Na verdade, tinha comprado os livros dela na sexta, mas esperei pra marcar presença na sessão de autógrafos oficial e já peguei autógrafo nos dois.
Eu conheci e fiz amizade com a Lari pela NRA, no finado orkut, mas que agora tem Facebook, blog e um monte de coisa. Ainda não nos conhecíamos ao vivo, porque eu morava longe e ela vivia ocupada e nessa Bienal conseguimos.

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Os dois livros e os dois autógrafos da Lari.
Os dois livros e os dois autógrafos da Lari.

Thalita Rebouças

Eu conhecia e lia Thalita há um bom tempo. Tornei a minha irmã mais nova fã. Então era um sonho antigo que tinha a oportunidade de realizar. Fui no dia 30/08, era no estande da Rocco e MEU DEUS, essa mulher é mais linda, fofa e simpática ainda ao vivo e quero que ela seja minha amiga! <3 (é exatamente essa a sensação de conhecer Thalita Rebouças)

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Credo, como saí torta! Mas, bom, a Thalita também tirou uma selfie, que eu coloquei no Instagram <3

Levei o Adultos Sem Filtro, que tinha comprado só pra isso, já que os livros ficaram em Aracaju com a minha irmã. Não estou reclamando. Acabei de ler ontem e virou meu favorito dela. De verdade.

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“Ah, quero o marcador da Fada, que foi o livro que eu mais gostei até agora.” “O DA FADA É INCRÍVEL! Tá ligada que vai sair filme, né?” “NÃÃO :O *—–*”

Carolina Munhóz e Raphael Draccon

Há alguns meses, eu te diria que “gostaria de ler algum livro de cada um, mas sempre enrolava”. Parei de enrolar quando fui no Pixeletra, em Jundiaí, comprei um livro de cada um, peguei autógrafos, tirei fotos e fiquei encantada com QUÃO INCRÍVEIS eles são. E simpáticos. E incríveis.
Então no último dia de Bienal, 31/08, lá estava eu na Rocco pra encontrar o casal de escritores novamente. Comprei os lançamentos dos dois, já pela “nova casa”: Cemitérios de Dragões do Draccon e O Reino das Vozes Que Não Se Calam da Carol com a Sophia Abrahão. E consegui uma foto com os dois juntos, que não tinha conseguido no evento de Jundiaí. E dessa vez as amigas estavam junto pra se encantar também com quão incríveis e simpáticos eles são. <3

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Tentando, de uma forma burra, segurar os dois livros abertos ao mesmo tempo.
Tentando, de uma forma burra, segurar os dois livros abertos ao mesmo tempo.
Mesmo o namorado não querendo me acompanhar no último dia, porque já tinha ido nos outros três e tinha um TCC pra fazer, levei o primeiro Dragões de Éter dele. #fofa #melhornamorada
Mesmo o namorado não querendo me acompanhar no último dia, porque já tinha ido nos outros três e tinha um TCC pra fazer, levei o primeiro Dragões de Éter dele. #fofa #melhornamorada

Aimee Oliveira

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A Aimee é do Rio e lançou seu primeiro livro pela ComArte, da USP. Assim como a Clara. Entre eventos de lançamento juntas, só sei que as duas fizeram amizade e também vieram juntas pra Bienal, e aí (mesmo a Clara sendo ciumenta pra caramba com todas azamiga) pude conhecer a Aimee, que é incrível. E aí comprei meu livro no último dia, 31/08, pouco depois da sessão de autógrafos delas na Garcia.

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Clara Savelli

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Com a Raquel e a Clara. “Duas tias e a mãe” de Mocassins. <3

Cara, eu lia esse livro no orkut, bem quando ela começou a postar, lá no comecinho da NRA. E faço parte do grupo que ficou tão próximo que virou personagem do livro depois. E inclusive comprei o livro na espécie de pré-venda que teve com os primeiros exemplares. Mesmo assim, fui à sessão de autógrafos pra me encher de orgulho e fazer propaganda. [Eu: Oi, menina aleatória, sabia que eu to nesse livro? *aponta pra Mocassins*]

Marcadores dos livros das amigas: agora tudo no "amor eterno" que a Clara mandou com Mocassins.
Marcadores dos livros das amigas: agora tudo no “amor eterno” que a Clara mandou com Mocassins.

OZAMIGO

Mais que tudo, a Bienal foi um encontrão de amigos. Além de quem eu já falei logo ali em cima e do batalhão de gente incrível que tava comigo na primeira sexta, tive oportunidade de conhecer pessoalmente e rever as pessoas lindas que a internet me apresentou.
Depois de LONGOS SEIS ANOS, mais três amigas incríveis unidas por NRA e Mocassins: a Nilsen, a May e a Diana, que ainda estava acompanhada do namorado super legal que ficou conversando sobre jogos comigo na fila do domingo.

Da esquerda pra direita: Diana, Clara, May. E eu ali com a camisa bonita do Rocket Raccoon feita pra meninos de 8 anos.
Da esquerda pra direita: Diana, Clara, May. E eu ali com a camisa bonita do Rocket Raccoon feita pra meninos de 8 anos.
Com a Nilsen não deu pra tirar foto, mas ela me deu marcadores. <3
Com a Nilsen não deu pra tirar foto, mas ela me deu marcadores. <3

Aliás, falando em LONGOS SEIS ANOS, também consegui finalmente encontrar o Better, amizade que nasceu com Taylor Swift, Better in Time e uma panela de pressão, também no finado orkut. E rever a Mirella, com quem dividi apartamento no Rio pra ver o pocket show da Taylor. <3

A foto demorou SEIS anos, mas saiu.

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Aprendizados de primeiro ano de Bienal

Uma coisa que percebi depois que poderia ter feito de diferente é ir em um dia de semana para conhecer novos autores.
POR QUÊ, você me pergunta?
A Bienal é oportunidade de ouro pra quem tá publicando seu primeiro livro e pra quem gosta de conhecer coisas novas. Há vários estandes, em especial mas não somente os menores ou só de editoras menores, onde os autores “da casa” ficam boa parte do tempo. E eu digo, como observadora, amiga de algumas dessas escritoras e visitante de alguns desses estandes, que pouca gente dá a devida atenção se o autor não for gringo ou tiver aparecido na TV ou algo do tipo. Não, isso não é zoeira. Tem gente que realmente fala isso.
São livros de comédia, distopia, romance, terror, fantasia e até de cunho acadêmico, de escritores do país inteiro e de várias idades, pelos quais muitas vezes acabamos passando direto, sem dar atenção. Quando poderíamos estar ali descobrindo nosso próximo favorito. Como é frustrante para o escritor quando ele está na frente do estande querendo divulgar seu livro, você passa, pede o marcador de página e nem se importa em saber do que se trata. É só mais um pedaço de papel. Ou quando você pega o panfleto da sessão de autógrafos e, dois metros depois, joga no lixo. Como se aquilo não significasse o mundo pra pessoa que estava distribuindo.
Por isso e pelo meu interesse em conhecer coisas novas, desde o começo, me coloquei no lugar deles. Visitei alguns estandes e ouvi. Conheci um terror que se passa em São Paulo, um romance que se passa no antigo Egito, uma história bonita de cartas e montanhas-russas… mas poderia ter conhecido mais. Poderia ter comprado algum deles. Mas eu tinha a minha listinha. Então vai ficar pra próxima oportunidade, para a qual já estou trabalhando em uma nova listinha.

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Alguns dos marcadores bonitos dos autores simpáticos que eu conheci lá. E alguns outros de novos autores. Belleville e A Ilha dos Dissidentes, por exemplo, já foram pra minha lista e pretendo rever os autores na próxima oportunidade (:

Ah, a listinha. A “lista de compras” que as amigas mais experientes em Bienal me disseram ser obrigatória pra não se perder no mar de livros, pode não ser a melhor ideia pra todo mundo. Pra quem conhece tudo, mainstream e independente, que pode encontrar por lá, pode ser a melhor ideia. Pra nós, em geral, não. Ficamos meio presos a ela, às vezes pagando absurdos em um livro mainstream, e perdendo oportunidades quase restritas à Bienal. No último dia, fiquei na sessão de autógrafos de duas amigas e não foi só uma menina que parou, ouviu as histórias, sorriu empolgada e interessada e… depois saiu de mãos vazias. Porque tinha uma lista de coisas a procurar. Até comecei a me intrometer, dizendo que, se achassem os livros da lista muito caros, deixassem pra comprá-los na internet e voltassem no estande. Acho que, em todo o período que eu passei lá, só uma delas voltou.

Como ficou minha linda pilha de compras no fim das contas.
Como ficou minha linda pilha de compras no fim das contas.

Na próxima Bienal, pretendo conhecer mais e ir com menos compras programadas. Afinal, um best-seller internacional você pode comprar na internet a qualquer momento e não vai fazer a menor diferença. O evento traz outras oportunidades mais importantes que essa, pra você e pros autores que você deveria conhecer.

E você, o que aprendeu quando foi à sua primeira Bienal? (:

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4 comentários em “#random: minha primeira Bienal

  1. Esse post <3 SEUS COMENTÁRIOS NAS FOTOS SÃO ÓTIMAS HAUHAUHAUHAUHAA A CAMISA DO GAROTO DE 8 ANOS!!!!!!!! Dá muita raiva de fazerem camisa só assim, ou os chinelinhos legais. POR QUE EU NÃO POSSO TER UM CHINELO DO HOMEM-ARANHA????????

    Não fui nessa Bienal, mas gostei de fazer esse ~passeio~ por lá através dos seus olhos.

    A Thalita <3 Ela tem a maior energia e uma alegria super contagiante que eu não consigo não adorar ela toda vez que eu vejo. E ESSES MARCADORES. Isso explica muita coisa, outro dia tava pegando um saco aqui guardado com 3928982 marcadores e não tava entendendo onde é que eu arranjei taanto marcador, mas acho que fui tudo de pegar em bienal assim.

    É tanta coisa pra comentar que não sei nem direito o que dizer e provavelmente esqueci várias coisas. Esse negócio de organização.. eu tenho quase alergia a confusão. Eu até entendendo ficar em fila por artista e tal, mas às vezes as pessoas exageram. Eu não fico não, nem quando eu ficava me esforçava loucamente porque tem limite (e olha que "eu" já fiquei uma semana em fila e passei noite). Tipo, uma coisa certa: fila grande não funciona. Se passou de 100 pessoas eu nem me dou o trabalho porque sempre vira muvuca. E na Bienal também… na daqui do Rio eu até levei comida porque não tenho paciência pra ficar 50 anos na fila pra gastar todo meu dinheiro de livro num pastel de ar. E as filas? Seu eu vejo muvuca em estande não entro, porque vira jogos vorazes. HAUHAUHAUH Mas eu acabo conseguindo pegar/passar em tudo que eu quero. (felizmente, posso ir durante a semana… mas aqui no Rio tem dia que ficava LOTADO mas depois esvazia) Comprar livro lá eu também raramente compro, porque é mais caro mesmo. Só raras promoções ou tipo A Ilha dos Dissidentes, que eu comprei e ganhei autógrafo!!!

    Poderia fazer quase um post aqui (outra vez…), mas pra resumir: o que eu mais gosto na bienal é o ambiente. É quase uma comic con brasileira, focada em livros, um lugar onde todo mundo quer saber de livros, você encontra pessoas legais que não veria. É praticamente uma livraria gigante e animada. Eu gosto nem que seja pra ficar andando pra lá e pra cá sem fazer nada.

    O que eu mais gostei no seu post? O seu comentário sobre literatura nacional. Com livro, eu não consigo ler a não ser que role uma ~sintonia~. Eu bato olho e sei que eu quero. Acho que os únicos BR assim recentes que isso rolou foi o Ilha dos Dissidentes e Nada Dramática, mas queria conhecer mais. É um problema que eu não sei resolver ainda. To aqui pensando e… nada. HAUHAUHA Mas gostei de como você falou e é com certeza algo que vai ficar na minha cabeça.

    Agora: já to ansiosa pra Bienal do Rio ano que vem <3

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    1. MANO, ACHO QUE VOCÊ É A PESSOA MAIS CORAJOSA QUE EU CONHEÇO. Fico assustada toda vez que vejo o tamanho que ficou esse post. E você leu tudo. E ainda comentou. Acho que só um “obrigada” não dá não HAHAHAHAHAH <3
      Mas sério, feliz que gostou e que tinha muito a acrescentar e que eu consegui passar o que queria passar. No caso, a exata sensação de estar lá. E de primeira Bienal da vida, que o João também cobriu superbem e tal. Só que levei bem mais caracteres.
      A camisa dos meninos de 8 anos é a MAIOR vantagem de ser pequenininha. Meu namorado chorou nessa camiseta na vitrine da loja, mas só tinha pra criança. Aí eu soltei "ah, então é minha, já que eu sou um menino de 8 anos". Até tamanho 8 é.
      "É quase uma comic con brasileira, focada em livros, um lugar onde todo mundo quer saber de livros, você encontra pessoas legais que não veria. É praticamente uma livraria gigante e animada. Eu gosto nem que seja pra ficar andando pra lá e pra cá sem fazer nada." – ótima definição. Me senti assim também, especialmente na sexta, que não tava lotado e não me senti sufocada. Tanto é que na sexta a gente chegou cedo e saiu lá pelas 8-9 da noite, só porque tava bom.
      Tenho também problema com isso, ir atrás dos nacionais que nunca ouvi falar. Poucos me ganham só batendo o olho e simpatizando (como fiquei com vontade de ler Belleville e Anômalos). Mas depois de sentir a perspectiva do autor eu comecei a me tocar de pelo menos prestar atenção e ir atrás depois. Fazia isso no Orkut, por que não com um livro já publicado? Não faz sentido hahahahah
      Bienal do Rio: se o dinheiro e as aulas deixarem, estarei lá. <3

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