Desafio das Releituras: Agosto


Agosto, mês de fazer um monte de compras novas (oi, Bienal), mês (que deveria ser) de semestre novo e mês logo antes de começar a reler The Hunger Games, pedia uma releitura leve. Então lá fui eu escolher mais Meg.

2014-09-04 01.01.43

Título: Avalon High
Autora: Meg Cabot
Skoob
Sinopse: AVALON HIGH pode não ser exatamente o lugar onde Ellie gostaria de estudar, mas até que não é tão ruim assim. Uma escola americana normal, freqüentada pelos mesmos tipos de sempre: Lance, o esportista; Jennifer, a animadora de torcida; e Will, o presidente da turma, jogador talentoso, bom moço… e muito charmoso!
Mas nem todos em AVALON HIGH são o que parecem ser… nem mesmo Ellie, como ela logo vai descobrir. Depois de um esbarrão durante uma corrida no parque, os destinos de Ellie e Will parecem estar irremediavelmente entrelaçados.
Ela começa a notar uma série de estranhas coincidências entre o seu cotidiano e a lenda do Rei Arthur – nomes similares, triângulos amorosos, sociedades secretas – mas qual seria seu verdadeiro papel nessa história? Como em Camelot, estariam seus novos amigos fadados a um trágico destino? E pior, o que ela pode fazer para impedir que uma profecia milenar se cumpra mais uma vez?
(no Brasil pela Record)

Vou pedindo desculpas pelo atraso no post (não que alguém ligue), mas, em minha defesa, a releitura foi antes do fim do mês. Só demoro pra escrever mesmo.

Comecei a ler Avalon High em alguma comunidade do Orkut na época em que o livro foi lançado no Brasil. Alguém estava digitalizando e a minha cidade só tinha uma livraria local que fazia questão de demorar a trazer os lançamentos, então achei que não colocaria minhas mãos nele tão cedo. Acontece que, naquele domingo, pouco depois de eu ter começado a ler, meus pais me levaram pra almoçar no shopping que tinha a tal livraria. E, milagrosamente, tinha chegado o livro. Levei sem pensar duas vezes e já continuei a leitura.

Avalon High é o tipo de leitura leve de três horas que todo fã da Meg Cabot ama. Mesmo sendo um livro de 400 páginas cheio de ação e tensão e suspense e risco de morte e lendas antigas ressuscitadas, é leve e dá pra ler em três horas.
Tendo lido Rei Artur (ou ao menos uma versão mais curta e simplificada) no colégio alguns anos antes, ao menos eu já era familiar com a história original. Não com Mordred e a Senhora do Lago, mas com o geral. E obviamente adivinhei o significado do A no nome do Will na hora.
Daí em diante, saiu uma série de mangás como sequência do livro – e a Record foi suficientemente negligente pra traduzir apenas o primeiro – e um filme bem ruim baseado na história. Desculpa, uma menina nunca pode ser o Rei Artur, nem que ela seja Britt Robertson, e essa reviravolta foi horrível e sem sentido. Tinha tudo pra ser um filme incrível, e prestou em algumas partes, mas… não.
Reli esse livro aproximadamente umas quatro vezes e amei cada uma delas. Mas agora faz alguns anos da última. Mais especificamente, quase quatro anos, já que isso foi em algum momento entre novembro e dezembro de 2010, ano em que consegui minha meta de 50 livros pela primeira vez. E em quatro anos muitas coisas mudam. Mas nem todas.

Novamente, a leitura levou aproximadamente três horas. Fui ao shopping com meu namorado e uns amigos, eles foram ver um filme e eu fui almoçar e passear na Cultura. Na última meia hora, comecei a ler. Na terceira página, já estava gargalhando. Parei quando eles saíram e voltei quando sentamos na praça de alimentação pra eles jogarem Battle Scenes e acabei perto da hora de ir embora, entre duas e três horas depois.
É muito rápido. Avalon High é muito rápido.
E outra coisa que não mudou foi que eu continuei amando cada pedacinho desse livro. Todos os personagens são legais e bem desenvolvidos, a Meg foge de estereótipos ou brinca com eles, e é uma modernização muito legal da história justamente porque brinca com o absurdo de a história acontecer de novo. A Ellie é uma narradora muito legal porque é inteligente, irônica e cética. Ou, como ela diz, prática.
Aliás, se o romance de um livro não me dá diabetes visual e, quando está prestes a chegar a esse ponto, a autora brinca com isso, eu devo amar o livro e o romance também. É o que acontece com Ellie e Will, que agem tão naturalmente um com o outro que não tem como não gostar. Um ponto aleatório que me lembrei agora: eles são muito altos. POR QUE NO FILME A ALLIE É PEQUENININHA? Descaracterização desnecessária.
Mas talvez a parte mais legal de todas seja o relacionamento dela com os pais. Assim como Ellie é com Will, na família eles agem com naturalidade uns com os outros, fazem piadas no jantar e se ajudam e se zoam o tempo inteiro. Isso me lembra muito a minha própria família tirando a hora do almoço pra ~viajar na maionese~ na mesa, zoando o outro por coisas de 15 anos atrás como se tivessem acontecido há dois dias, sentando junta pra fazer palavras cruzadas ou ocupando a mesa da sala com um quebra-cabeça de 3 mil peças. Considerando que agora estou longe deles na maior parte do tempo, dá muita saudade. O jeito que esse relacionamento da família é retratado é elogiado pelo Will, por exemplo, e depois a Ellie estranha o fato de isso ser estranho, é algo que eu entendo.

Pra encerrar: continua aprovado e continua favorito. Eu posso ter me decepcionado levemente na releitura de Todo Garoto Tem e fortemente na leitura de O Diário da Princesa, mas Avalon High é como A Mediadora e ainda é (muito) bom mesmo quando você passa dos 16 anos. Meg rainha. <3

Anúncios

Obrigada por ler! Não quer deixar um comentário, não? :)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s