Desafio das Releituras: Julho


Para Julho, peguei um livro totalmente diferente. Só consegui ler aos 32′ da prorrogação e o post só vai sair no fim dos pênaltis, mas valeu a pena. E muito.

Título: Doze Horas de Terror
Autor: Marcos Rey
Skoob
Sinopse: Júlio chega na casa do irmão Miguel, encontra o apartamento todo revirado e o telefone toca. Uma voz feminina e desconhecida o alerta para que saia imediatamente. É Ruth, a namorada de Miguel. Ele não conhece ninguém na cidade a não ser o irmão. Ir para onde? A partir daí Júlio e a cunhada vivem doze longas horas de terror pois eles passam a ser perseguidos por perigoso traficantes de drogas por causa de Miguel que se envolveu com o tráfico de drogas. A cada minuto, qualquer cochilo pode ser fatal.
(edição nova da Global, original da Ática)

Antes de mais nada, um fato: Doze Horas de Terror é o único livro da Série Vaga-Lume que eu li. Você, da minha idade, que teve sua infância marcada por essa série, provavelmente está achando estranho. Não ligo. Naquela época, eu tinha a Coleção Olho no Lance, com a Turma dos Tigres e histórias de detetives.
Este foi o único livro da série que eu peguei no colégio e li. E também foi um livro que eu não acabei na primeira tentativa. Porque tive muito medo. Juro. Depois de um tempo que fui pegar e ler o que faltava, mas só porque era muito bom. Situação parecida com a minha história com o melhor jogo da face da Terra, só que com um livro bem pequenininho e no alto dos meus dez anos de idade.
Um dos motivos de Doze Horas de Terror ter me marcado muito é que também me deu amigos. Como assim? Deixa eu explicar. Naquela época, estudava à tarde. Havia apenas uma turma de cada série à tarde, mas três de manhã. Quando eu tinha que assistir a alguma aula de manhã, ficava totalmente perdida e deslocada. Em um desses dias, na quarta série, fui com minha melhor amiga, com quem tinha deixado o livro quando acabei de ler. Sentamos juntas em um canto, o livro em cima da mesa, falando sobre ele, e aí alguns colegas da turma da manhã viram, se apresentaram e se juntaram à conversa, dizendo que tinham amado o livro. No próximo ano, seríamos da mesma sala, porque eu e ela teríamos que mudar de turno. Um desses colegas estudou com a gente até o fim do Ensino Médio. E foi amigo por causa desse livro.

DEIXANDO A VIAGEM DE LADO… depois de doze anos e nenhuma releitura (eu não tinha o livro, essa coisa era incrivelmente difícil de achar), não lembrava nadinha da história. Pensei “ah, tudo bem, vou deixar o livro me surpreender de novo”. Pensei que fosse ficar morrendo de medo e largar outra vez. E olha o que aconteceu:
– Assim que os personagens principais foram introduzidos, lembrei deles. Ruth e Júlio continuam incríveis, loucos e corajosos. Mas quem eu já reconheci de longe foi a ruiva. Gente, que mulher detestável.
– Eu tinha essa vaga lembrança de que a Ruth era morena e de cabelos cacheados, provavelmente induzida pela capa antiga, só não me lembrava do nome dela. Acontece que a capa antiga mentiu pra minha memória e a moça é loira. Oh well. Nada que influencie muito.
– Uma coisa que fez diferença foi que naquela época nunca tinha ido a São Paulo, onde Marcos Rey ambientou a história. Hoje, é onde eu moro. Quando li sobre o metrô, achei coisa de outro mundo. Hoje, é como vou à aula. Os nomes dos lugares, desta vez, me eram familiares, e isso é muito legal. Quase ninguém conta histórias em Aracaju, afinal.
– Talvez o mais importante é que agora eu pude aproveitar o livro como um bom suspense. Tensa, mas sem ficar aterrorizada e largar. Na verdade, li quase todo em uma sentada só e o motivo do atraso foi só estar em Aracaju o mês inteiro e o livro ter sido entregue aqui em SP.
– É uma história cheia de ação, correria e tensão e você nunca sabe em quem pode confiar. Mas eu tive sim um mau pressentimento quando o personagem traidor apareceu. Talvez tenha sido mais uma coisa de que lembrei na hora.
– E a estrutura do livro é muito boa, te fazendo realmente pensar nas doze horas de terror se passando.

Olha, até que estou orgulhosa das minhas escolhas de releitura e dos meus “eus” do passado, porque continuo amando tudo. Doze Horas de Terror é um suspense infantojuvenil cheio de tensão e que não parece diminuir a inteligência do leitor um pouco mais velho. É razoavelmente curto, com menos de 200 páginas, e essa nova edição tá muito bonita e cheia de ilustrações novas. Não estou mentindo pra sua pessoa: vale a pena. 12/12.

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Um comentário em “Desafio das Releituras: Julho

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