Desafio das Releituras: Junho


Opa, opa, opa, CABÔ HARRY POTTER! Ok, não acabou ACABOU, mas sério, né, eu não ia passar o ano inteiro fazendo review daquela série. Às vezes, é preciso mudar. Então mudei radicalmente: suspense policial, contemporâneo, sem mágica, protagonizado por e voltado para adultos. A obra-prima do Sidney Sheldon, A Ira dos Anjos.

Título: A Ira dos Anjos
Autor: Sidney Sheldon
Skoob
Sinopse: Jennifer Parker realiza seu sonho ao ingressar na equipe do Promotor Distrital de Manhattan, em Nova York. Sua carreira, no entanto, dura exatamente quatro horas – tempo que leva para cair em uma cilada, durante o primeiro julgamento do qual participa. Acusada de suborno, vê seus projetos irem por água abaixo: além do risco de ter a carteira de advogada cassada. Jennifer pode passar o resto de seus dias na cadeia. Assim começa a história de uma jovem bonita e inteligente e dos homens que influenciam sua vida, entre eles o íntegro Adam Warner, destinado a ser um líder de seu país, e Michael Moretti, um anjo das trevas que procura espalhar suas asas de terror sobre tudo e todos.
(no Brasil pela Record)

Dessa vez, resolvi voltar à estrutura antiga e trazer de volta minhas lindas imagens de Supernatural. Até porque a primeira vez que li esse livro foi em 2008, no ápice da série. Nada mais justo.


Não há muito a ser dito aqui, porque não lembrava de muita coisa da história até reler. Mas tudo começou quando minha mãe, que ainda tem umas edições antigas do Sidney Sheldon em casa, encontrou Se Houver Amanhã em uma promoção e resolveu comprar para o meu pai. Os dois gostavam do autor, mas esse livro era um dos maiores sucessos e um dos preferidos deles e um dos que eles não tinham. Poderia aproveitar pra reler. Esperta, minha linda mãe. Depois que os dois leram, eu já tinha esgotado meus livros e os das minhas amigas, e ela perguntou se eu não queria ler também. Li. O que se seguiu lá em casa foi um surto de Sidney Sheldon, patrocinado pela maravilhosa promoção de R$9,90 das Lojas Americanas, que nos ajudou a encontrar pelo menos mais três livros. O que me chamou mais atenção por ser o maior deles foi também o que mais gostei. E foi este aqui. Lembrava vagamente que envolvia muito Direito e que, como sempre, a protagonista era enganada e sofria muito.


O livro acabou em duas “sentadas”, digamos. Sentei na cama uma vez, li metade. Na segunda, a outra metade. E isso tem vários motivos, porque são várias coisas que me fazem virar páginas loucamente e todas elas estão presentes aqui em algum nível, às vezes até meio distorcido: suspense, romance, esperança e qualidade. Vou explicar. Só não posso explicar a qualidade porque: só lendo.
A Jennifer é uma protagonista com quem, em alguns aspectos, muitos leitores se identificam. Ela cresceu apaixonada pela profissão do pai, cresceu naquele ambiente, e procurou sua formação naquilo depois. Foi pra cidade grande tentar a vida, indicada como melhor aluna pela sua faculdade, toda esperançosa, honesta e deslumbrada, na equipe do maior promotor de Nova York. E ela chega bem no dia do julgamento mais importante da carreira do cara, é usada sem saber em um plano pra cancelar o julgamento e POOF! Carreira de advogada terminada em poucas horas. Porque ela não era suficientemente desconfiada. Porque é uma mulher. Porque era inexperiente. Mas, olha só, ela dá a volta por cima em um micro-escritório próprio, atendendo em maioria pessoas marginalizadas pela sociedade e indicações do amigo padre. E é assim, cheio de “volta por cima”, o livro inteiro. Ela sofre muito, como toda protagonista do Sheldon. Então, esperança.
Aí tem o outro aspecto da nossa querida protagonista que é uma mania meio inconveniente de ter caso com homem casado, ou casado e ainda bad news. Claro que no começo você ainda é levado pela expectativa – SERÁ QUE ELE VAI LARGAR A MULHER? OMG -, mas depois de um tempo já fica querendo botar juízo na cabeça da Jennifer. Porque isso é pedir pra sofrer. Mas ela vai lá e faz. Mas você continua na expectativa de ela criar juízo e arranjar alguém decente. Então, aí o romance meio distorcido.
E para o suspense: ficou bem claro aqui que estamos na maior cidade do mundo, no clima de tensão da área do Direito. Vemos criminosos incrivelmente perigosos, máfia, brigas entre presos, muito backstabbing e, claro, pessoas que devem ter umas cinco caras, não só duas. Acontece muita coisa e, como falei, a protagonista sofre muito. Você já lê um livro do Sheldon sabendo disso. Então basicamente toda página é cheia de suspense. Você nunca sabe quando o atual cliente dela vai lhe fazer uma ameaça de morte, ou pior. Você nunca sabe pra que os mafiosos vão usar aquela informação que acabou de mostrar que eles conseguiram numa espionagem. Além de tudo, o gênero oficial do livro ainda é suspense né. Enfim.
A Ira dos Anjos foi publicado em 1980 e sua história começa na década de 1960, mas continua suficientemente atual para alguém fora da área retratada, como eu, conseguir visualizar perfeitamente. Uma releitura que mais que valeu a pena, fiquei feliz de ter incluído no Desafio.

Vamos encerrar com uma aula de humildade do tio Sheldon nos agradecimentos do livro.
2014-06-07 15.35.30

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Um comentário em “Desafio das Releituras: Junho

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