Meninas Malvadas (2004)


Honrando o décimo aniversário do maior clássico teen da minha geração, que é hoje, resolvi falar um pouco sobre ele. Mas o que dizer de um filme que você viu tantas vezes a ponto de perder a conta, decorou praticamente o script inteiro e não consegue enjoar? Vi mais uma vez hoje, obviamente, usando a única peça de roupa rosa que tinha no armário – que, sim, só acho bonita porque tem brilhos e uma caveira, e porque fica bem em mim -, porque a vida fez esse dia cair justamente em uma quarta. Lá vai: Meninas Malvadas.

Título Original: Mean Girls
Diretor: Mark Waters
Ano: 2004
No Filmow.

Sinopse: Cady Heron é uma garota que cresceu na África e sempre estudou em casa, nunca tendo ido a uma escola. Após retornar aos Estados Unidos com seus pais, ela se prepara para iniciar sua vida de estudante, se matriculando em uma escola pública. Logo Cady percebe como a língua venenosa de suas novas colegas pode prejudicar sua vida e, para piorar ainda mais sua situação, Cady se apaixona pelo garoto errado.

Ah, se arrependimento matasse… o que seria das minhas amigas da sexta série? Acho que devo agradecer que isso não acontece, ou perderia todas elas. Afinal, eu, nos meus doze anos, vi a sinopse ou o trailer ou algo assim do filme e estava doida para ver no cinema. E ninguém queria ir comigo. E eu não podia simplesmente, como hoje, andar ou pegar o carro e ir sozinha. Não era independente em nenhum quesito, obviamente, e perdi algumas coisas por isso, principalmente filmes. [Aliás, devo acrescentar que aconteceu a mesma coisa com Quero Ficar Com Polly um tempo antes.]
Então tive que esperar o lançamento em DVD e alugar, porque era assim que as coisas funcionavam. Depois que vi, não hesitei em comprar. Foi algo meio inexplicável, quanto gostei daquele filme, quanto a história me ganhou, quanto aqueles personagens pareciam reais, sem a dualidade “herói inteiramente bom x vilão inteiramente mau”. O filme não tem heróis nem vilões, só pessoas. Pessoas que tomam decisões boas e ruins, pessoas que mentem tanto que acabam acreditando nas suas próprias mentiras, pessoas que não entendem alguns princípios da amizade, pessoas que só querem agradar a todos, pessoas que tiram conclusões precipitadas a partir de estereótipos, pessoas motivadas por vingança e também pessoas que fazem você se sentir melhor. Mais ou menos como as que a gente conhece. [FOUR FOR YOU, GLEN COCO! YOU GO, GLEN COCO!]

Aprendi várias falas só relacionando o que ouvia com as legendas em português, mesmo que naquela época mal soubesse falar inglês ainda – tinha só três anos de cursinho e mais o basicão da escola -, e me identifiquei de cara com a Cady por ela gostar tanto assim de Matemática – inclusive sei como é receber os olhares que ela recebe ao fazer uma conta normal como aquela de cabeça -, mesmo não entendendo quase nada da Matemática usada no filme. Pra não dizer que não entendia nada, eu sabia fazer a regra de três das calorias e também sabia que o produto de dois números negativos era sempre um número positivo. Não às vezes. [GOD, AARON, YOU’RE SO STUPID!] Três anos mais tarde, eu entendi as Sequências, os Fatoriais e as Somatórias. Quatro, os Limites. E comecei a me perguntar como infernos o Aaron tem a audácia de confundir Fatoriais e Somatórias. [I’m actually really good at Math. You’re pretty bad at Math.] Desculpa. A pessoa sai das Exatas mas as Exatas não saem da pessoa.

E outra coisa que acontece quando você não tem bagagem cultural suficiente ao ver um filme é não entender o suficiente para aproveitar por inteiro algumas cenas. Até ver outras cenas em outros filmes falando de “planejamento familiar”, eu não fazia ideia do que isso era. Só sabia que era sério a ponto de quase matar do coração a coitada da mãe da Taylor Wedell. Não sabia por que era tão ofensiva a cena em que a Regina vai provar o vestido e a mulher sugere a Sears. E a lista tem muito espaço pra crescer, mas já deu pra passar a ideia. O negócio é que eu vejo esse filme todo ano mais de uma vez e cada uma delas é diferente e me diz algo a mais. Nas primeiras vezes, não tinha reparado, na parte da ligação quádrupla, que a Regina praticamente acaba com a comida inteira da casa durante a ligação. E ainda tem a coragem de dizer que só o que andava comendo eram as Kälteen Bars. Ou seja, faz igual a qualquer outra pessoa que entra em uma dieta “milagrosa” e acha que com ela ganha passe livre pra passar o dia inteiro comendo. [Is butter a carb?]

Considerações sobre o elenco: Lindsay Lohan nunca esteve (e, pelo jeito, nunca estará) melhor; “NÃO ACREDITO QUE A TINA GREER É A JANIS!”; tive uma leve queda pelo Jonathan Bennett até Logan e Jensen entrarem na minha vida, dois anos depois; não fazia ideia de quantas pessoas do SNL estavam envolvidas nessa obra-prima, até porque não gosto muito do SNL; e foi esse filme que me fez acompanhar Amanda Seyfried e Rachel McAdams, hoje duas das minhas atrizes preferidas.

wpid-wp-1398911622576.jpeg wpid-wp-1398911586513.jpeg

Como falei lá em cima, este é o maior clássico teen da minha geração. É que cada década tem os seus. Tivemos Heathers, de 1989, As Patricinhas de Beverly Hills (ou simplesmente Clueless), de 1995, Meninas Malvadas, de 2004, e mais recentemente Easy A, de 2010, com a linda incrível maravilhosa incomparável hilária sensacional Emma Stone. Não vi Heathers, mas, pelo resto da lista e pelos comentários de amigos, são todos filmes que passam uma impressão parecida, de clássicos instantâneos. E são clássicos por um motivo. Porque vão marcar o gênero o suficiente pra você falar assim pra irmãzinha dez anos mais nova: “na minha época, tinha o filme X, o Y, o Z… e esse aqui, que você vai gostar”. E ela gosta.
Tamanho é o status de clássico instantâneo que, em menos de dez anos, Mean Girls era aquela coisa que já estava enraizada nas referências diárias das conversas entre amigos. Mandar um gif de “so fetch!”, “four for you, Glen Coco!” ou “YOU CAN’T SIT WITH US!” como resposta, quem nunca? E os crossovers no Tumblr são inúmeros. Um dos meus preferidos é este aqui, com Harry Potter. E tem este aqui, com Taylor, Miley e Demi.

Encerrando esse post bem loucão, vou deixar gifs de alguns dos melhores momentos. Alguns são de reblogs antigos, então não terão créditos. E, como são muitos, vou deixar pra me despedir aqui logo. Ciao!

Anúncios

Obrigada por ler! Não quer deixar um comentário, não? :)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s