Desafio das Releituras: Abril


Na época, eu tinha dois livros preferidos da série Harry Potter: o terceiro e o quarto. Não sei explicar muito bem o porquê, só lembro bem que em uma viagem pra Imbassaí em um final de semana perdido de 2004 levei os dois por puro vício. E foi justamente uma viagem meu “momento” escolhido pra começar a releitura do mês, que vai me tirar a dúvida se essa preferência permanece. Eis a releitura de Abril, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban.

2014-04-11 16.36.09

Título: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Autora: JK Rowling
Skoob
Sinopse: As aulas estão de volta a Hogwarts e Harry Potter não vê a hora de embarcar no Expresso a vapor que o levará de volta à escola de bruxaria. Mais uma vez suas férias na rua dos Alfeneiros, 4, foi triste e solitária. Tio Válter Dursley estava especialmente irritado com ele, porque seu amigo Rony Weasley tinha lhe telefonado. E ele não aceitava qualquer ligação de Harry com o mundo dos mágicos dentro de sua casa. A situação piorou ainda mais com a chegada de tia Guida, irmã de Válter. Harry já estava acostumado a ser humilhado pelos Dursley, mas quando tia Guida passou a ofender os pais de Harry, mortos pelo bruxo Voldemort, ele não agüentou e transformou-a num imenso balão. Irritado, fugiu da casa dos tios, indo se abrigar no Beco Diagonal. Lá ele reencontra Rony e Hermione, seus melhores amigos em Hogwarts e, para sua surpresa, é procurado pelo próprio Ministro da Magia. Sem que Harry saiba, o ministro está preocupado com o garoto, pois fugiu da prisão de Azkaban o perigoso bruxo Sirius Black, que teria assassinado treze pessoas com um único feitiço e traído os pais de Harry, entregando-os a Voldemort. Sob forte escolta, o garoto é levado para Hogwarts. Na escola as dificuldades são as de sempre: Severo Snape, o professor de Poções, o trata cada vez pior, enquanto ele tem de se esforçar nos treinos de quadribol, e levar Grifinória à vitória do campeonato. Para piorar a situação, os terríveis guardas de Azkaban, conhecidos por dementadores, estão de guarda nos portões da escola, caso Sirius Black tente algo contra Harry. Por fim, Harry tem de enfrentar seu inimigo para salvar Rony e obrigado a escolher entre matar ou não aquele que traiu seus pais. Com muita ação, humor e magia, Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban traz de volta o gigante atrapalhado Rúbeo Hagrid, o sábio diretor Alvo Dumbledore, a exigente professora de transformação Minerva MacGonagall e o novo mestre Lupin, que guarda grandes surpresas para Harry.
(no Brasil pela Rocco)

Esse aqui tá mais em dia! Consegui acabar de reler e acabar o post no MESMO MÊS com uma boa folga! Vamos aos comparativos.

Tido por muitos como o pior ou mais sem graça da série, o Prisioneiro sempre foi um dos meus preferidos. Mas eu demorei pra pôr as mãos nele: li os outros dois em 2001-2002 e esse só no final de 2003, quando o Ordem tinha acabado de ser lançado.
Foi tudo em mais uma viagem: Fortaleza, no fim de 2003, com meus pais, irmã, tios-dindos e primos. Meu primo era viciado na série e estava só esperando a oportunidade de ter o quinto livro, enquanto eu não tinha conseguido o terceiro ainda. O que aconteceu? Fizemos amigo secreto no Natal e meu pai, que tinha me tirado, me enganou dizendo que tinha tirado o meu primo. Me levou até a livraria com um “Jé, e essa série Réuri Póter, é boa? O teu primo parece gostar, ele leu até qual? Quero comprar o próximo pra ele. E tu leu até qual?” [“Muito, pai! Sim, ele tem todos menos esse novo grandão, compra que ele vai amar! Eu só li os dois primeiros porque não tenho o três…”]. Depois disso, ele falou que ia pegar e pagar e não foi difícil me distrair lá dentro pra que ele pegasse, na verdade, o Prisioneiro e embalasse pra presente antes que eu pudesse suspeitar. E na revelação? Bom… pra todo “Eu tirei a Jéssica!” tem um “Não tirou não! Tirou ele!” e pra todo “Não tirei não, te enganei!” tem risadas da família inteira. E, sim, tenho certeza, apesar da falta de memória sobre isso, que devorei o livro antes da virada de ano.
Agora, por que ele sempre esteve no topo pra mim? Não sei, comecei a pensar sobre isso só agora, relendo. Quer dizer, é o único em que o Voldemort não aparece diretamente, o que instantaneamente torna esse livro diferente dos outros seis. Mas é um diferente bom, sem menosprezar o resto da série. Afinal, conhecemos muito sobre os pais do Harry aqui, sobre seu passado na escola e suas amizades. E muita coisa é introduzida ou detalhada aqui também: Sirius, Azkaban, a morte de Lilian e Tiago, o desaparecimento de Voldemort, a profecia, o feitiço Fidelius, aquele raça ruim do Rabicho…
As coisas se resolvem, como no Câmara, graças à Hermione, e eu acho isso muito legal [e sempre quis um vira-tempo]. É um livro em que ela tem muito destaque, é muito incompreendida e muito forte. Olhando pra trás, esses podem ser motivos bem relevantes: os Marotos e a Hermione estão entre os meus personagens preferidos. Desde que aparecem. Não como o Snape, que só foi começar a ganhar minha simpatia no Enigma, quando notamos de verdade que ele não é só mais um chato, mas um personagem muito mais complexo e interessante do que se deu a entender antes.
O filme também é um tanto desprezado e eu adoro. E agora posso usar o Oscar do Cuarón pra encher o saco de quem não gosta.

Acabando de reler, mantenho minhas palavras. Nossa, como eu adoro esse livro.
Todos os motivos que eu citei antes e não sei se tinha percebido na época são motivos pra manter minhas palavras. A Hermione aqui tá tão incrível que o Rony até estranha (não que ela não seja incrível o tempo inteiro). Os Marotos têm uma das dinâmicas mais legais da série inteira, tratando de amizade, admiração, companheirismo, segredos, desconfiança, traição, morte, reencontro e queda de máscaras. Em um mesmo livro. Quem lembra a surpresa ao descobrir que era o Rabicho o traidor? Quem mais sempre relia desejando que ele não pegasse a varinha pra virar rato e correr pro mestre dele?
E preciso ressaltar que eu adoro o Bichento. De verdade. Não só por causa da dona.
E a profecia? Quando o Dumbledore comenta sobre ela, isso me levou direto ao Ordem, óbvio. Me pergunto por que não fiquei tão curiosa na época com o “Isso eleva para duas as previsões reais que ela já fez”. Talvez, por ser uma frase curta no meio de várias outras importantes, tenha passado despercebida. O que é bom, ou eu passaria mais um tempo desesperada tentando resolver o mistério sozinha.
Mais uma vez: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é um livro maravilhoso. Como o resto da série, ele não envelhece nem fica infantil em momento algum, apesar de aqui girar em torno de crianças de 13 anos. E, sem a trama de um embate direto com Voldemort, houve tempo de desenvolver outras coisas que precisavam de explicação, apesar de outros mistérios permanecerem assim até o fim da série, como você bem sabe.

Sim, meu eu de 11 anos e o de 22 concordam. ❤

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Um comentário em “Desafio das Releituras: Abril

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