The Pretty Reckless – Going to Hell (2014)


Aqui na sala, jogada, ouvindo o álbum pela milésima vez, mas desta no DVD e com caixas de som, comecei a pensar em fazer este post. Nada que eu disser vai ser comparável a ouvir essa beleza, mas posso tentar…

Lembra do Light Me Up? [meu post terrível lembra]
Bom, o Going to Hell sabe ser bem mais pesado, só que aqui as músicas mais pesadas não são as “mais fracas”, como acontecia com Since You’re Gone. Aliás, eu não diria nem que existem fracas. A banda cresceu nos últimos 4 anos, perdeu tudo enquanto gravava o álbum, recomeçou, ficou mais próxima como banda e o resultado me agradou muito.

Muito.
Estilo, 10 de 10 ou mais.
Vamos lá.

Não se assuste com os primeiros segundos de Follow Me Down. Depois deles, vem um riff que daria até vontade de voltar ao começo se o que se segue não fosse tão bom quanto. A música já dá o tom do álbum, alternando entre peso, com direito a gritos da Momsen, e acústica. Depois temos o primeiro single, a faixa-título Going to Hell, que eu particularmente vejo como uma sequência que dialoga com Goin’ Down, de estilo parecido, mas mais agressiva. É só pegar “Hey there, Father, I don’t wanna bother you but I’ve got a sin to confess” e “Why did I have to go and kill him when he was the best I ever had?” e comparar com “Father, did you miss me? Been locked up a while… I got caught for what I did, but took it all in style, laid to rest all my confessions I gave way back”. Sim, certamente um diálogo. E não só com o padre.
O segundo single, Heaven Knows, foi o que aumentou ainda mais minhas expectativas para o álbum na época que saiu. É muito hard rock, tem coral, palminhas e tudo que uma música precisa pra ser incrível. E é. A seguinte, House on a Hill, também. Foram as que mais me impressionaram quando ouvi o álbum todo pela primeira vez (não, a anterior não deixa de me impressionar nunca). Esta aqui começa baladinha, ganha peso e tem alguns aspectos de filme de suspense que são muito lindos. Mas na real parece falar mesmo é sobre a gente: eu, você, a Taylor, o Ben, qualquer um. Ou não necessariamente a gente, mas qualquer um que já tenha se sentido meio perdido. [Edit depois que saiu o clipe: O clipe dá uma perspectiva que eu não tinha percebido. Compara a situação daqueles poderosos, que podem tirar vidas ao apertar um botão, com a de muitas crianças no mundo. Que uns podem fingir que se importam, depois chegar no conforto da sua casa, tomar um vinho e dormir com tranquilidade, enquanto os outros se viram como podem. Ou algo assim. Como diz o refrão: “But the children are doing fine, I think about them all the time”… until they drink the wine. And they will.] Já Sweet Things tem duas músicas diferentes dentro dela, dialogando de um jeito legal. A primeira é tão feita pros headbangers que a própria Momsen fica batendo cabeça o tempo inteiro nela nos shows. A segunda, lenta, tem a inversão de vocais com o Ben como maior destaque. Sweet Things é também, pelo que eu vi, a melhor ao vivo entre as novas.
Se o pequeno interlude Dear Sister não encaixasse tão bem onde está na tracklist, eu exigiria que fosse estendido. Porque é muito lindo. Mas depois dele vem a Absolution, então o que é que eu poderia falar de lindeza antes dela? É bem southern/country na maior parte do tempo e te dá vontade de cantar o tempo todo. E Blame Me foi a que mais me surpreendeu. Uma das mais lentas, comparável a Light Me Up, mas do seu próprio jeito, porque tudo aqui é diferente de como foi feito lá. E, se você tiver a curiosidade, a faixa-título é a minha preferida do álbum anterior.
Burn, acústica quase-interlude sobre aprender (ou não), vem depois, seguida de Why’d You Bring a Shotgun to the Party, que, sim, tem shotguns complementando o som. E eu acho uma bronca bem divertida que também deve trazer alegria aos headbangers.
Fucked Up World, agora lançada como terceiro single (inclusive, censurada, como Messed Up World, coisa comum lá fora e que é o que deve ter feito o Offspring chamar de Stuff is Messed Up uma música que diz “shit is fucked up”, porque sabemos o quanto eles gostam de criticar e zoar), continua no ritmo da anterior, apesar de serem bem diferentes. Aqui até temos a Taylor tocando pandeiro. E uma boa pergunta, seguida de uma das frases que definem um tema geral do álbum, ou até de toda a música da banda: “It’s a fucked up world, what do you get from it?”“Sex and love and guns, light a cigarette”. (Follow Me Down, Burn, Shotgun e My Medicine, sem contar Nothing Left to Lose, lembram algo?) Encerrando, temos a You daqui: Waiting for a Friend. Acústica como a própria e como Burn, aqui o elemento diferente é a gaita, o que dá um ar meio Hand in My Pocket, só que quase nada. O forte nela é a letra, como era de se esperar.

Mas o mais legal desse álbum é que ele não é um dos que perde o fôlego na segunda metade, como infelizmente acontece, por mais que eu goste dele, com o Nightmare, do Avenged, que tem quase todas as músicas mais memoráveis no começo e depois se arrasta.

Destaques:
2. Going to Hell
3. Heaven Knows
4. House on a Hill
5. Sweet Things
7. Absolution
8. Blame Me
11. Fucked Up World

Singles:

#1: Going to Hell

#2: Heaven Knows

#3: Fucked/Messed Up World

#4: House On A Hill

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Um comentário em “The Pretty Reckless – Going to Hell (2014)

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