Desafio das Releituras: Março


Como era de se esperar, emendei um livro no outro. Não só porque o Carnaval é uma ótima época pra isso e eu deveria ter levado mais livros na viagem. Mas porque a volta a esse mundo pedia a continuação. <3

2014-03-03 12.50.12
Título: Harry Potter e a Câmara Secreta
Autora: JK Rowling
Skoob
Sinopse: Aranhas gigantes, cobras que matam só com o olhar, varinhas mágicas com defeito… Muitas histórias contribuem para que o leitor se encante com Harry Potter e a câmara secreta, onde ele vai reencontrar todos os pequenos heróis e amigos do livro anterior. Mas isto não será para sempre. J. K. Rowling, a autora da saga de Harry Potter, já avisou que até o sétimo livro da série, que promete ser o último, alguns personagens do bem vão morrer.
A trama de Harry Potter e a câmara secreta começa com o pequeno feiticeiro passando as férias na casa de seus tios trouxas (não-bruxos) e sendo, como sempre, muito maltratado. Seu aniversário de 12 anos é o pior de todos: ninguém o cumprimenta, não ganha nenhum presente, nada. O garoto, órfão de pai e mãe, chega a cantar Parabéns pra você baixinho como se quisesse, ele próprio, provar que está vivo. Para piorar, os tios o prendem num quarto cercado de grades com direito a apenas uma refeição por dia — que ele divide com sua coruja, igualmente encarcerada numa gaiola.
De repente, aparece um carro voador com amigos feiticeiros que livram Harry Potter dessa amargura. Essa é apenas a primeira cena em que Joanne brinca com situações-limite. Todo o livro é permeado de quase-desgraças e é, por isso mesmo, quase impossível parar de ler. A empreitada, dessa vez, consiste em localizar uma câmara secreta e liquidar o monstro que está atacando estudantes do colégio Hogwarts, no qual os pequenos feiticeiros estudam magia e se divertem aprendendo, por exemplo, a transformar as plantas usando adubo de dragão.
Para Harry, garoto sem família e rejeitado pelos tios, Hogwarts é tudo. Portanto, quando colegas, e até professores, começam a desconfiar que ele tem alguma participação nas tragédias que estão acontecendo no colégio, a situação fica mais complicada. Até Hermione, amiga querida de Potter, é atacada pelo monstro e se transforma numa estátua. Só resta ao nosso herói tentar resolver o mistério por conta própria. Mais uma vez, ele enfrenta o terrível bruxo das trevas e… O final é surpreendente e muito divertido.
(no Brasil pela Rocco)

Mas então por que eu comecei este post no primeiro dia do mês e só continuei no mês seguinte? Não sei. Chame de procrastinação, de leitura obrigatória da faculdade, de jogo, de série, de preguiça ou de falta de ideias. O que interessa é que agora está aqui.

Continuando a lógica do post anterior, vamos voltar no tempo e imaginar que foi esse o primeiro livro da série que eu li, não o próprio primeiro. E, naquela época em que a sua mente de 9 anos não sabia as diferenças entre livros e suas adaptações cinematográficas, pensei “ah, já que vi esse primeiro filme, ele é suficiente, vou continuar no segundo livro”. Então foi este, não aquele, que me prendeu mais que nunca na história. Não devo dizer que foi minha primeira série, porque um certo trio de detetives veio antes.
Mas é a ele que eu devo a capacidade (antigamente, chatice) de comparar os detalhes dos livros e das adaptações. Se hoje sei perceber as qualidades que Catching Fire -a adaptação- tem em relação a Catching Fire -o livro-, sim, pode ser por amadurecimento ou por conhecimento de Cinema (afinal, algumas coisas da linguagem literária simplesmente não combinam com a cinematográfica), mas não acredito nisso mesmo. Não entendo tanto assim de cinema. É só algo que todo fã de livros-que-viraram-filmes foi construindo aos poucos e vai aprendendo com o tempo, ao menos normalmente.
É também a ele que eu devo o hábito de ler livros com mais de 200 páginas. Até então, meus preferidos tinham em torno de 100. Quer prova maior de persistência para alguém de 11 anos que as 703 páginas do Ordem? Tem que gostar, sério. Sem o hábito, seria impossível. E parte desse hábito eu devo ao Câmara. Poderia ter sido Nárnia ou Desventuras em Série. Pra você, talvez tenha sido. Pra mim, criança comum, foi o assunto deste post.
Uma das coisas de que me lembro melhor da primeira leitura é de tentar encontrar o ritmo da música do Pirraça (“Ah, Potter podre, veja o que você fez/Matar alunos não é nada cortês”). [Sério, eu comparava com as amiguinhas pra gente ver quem tinha criado a melhor melodia, aí depois saíam todas cantando.] E da pressão leve de quem me emprestou o livro: ACABOU? E AÍ? NÃO É PERFEITO? BEM MELHOR QUE O OUTRO FILME, NÉ? E de ser incrivelmente lenta e demorar três dias. Mas depois pegar o livro de novo e ler metade toda noite antes de dormir.
Até onde me lembro, a sensação que eu tive ao acabar foi de “AI MEU DEUS, É O LIVRO MAIS PERFEITO QUE EU JÁ LI!” ou algo parecido. E aí, muito tempo de espera até conseguir o terceiro ~de uma forma engraçada que vou explicar no post sobre ele porque a vida é minha~.

Como falei lá no começo do post, a volta a Hogwarts pedia continuação. E essa foi a primeira vez que li o Câmara em um dia só. Ou qualquer livro da série. Como no primeiro, tinha esquecido completamente de alguns trechos, enquanto repetia as palavras de outros. A diferença é que não eram quase-somente cenas do filme, mas do livro também, que foi muito mais marcante pra mim que o Pedra, apesar de realmente não lembrar meus pensamentos e sensações sobre ele na época. Mas lembro perfeitamente do questionário que falei no post anterior. Algum dia ainda procuro e coloco as perguntas em algum lugar.
E daqui a pouco fica chato escrever e ler sobre o assunto porque, mesmo relendo mais de dez anos depois, não tenho nada remotamente ruim a dizer sobre… nada nesse livro. Aliás, acho que a leitura tá fluindo ainda mais agora, já que nunca tinha feito tão rápido antes. Vocês sabem muito bem, mas o mundo da Rowling é bem-feito, a escrita é rica sem ser difícil (ou ao menos a tradução… já que o original parece bem mais difícil) e é tudo muito lindo, como sempre.
Agora, na segunda vez seguida que o Harry encontra o Voldemort, somos introduzidos às Horcruxes. Temos até o conceito, superficialmente, quando o Tom diz que ele é “uma lembrança, preservada em um diário por 50 anos”. Mas ninguém sabe que isso se chama horcrux ainda ou que existem mais delas. Ainda somos muito novos e ainda estamos muito encantados com o mundo mágico. Deixa ficar sombrio aos poucos. E é realmente o que acontece. A Jéssica de 9 anos ficou apaixonada pelo livro e pelo mundo e curiosa pelas coisas que o tio Dumby não contava. A de 22 percebe a intenção da autora e chora na capacidade que ela tem de introduzir essas coisas aos poucos, deixando o mundo mais consistente, complexo e todo mundo preso na história.
Também conhecemos a “maldição” do cargo de professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, mas superficialmente. Então não é uma surpresa que, mais uma vez, o “eu gostaria de lhe contar, Harry” me leva direto ao Ordem e dessa vez a Fawkes me dá um flash-forward de toda a série. Que bicho incrível essa fênix.

Bom, meu curto e estranho post fica por aqui, com certo delay. E ele fica com a frase icônica da série, que até fiz questão de deixar como foto do post e frase de encerramento: “It is our choices, Harry, that show what we truly are, far more than our abilities.”

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Um comentário em “Desafio das Releituras: Março

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