Desafio das Releituras: Janeiro


Para o primeiro mês, como estava devagar nos livros-em-cima-da-releitura-na-pilha e tinha muito o que fazer, resolvi não arriscar e peguei um dos livros mais rápidos da minha estante. E agora eu devo dizer o que achei dele, depois de anos que li pela primeira vez. Aí vai.

MAS ANTES, será que você me dá um minutinho para falar da Tekpix do Desafio?
Como eu falei no último post, o Desafio das Releituras foi uma ideia que a minha amiga Larissa postou no blog dela no final do ano passado. Começou como uma meta pessoal, mas se estendia àqueles de nós que quiséssemos tentar. Consiste em escolher, pelo menos, 12 livros que você tenha lido há no mínimo três anos e reler ao longo de todos os meses. Um por mês ou mais. Eis o meu primeiro:

janeiro
Título: Todo Garoto Tem
Autor: Meg Cabot
Skoob

Sinopse: Essa era uma viagem que tinha tudo para dar certo: Holly e Mark decidem fugir para se casar numa villa do interior da Itália, tentando evitar o stress causado pela diferença de religião entre suas famílias. Para acompanhá-los como madrinha, dama de honra e melhor amiga da noiva, a cartunista Jane Harris, uma mulher divertida e engraçada que mal pode esperar pela sua primeira viagem ao exterior. Mas é claro que Mark também convidou o seu melhor amigo, o jornalista internacional Cal Langdon, que passou os últimos anos em campos de guerra, plataformas de petróleo e outros lugares inóspitos. Já no aeroporto, Jane e Cal sofrem de total ódio à primeira vista, e qualquer tentativa de aproximá-los parece ser totalmente inútil: enquanto Jane acha o jornalista um chato terrível, um cínico que não acredita em amor e nem ao menos conhece o personagem de quadrinhos criado por ela, a impressão que Cal tem da cartunista é a de uma mulher ligeiramente maluca para quem o fato mais impressionante a respeito do Coliseu é que Britney Spears gravou um comercial lá. Mas o que ninguém esperava era que somente esses dois pudessem salvar o casamento de seus melhores amigos. E, nessa inesperada união entre opostos, Cal e Jane acabam por descobrir que, mesmo que não pareça, existe algo que todo garoto tem.
(no Brasil pela Galera Record)

Esse é o terceiro livro da “série Boy“, depois de O Garoto da Casa ao Lado e Garoto Encontra Garota. A série é uma bem conhecida da Meg, publicada originalmente nos Estados Unidos entre 2002 e 2005 e no Brasil entre 2004 e 2007. São três livros, ligados superficialmente, principalmente pelo The New York Journal. Não porque se passam lá, mas porque grande parte dos personagens dos três livros trabalham lá e se conhecem. O mais legal da série é que a história não é narrada do jeito tradicional, mas contada basicamente através de e-mails e mensagens. Notas fiscais e cardápios também aparecem. E diários de viagem. E notas salvas em palmtops.

Foi em 2008, assim que consegui comprar por aqui. Tinha devorado lido os outros dois em 2006, emprestados por uma amiga. Com esse, a única diferença é que era meu.
Meg Cabot, como sempre, sabe contar uma história das mais diversas maneiras e sempre deixá-la engraçada. Lembro que morria de rir com as histórias do pai da Jane, contadas meio “em off” por e-mails da mãe e que, apesar de saber uma coisa sobre o final do livro desde o começo, não conseguia nem imaginar as outras. Tudo vai se juntando de uma forma bem legal, especialmente as referências aos livros anteriores (Amy Jenkins, por exemplo).
Acabou se tornando um dos livros da Meg que eu mais gostei e meu preferido da trilogia.

Vamos logo ao problema: como eu nunca tinha percebido quão repetitivo esse livro consegue ser às vezes?! Tipo, já entendi quando você falou pela primeira vez, Jane. Sério. Também nunca tinha percebido como aquele moleque conseguia ser um pé no saco. Peter, você não sai divulgando coisas pessoais sobre os amigos da mulher de quem é fã, assim, pra qualquer um.
O livro ainda é aquela comédia romântica previsível, mas é aquela das boas, tipo A Verdade Nua e Crua. Os personagens secundários são muito legais (principalmente o já citado pai da Jane) e o jeito que o Cal escreve é DEMAIS. Aliás, os trechos escritos por ele no palmtop são os melhores da história, sem dúvida. Já o diário do Mark e da Holly da Jane, em muitos momentos, se parece com uma narração tradicional de livro, o que é meio estranho. Quer dizer, é humanamente impossível que ela transcreva alguns daqueles diálogos em tempo real sem parecer uma retardada. Mas eu entendo, é um formato que restringe um pouco as coisas. Não teria como contar certas partes da história sem dar um jeito de incluí-las no diário.
E sim, apesar de tudo, a nota fiscal de mil garrafas de água e o “duvido muito que alguém vá roubar sua água, moça” ainda me fazem rir. Muito.

road

Bom, depois de tanto reclamar, você pensaria até que eu não gostei mais do livro e achei meu eu de 16 anos idiota. Mas não. Mesmo tendo encontrado, desta vez, vários problemas que não tinha percebido antes, ainda gostei muito de ler e o fiz em poucas horas. Só que agora com a mente muito mais aberta a perceber esses problemas. Como eu já falei aqui em algum momento da vida, a Meg é rainha, mas não é perfeita. Ela consegue, sim, transformar histórias bem idiotas em livros divertidos de ler, mesmo que tenham a protagonista mais insuportável do mundo (depois de Bella Swan). [Sim, Mia Thermopolis, estou falando com você. A Anne Hathaway do filme destrói a “original”, na minha humilde opinião.] E consegue fazer uma referência nerd como Star Wars e O Senhor dos Anéis em todo livro, mesmo que boa parte das leitoras infelizmente não saiba do que ela está falando. [Diálogo épico em Ídolo Teen sobre Ents e Jar Jar Binks, alguém lembra?] Mas os problemas existem, só estou comentando.
Voltando ao livro: continua muito divertido. O final é previsível como em toda comédia romântica, mas o meio surpreende várias vezes. Comparando a primeira e a última vez que eu li, percebi agora que, apesar de ele parecer um pouco grosseiro aos olhos dos outros, o Cal é meu personagem preferido. Acho que deixei claro. E ele sabe falar vários idiomas, o que é um objetivo pessoal meu nessa vida. Falando nisso, um negócio realmente emocionante pra mim durante essa releitura foi entender o pouco francês mencionado no livro. Meus dois anos de aula não foram em vão! Não que eu acredite que dois anos de aula sejam necessários pra ler aquilo, porque é pouco. Mas ainda é emocionante. Me deixa.

Bom, se você leu até aqui, obrigada pela paciência. Volto no próximo mês com o começo da [segunda] série que mais marcou minha infância: Harry Potter <3
Ou então volto antes. Depende de conseguir inspiração pra escrever alguma bobagem séria por aqui.
De qualquer jeito, até lá!
Ou não, vai saber.
Ciao!

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Um comentário em “Desafio das Releituras: Janeiro

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