Lauren DeStefano – Wither


Sabe quando você tem interesse em ler um determinado livro, mas tem a impressão de que ele não vai ser tão bom assim? Confesso que este era um dos casos. Foi ainda na época do lançamento que me interessei pela história e fiquei babando na capa, mas demorei pouco mais de dois anos desde então pra me convencer a ler. Felizmente, passou longe de uma decepção. Ainda bem que eu já tinha o Fever também.

Título: Wither
Autora: Lauren DeStefano

4.5/5

Sinopse: E se você soubesse exatamente quando vai morrer? Graças à ciência moderna, todo ser humano se tornou uma bomba-relógio genética – homens vivem apenas até os vinte e cinco anos e mulheres apenas até os vinte. Neste cenário desolado, garotas são sequestradas e forçadas a viver em casamentos poligâmicos para impedir que a população morra de vez. Quando Rhine Ellery, de 16 anos, é sequestrada para virar uma esposa, ela adentra um mundo de riqueza e privilégios. Apesar do amor genuíno de seu marido Linden por ela e da confiança tenuosa entre suas irmãs esposas, Rhine tem um propósito: escapar – encontrar seu irmão gêmeo e ir para casa. Mas Rhine tem mais desafios que perder sua liberdade. O pai excêntrico de Linden está decidido a encontrar um antídoto para o vírus genético que está perto de levar seu filho embora, mesmo que isso signifique colecionar cadáveres com o objetivo de testar seus experimentos. Com a ajuda de Gabriel, um criado em que ela confia, Rhine tenta se libertar, no tempo limitado que lhe resta.
(no Brasil como Aprisionada, pela falecida Underworld)

No começo do livro, somos apresentados à protagonista e narradora Rhine, de 16 anos, que mora em uma Manhattan pós-apocalíptica com seu irmão gêmeo Rowan. Antes de morrerem, seus pais eram o que eles chamam de “primeira geração”: com estudos de engenharia genética, essa foi a geração chamada de perfeita, livre de doenças e anomalias, podendo viver por muito tempo. O problema é para todos os filhos que eles tiveram, pois as mulheres não podem passar dos 20 anos nem os homens dos 25. Então os mais pobres começam a ficar bem mais pobres porque, bom, ninguém vive tanto tempo assim, não há trabalho, não há comida e tal. As crianças e adolescentes não estudam mais, não sabem mais nada sobre o mundo ou o que ele costumava ser, porque não vivem tanto tempo para poder aproveitar ou passar adiante esse conhecimento. Já os mais ricos vivem de arquitetura, pra tentar colocar algo no mundo que dure, ou da ciência, tentando descobrir uma cura.
Alguns ricos da primeira geração ou seus filhos acabam indo atrás de casamentos poligâmicos, para ter mais filhos para usar como cobaias na pesquisa. Para isso, muitas das meninas são raptadas por um grupo de “Gatherers” e escolhidas pelos futuros maridos. É o que acontece logo no começo. Rhine é sequestrada durante seu sono, jogada numa van com um monte de outras garotas que passaram pelo mesmo, todas depois exibidas para um rapaz, Linden Ashby. Ele escolhe Rhine e mais duas garotas (Cecily, um pouco mais nova, e Jenna, um pouco mais velha) e as compra do grupo de sequestradores. Enquanto ele e suas novas três noivas são levados à limousine, as que “sobram” são levadas de volta à van. E mortas, com um tiro cada.
Lá, Rhine é apresentada ao luxo que nunca teve, mas em troca da liberdade que tinha antes. Ela ganha irmãs-esposas com quem pode contar e Linden se mostra legal e curioso, apesar de não fazer ideia dos horrores que acontecem por aí. Também parece genuinamente gostar das três, apesar de não do mesmo jeito que de Rose, companheira de infância e primeira esposa, que começa o livro no leito de morte por ter chegado à idade. Rhine faz amizade com o pessoal que trabalha na mansão, em especial sua estilista Deirdre e um criado chamado Gabriel, mas ainda fica bolando planos para fugir dali e reencontrar seu irmão, que pode nem saber que ela está viva. O real problema se chama Vaughn e vem na forma do pai de Linden, que faz de tudo para descobrir a cura para seu filho e não se importa em machucar, ou matar, quando descobre que alguém não seguiu suas ordens.

Wither é bem mais cruel que aparenta e, apesar de não ser perfeito, foi melhor que eu esperava. A partir de certo ponto, não conseguia parar de ler. Rhine tem preocupações mais reais que a sua típica protagonista YA, como a alienação de sua irmã-esposa mais nova, a segurança da mais velha, o que teria acontecido com seu irmão de verdade e, claro, morte. São coisas que me lembraram a leitura da minha série preferida, então fazem ganhar vários pontos. Espero que o resto da trilogia siga esse nível também.

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