Alan Moore – Watchmen


Sexta-feira à noite, um comediante morreu em Nova York. Alguém sabe por quê. Lá embaixo… alguém sabe. Eu sei que já tinha assistido ao filme Watchmen, há uns três anos, com meus amigos. Mas consegui esquecer a história de um jeito que, quando fui ler a HQ, era como se não tivesse visto. E foi melhor assim. A experiência de rever o filme depois de ler a história e poder comparar foi ótima.

Título: Watchmen
Autor: Alan Moore
Desenhos: Dave Gibbons

5/5

Sinopse: O ano é 1985. Os Estados Unidos são uma nação totalitária e fechada, isolada do resto do mundo. As presenças de arsenais nucleares e dos chamados super-heróis mantêm um certo equilíbrio entre as forças do planeta, até que o relógio do fim do mundo começa a marchar para a meia-noite, e a raça humana, para um abismo sem-fim.
(no Brasil há uma edição similar, da Panini)

Este é um nome frequentemente citado no mundo das HQs como “o melhor do gênero”, com méritos, e talvez a história de super-heróis mais realista que há.
O grupo de super-heróis em questão, apesar de só um deles na história realmente ter superpoderes, é chamado de Crimebusters e sucessor de outro chamado de Minutemen. Todos já haviam se aposentado do tal ofício na hora que a história começa, na época da Guerra Fria. O único que ainda trabalhava nisso de algum jeito era o Comediante, mas aí no comecinho ele morre. E mais um herói aposentado é atacado. E outro é levado a se exilar em Marte. O que leva o Rorschach, líder meio solitário do grupo, a acreditar que há um “assassino de mascarados” por aí.
A história segue desenvolvendo isso e tratando do tema da guerra, uma constante devido à época, de forma realista. O diferencial da Watchmen para o que de fato aconteceu, além da parte dos heróis, é a presença do Dr. Manhattan, um cientista chamado Jonathan Osterman que, depois de um acidente, se desintegrou e voltou basicamente como um ser azul neon com poderes. Por trabalhar com o governo dos EUA, ele foi usado para mostrar vantagem sobre a União Soviética, além de seu trabalho permitir o desenvolvimento da tecnologia, o que também é uma vantagem do lado americano. Além disso, há vários flashbacks até para o tempo dos Minutemen, que te fazem entender melhor os personagens, possíveis suspeitos e motivações para o que anda acontecendo.
Aliás, os personagens são memoráveis, até o dono da banquinha de esquina, decepcionado com a realidade do mundo em que vivia, ou seu freguês, tão imerso nos contos do Cargueiro Negro que mal diz dez palavras durante as mais de 400 páginas do livro.
A escrita do Moore, como eu já conhecia do V de Vingança, é o diferencial. Tanto é que, na primeira metade do livro, perdi a conta de quantas vezes tive que parar e guardar alguma frase ou algum trecho. Na segunda, já estava imersa demais até pra isso. Destaco especialmente o jeito de falar do Rorschach, personagem que mais gostei. E do Dr. Manhattan, por mais que aquele lance de “tudo acontece ao mesmo tempo” tenha me confundido no começo.

#nowreading

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E aqui eu agradeço por não ter lembrado nada do filme: os volumes finais me deixaram de boca aberta. E, ok, o posto de “melhor HQ da vida” continua com a Daytripper pra mim, por motivos que devo explicar em outro post depois de acabar de ler no terceiro idioma diferente, mas a Watchmen vale muito a pena.

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