My Chemical Romance – Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys (2010)


Sou suspeita quando envolve um dos meus álbuns preferidos de todos os tempos, de uma banda que me viciou imensamente há uns anos e, infelizmente, called it quits recentemente. Mas tinha começado esse post há um tempão e achei mais que hora de terminar, especialmente agora com o lançamento das HQs. Bom, acho o Danger Days quase perfeito, assim como acho o Black Parade. WHO CARES que a sonoridade mudou se a música continua sendo boa. Os fãs xiitas do MCR não estão comigo nessa, acharam drástica demais a mudança do tema presente no Parade (morte) para o tema do Danger Days, que é, bom… morte. Mas, enquanto o passado tinha aquela coisa de “fim de vida”, câncer, esse é mais um “RUN TO THE HILLS, RUN FOR YOUR LIVES” kinda morte. Então, pessoas que gostam do MCR depressivo, mantenham a cabeça aberta. Pessoas que não gostam do MCR depressivo, mantenham a cabeça aberta. Pessoas que não estão nem aí pro MCR, depressivo ou não, sua oportunidade de mudar de ideia. Ou não.

O álbum é conceitual do tipo que conta uma história, ou melhor, funciona como uma trilha sonora pra um universo criado por eles. A história se passa em uma Califórnia meio pós-apocalíptica, em 2019 (TÁ PERTO, GENTE, COOOOOOOOOOORRE), como uma transmissão de rádio cujo locutor é o Dr. Death Defying. Por isso, algumas das faixas são apenas uns interludes com o Dr. Death falando. É esse o caso da abertura, Look Alive, Sunshine, que é introdução do explosivo e viciante primeiro single Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na). Sim, pra você que não conhece, o nome da música é esse mesmo. E preciso dizer mais uma vez que é VICIANTE. Eu, particularmente, acho Na Na Na incompleta sem a intro (meio como acontece no Parade com The End. e Dead!), e acho que a banda pensa o mesmo, porque um sample era sempre tocado antes da música em shows, sem contar que a intro foi usada no clipe. Uma dica: escutar enquanto andando de carro bem rápido e com os vidros abertos, no melhor estilo do clipe. Depois vem Bulletproof Heart. Comecinho totalmente psicodélico. E legal. Além de ser a que eu acho mais próxima do som que o MCR fazia antes, a música tem jeito de baladinha, é animada e consigo ver gente batendo cabeça ao som dela. Contradição ou o que? Uma das melhores!
SING, segundo single lançado do álbum, até foi cantada no 2×13 de Glee. Com um comecinho meio Depeche Mode, uma melodia mais pop e um refrão do tipo que não dá pra cantar baixo, acabou se tornando meu single preferido do MCR, junto com a épica Welcome to the Black Parade. E, continuando a sequência de músicas-que-você-nunca-diria-que-são-da-mesma-banda-que-criou-Helena, vem o terceiro single Planetary (GO!). Não estou de brincadeira quando defino essa música como disco-futurística-espacial, porque é bem isso aí. A música dance que eles já tentavam fazer há tempos (e o mais próximo a que já tinham chegado foi com a viciante The Sharpest Lives) acabou ficando muito boa.
The Only Hope For Me Is You entrou na trilha sonora de Transformers 3 e foi lançada como quarto single. Eu acho que ela chega a lembrar a Bulletproof Heart. Depois entra a segunda interrupção do Dr. Death Defying: Jet-Star and the Kobra Kid/Traffic Report, intro da Party Poison. Só nesses dois títulos, os alter-egos de 75% da banda foram citados: Jet-Star (Ray), Kobra Kid (Mikey) e Party Poison (Gerard). O único que ficou de fora foi Frank, o Fun Ghoul. De qualquer jeito, Party Poison, estranhamente, não é exatamente minha preferida, mas obviamente passa longe de ruim. Tem uns trechinhos com a voz de uma mulher falando japonês e, assim como Planetary, é mais dance.
Save Yourself, I’ll Hold Them Back. QUE MÚSICA. Um dos melhores refrões da banda. Uma das melhores letras. Uma das músicas que mais “define” o Danger Days e pelo nome dá pra ver isso (lembra da minha referência à letra daquela música épica do Maiden no começo do post?), bem como uma das que eu mais gosto. Aliás, até hoje é uma das minhas preferidas da carreira inteira do MCR. As baladinhas S/C/A/R/E/C/R/O/W e Summertime são outras que me ganharam aqui, apesar de não se parecerem nada com o som que estamos acostumados do MCR. Também não se parecem entre si, mas sei lá por que agrupei. Ambas são essenciais em termos de letra pra passar a ideia do álbum e preciso dizer que S/C/A/R/E/C/R/O/W me lembrou o tema do 1×11 de Supernatural. Ótima lembrança.
E, porque ninguém quer brincar de contrastar estilos, tem que levar isso bem a sério, a próxima música é a mais pesada do álbum até em nome: DESTROYA. Acho o som dela bem diferente e interessante, gosto especialmente do pré-refrão, mas não é minha preferida. The Kids From Yesterday, preferida da banda, foi escolhida como último single, com o clipe feito por um fã e escolhido por meio de um concurso. Goodnite, Dr. Death é a despedida do “narrador” Dr. Death Defying. Ele anuncia que deve voltar a fugir e encerra a transmissão com o Hino Nacional Americano. A interferência do final emenda na crítica Vampire Money, que foi escrita sobre o fato de a banda não aceitar ter uma música na trilha da saga Twilight.

5/5

Destaques:
01/02. Look Alive, Sunshine + Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)
03. Bulletproof Heart
04. SING
05. Planetary (GO!)
09. Save Yourself, I’ll Hold Them Back
10. S/C/A/R/E/C/R/O/W
11. Summertime
13. The Kids From Yesterday

Look Alive, Sunshine + Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na):

SING:


Planetary (GO!):

The Kids From Yesterday:

Além do álbum, foi lançado em edição limitada (vinha no box de colecionador California 2019) um EP chamado The Mad Gear And Missile Kid, definido pela banda como “as músicas que eles estavam ouvindo no carro”. São três faixas que somam menos de seis minutos, mas vale a pena.

E, assim como depois fez o Within Temptation no The Unforgiving, a história continua nos quadrinhos. Anunciadas há um tempão, as HQs The True Lives Of The Fabulous Killjoys começam finalmente a sair essa semana. A série é escrita pelo Gerard em parceria com Shaun Simon e os desenhos ficam por conta de Becky Cloonan (Demo). O brasileiro Gabriel Bá (Daytripper), que trabalhou com Gerard em The Umbrella Academy, também participa do projeto, com uma capa variante de cada número da série dos Killjoys.

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