Bioshock (2007)


Ué, no meio de posts sobre livros, música e filmes, vai falar de um joguinho de tiro de seis anos atrás? Sim, vou. Primeiro, porque o que interessa é a história que conta, sendo cada mídia com algo que a faça se destacar. A forma do livro, a melodia da música, os efeitos do filme, a experiência do jogo, enfim. E, segundo, porque a vida é minha e falo do que eu quiser. E estou completamente obcecada por esse jogo, então falarei dele. O famoso, mas, até pouco tempo atrás, quase desconhecido pra mim, Bioshock.

Vou antes introduzir um pouco da história, que é a melhor parte. Essa coisa linda (<3) é uma distopia, mas não como nós estamos acostumados pelos livros, histórias de um futuro pós apocalíptico e tal. Não. O jogo se passa na cidade submarina de Rapture, criada pelo visionário Andrew Ryan na década de 1950 para ser uma sociedade superior ao que estava na superfície. Para isso, depois da construção, Ryan levou à cidade apenas a “elite”, como artistas, cientistas e outros que ele considerasse “melhores exemplos”. E, por um tempo, realmente deu certo.

Uma cientista descobriu uma substância em lesmas marinhas que permitiria manipular DNA, que poderia usar para curar qualquer doença ou até melhorar o código genético para ganhar certos poderes. Essa substância, batizada ADAM, também se multiplicava em corpos hospedeiros. E ganhou popularidade na metrópole quando foi utilizada nos chamados Plasmids, produtos que davam habilidades sobre-humanas específicas, desde soltar fogo ou gelo pelas mãos até telecinese.

O problema, além da briga entre Ryan e um empresário por conta do monopólio do ADAM, foram os efeitos colaterais da substância que, como uma droga, causava dependência. Os que a utilizavam demais e sem controle ficavam deformados, como cadáveres ambulantes com poderes estranhos e que só pensavam em conseguir mais ADAM. São eles que se transformam nos Splicers. A substância era apenas estável em garotinhas, que com ela eram transformadas nas chamadas Little Sisters. E, devido ao constante perigo em que as meninas se encontravam, foram desenvolvidos protetores para elas. Prisioneiros que passavam por uma série de melhoras genéticas, vestiam roupas de mergulho modificadas e carregavam armas, cujo único objetivo era protegê-las. Estes, chamados de Big Daddies, são a imagem mais famosa da série.

A história do jogo se passa em 1960, após a guerra civil de Rapture. Você é Jack, que sobreviveu a um acidente de avião e é guiado pelo rádio por um homem chamado Atlas. Você aprende com ele e com diários encontrados no caminho sobre a história, “rise and fall”, de Rapture. Você passa por túneis e vê aquela imensidão da cidade, então entra nos lugares e vê a destruição do que antes era lindo. E você se sente naquela época, com a influência art déco do lugar, os letreiros em neon apontando para onde se vendiam Plasmids, a vitrola tocando Beyond The Sea no canto de um quarto, os pôsteres nas paredes e tantas outras coisas.

Mas esse ainda é um shooter de suspense e ação, então já vou dizendo: apesar da minha obsessão instantânea, demorei MESES pra chegar até o fim. O motivo? Pura e simplesmente um medo dos infernos. Pausava a cada cinco minutos. Sou medrosa pra caramba e, se não fosse tão BOM, não teria nem continuado a jogar. Você vai, desde o começo, encontrar Splicers que querem te matar. E eles caem do teto, desaparecem, dão choques ou jogam um coquetel molotov em você. Vai encontrar Little Sisters e seus Big Daddies. Vai fazer missões para certos cidadãos célebres de Rapture e ter que matar outros. Vai também usar uma infinidade de Plasmids e lidar com suas vantagens e desvantagens. E usar todas as armas que (eu acredito que) um bom shooter sempre tem.

O que mais falta dizer? Bom, só que não conseguia não ficar feito uma besta, com a boca aberta e quase hipnotizada pela tela, de um pouco antes do plot twist até o final. Foi aí que passou de “um dos melhores jogos que já joguei” pra ser “o melhor jogo que já joguei”. Estou um pouco atrasada pra dizer isso, tenho mais dois jogos da série (Bioshock 2, de 2010, e Bioshock Infinite, de 2013 mesmo) e um livro (Rapture, de John Shirley) pela frente, mas é exatamente como me sinto depois de zerar. Obrigada à boa alma do meu namorado, que me deu a chave do jogo na Steam quando ganhou na pre-order do Infinite. (<313/10.

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4 comentários em “Bioshock (2007)

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