Alex Irvine – O Diário de John Winchester


Sim, fã de Supernatural, isso é exatamente o que você está pensando. Aquele diário que aparece na série, escrito pelo Winchester-pai e companheiro fiel de Dean e Sam a partir daquele momento no Pilot em que um dos policiais o deixa com Dean. Trazido (em capa dura! *-*) à realidade pelo escritor-fã Alex Irvine, com ajuda do criador Eric Kripke e dos roteiristas da série (e muita, muita pesquisa), contém várias informações importantes que John aprendeu desde que começou a caçar. É beeeeeeeem interessante pra quem assiste, especialmente quanto às duas primeiras temporadas.


Título: O Diário de John Winchester
Autor: Alex Irvine

5/5

Sinopse: Baseado na série de TV Supernatural, “O Diário de John Winchester” é a reprodução fiel do livro-chave consultado pelos irmãos Dean e Sam Winchester nos episódios. Nele estão reunidos os muitos segredos colecionados por John para enfrentar a saga da família: ameaças sobrenaturais, demônios, fantasmas, espíritos, bruxas e vampiros estão minuciosamente descritos e detalhados nas centenas ilustrações do Diário. Lançado com enorme sucesso em vários países, a tradução brasileira foi feita em cuidadosa pesquisa do universo Supernatural.
(no Brasil pela Gryphus)

Preciso dizer que não foi exatamente uma leitura rápida. Mas não diminui em nada a ‘experiência’. Cada página me levou de volta a 2006, 2007, 2008, anos em que eu era completamente viciada na série. Não, sério, era praticamente a minha vida. (LOL!) O livro é realmente em forma de um diário (não como alguns de que ouvi falar, que diziam ser diários mas, na verdade, eram narrativas comuns em primeira pessoa) e faz justiça à história dele: John não tem costume de escrever, então não escreve todos os dias, às vezes escreve até menos de dez vezes por ano, e às vezes escreve apenas cinco linhas em um dia. Para os fãs de Supernatural, o estilo do diário já é conhecido: além de contar as próprias experiências do John, tem desenhos e anotações, dos mais variados, que na série servem como fonte de informação para os irmãos.

O diário começa no dia 16 de novembro de 1983, exatamente duas semanas após a morte de Mary, acontecimento-chave na série e também para que o diário começasse a ser escrito. Narra a busca incansável de John para descobrir e encontrar o que a matou, virando um caçador praticamente nômade e arrastando seus filhos pequenos (na época que Mary morreu, Sam tinha exatos seis meses, enquanto Dean tinha quase cinco anos) consigo. Conta como eles são criados de um jeito diferente, com Dean pedindo armas de presente de aniversário e Sam frustrado por não poder se estabelecer em uma escola.

Curiosidades sobre criaturas que apareceram em algum episódio, e também sobre algumas que não apareceram (a parte em que ele fala dos tanukis me lembrou InuYasha por algum motivo). Menção à Mulher de Branco do episódio piloto, aos Wendigos do segundo episódio, a Daniel Elkins, o caçador de vampiros que aparece lá pro Dead Man’s Blood, à lenda da encruzilhada, abordada no Crossroad Blues da segunda temporada… é simplesmente a série. A não ser pelo fato de a história do diário acabar justamente quando a série começa: quando John pega o rastro certo do yellow-eyed demon.

Também vemos alguns acontecimentos de outro ponto de vista, como um mostrado no Something Wicked em que Dean se descuida e Sam quase é atacado por uma Shtriga. Mas um dos meus preferidos, que me deixou rindo por um bom tempo depois de ler, foi esse aqui, que é comentado no piloto:

21 de junho:
Ontem, Sammy acordou no meio da noite me falando que estava com medo de algo escondido no seu armário. Fui até lá e olhei. Não havia nada, mas já vi coisas demais para não acreditar no menino. Dei-lhe a calibre 45 e disse que, na próxima vez que visse algo no armário, saberia o que fazer. Não vou ganhar o prêmio de Pai do Ano, mas já faz cinco noites que o Sammy não tem mais pesadelos. Às vezes, você realmente precisa de uma arma debaixo do travesseiro.
Daniel disse que vampiros não mudam de forma e que isso foi uma invenção de Bram Stoker.
(O Diário de John Winchester, p. 96)

Você se lembra dessa cena. Eu sei que se lembra. Eu sei que você leu o trecho acima e a cena começou a passar na sua cabeça:

Sam: I swore I was done hunting. For good.
Dean: C’mon, it wasn’t easy, but it wasn’t that bad.
Sam: Oh yeah? When I told dad I was afraid of the thing in my closet, he gave me a .45.
Dean: Well, what was he supposed to do?
Sam: I was nine years old! He was supposed to say, “don’t be afraid of the dark”.
Dean: “Don’t be afraid of the dark”? What, you kidding me?! Of course you should be afraid of the dark, you know what’s out there!

Meu próximo passo: ler o Livro dos Monstros, Espíritos, Demônios e Ghouls, a próxima parte da enciclopédia de esquisitice ambulante Winchester (que na verdade foi lançada originalmente dois anos antes, mas tudo bem).

Resumindo, bottom line, se você é fã de Supernatural e/ou de mitologia, lendas, histórias de terror (?), criaturas bizarras et cetera… esse livro é pra você. Se não é, que tal ler e se tornar? :D

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3 comentários em “Alex Irvine – O Diário de John Winchester

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