Taylor Swift – Red (2012)


Chegou. O álbum mais esperado por mim em quase dois anos também era um dos que eu mais temia (apesar de menos que aquele Unbroken R&B da Demi). E não é que eu não deveria ter me preocupado tanto? Afinal, country-Mean, folk-S&S ou pop-Trouble, Taylor é Taylor. É cedo demais pra dizer que Red é o melhor ou pior da carreira, mas confesso que gostei. Muito. As in “álbum do ano”, com todo respeito ao Living Things e ao Days Go By.

Em um webchat em Agosto, Taylor anunciou que o nome do novo álbum seria Red e estreou o single chiclete We Are Never Ever Getting Back Together (chamarei de Never porque tenho preguiça de escrever). Todas as informações diziam que seria uma mudança em relação ao Speak Now, especialmente devido às colaborações: de Ed Sheeran, cantor-compositor britânico de 21 anos, à dupla de produtores Max Martin e Shellback, que consagraram Britney Spears e os Backstreet Boys na época que eu tinha uns 7 anos. Dá pra incluir na lista Butch Walker, que trabalhou em dois dos meus álbuns preferidos de 2011 (Goodbye Lullaby e Vices & Virtues), assim como Dan Wilson, um dos responsáveis pela composição e produção de Someone Like You, e Jacknife Lee, que trabalha muito com Weezer e Snow Patrol. Grande mudança pra quem tinha composto o álbum anterior completamente só. Aparentemente, todas as parcerias inusitadas na Speak Now World Tour encorajaram isso.

Mesmo após ouvir algumas vezes (ou, digamos, por dias sem parar), não consigo dizer se é melhor que o debut, ou o Fearless, ou o Speak Now, mas o Red “stands on its own”, é um pouco diferente. As músicas não são, a princípio, tão “inovadoras” quanto são boas (isso muda após ouvir algumas vezes, mas explico melhor depois), e não há nenhuma tão country como Mean ou mais “pesada” como Haunted e Eyes Open. Não que isso diminua aquelas que nunca esperaríamos ouvir na voz de Taylor. De modo geral, dá pra dizer que o estilo do álbum é meio que um Fearless menos teen, explorando pop de alguns jeitos diferentes, com até bastante country, folk, rock e dance no meio. Sim, dance. Ela até faz referências (a little too much) a dançar nas letras. Apesar de as músicas estarem menores que no álbum passado (não há nenhuma Dear John ou Enchanted com seus digníssimos 6 minutos) e as letras ficarem repetitivas quando o som é mais pop, o que é normal, com todos aqueles ganchos de never-ever-ever-ever e muitos “hey”, a composição também está claramente melhor e mais madura.

A abertura, State of Grace, já é uma das melhores do álbum. Grande, não no sentido de duração (apesar de a introdução dela ser bem longa), mas de grandiosidade, e eu não chamaria de country não. A Rolling Stone comparou com U2 e, se prestar atenção, não há comparação melhor. O clima é bem esse, tanto que até comparei a intro da música com o que seria se a banda fizesse um cover de Gotta Get Away do Offspring. SÓ ESTOU FALANDO DA INTRO DE AMBAS, CALMA, NÃO SOU TÃO LOUCA. Já a faixa-título Red é bem mais country, tanto que já começa no banjo, mas a presença do pop e do rock é clara. Música com cara de futuro hit, uma das minhas preferidas e ideal pra ouvir dirigindo (só não um Maserati novo por uma rua sem saída, por favor), a não ser que esteja interessado em respeitar o limite de velocidade. O country continua, dessa vez mid-tempo, em Treacherous, mais um dos destaques. Sinceramente, uma das melhores coisas do álbum inteiro é a melodia dela, a partir do segundo refrão, no “two headlights shine/through the sleepless night”.

Se estiver ouvindo tudo em ordem e não for devidamente avisado, quando começa I Knew You Were Trouble. (sim, tem o ponto aí), você pensa que mudou de cd sem querer, até prestar atenção na letra. Totalmente pop, dançante, comercial, com um dubstep no meio e o nome “Max Martin” estampado na melodia, é outra que tem cara de hit. Não agradou muitos dos fãs, mas eu gostei. O provável maior destaque do Red, não só por ser a música mais longa, é a balada com cara de rock All Too Well. Sem refrão específico e com uma letra bem detalhista, foi co-escrita com a colaboradora da época dos dois primeiros álbuns da Taylor, Liz Rose, e a primeira a ser escrita para o álbum. Já a seguinte, 22, mais uma parceria com a dupla Max Martin e Shellback, é pop, teen e, apesar de bem divertida, razoavelmente esquecível. Meio como What The Hell, da Avril Lavigne. Estranhamente, ela me lembra Smile, da Avril, e Raise Your Glass, da P!nk, mas não consegue ser tão boa quanto nenhuma delas. Ah, te dou um parabéns se chutar quem produziu essas três músicas citadas. Pois é.

O clima do primeiro álbum volta com I Almost Do, uma balada country pop que, estranhamente, começa como Crawling Back To You dos Backstreet Boys. Essa é provavelmente a música que os fãs da época de Tim McGraw vão gostar mais. Daí vem o primeiro single e maior hit (até agora) da carreira da Taylor, Never, que é grudenta e, apesar de não ser uma das minhas preferidas, legal se comparada com 22. Stay Stay Stay é a Ours-Mean do álbum, country-folk-pop com uma melodia feliz, um tom irônico e muito boa de ouvir. Me lembra algo entre (If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To do Weezer e Fallin’ Apart dos Rejects e, pensando bem, essa sim seria uma boa parceria pra fazer com Colbie Caillat, uma em que ela realmente aparecesse (nada contra Breathe). Notando a quantidade de comparações que eu vou fazendo aqui, dá pra perceber que várias vezes durante o álbum vem a sensação de “já ouvi isso antes”. Eu geralmente gosto, relaciono com mil artistas diferentes, mas muita gente vê como desvantagem, principalmente quando não só “lembra” uma música, mas é a mesma coisa que já vimos em N outras.

O primeiro dos duetos a aparecer é The Last Time, que tem participação do vocalista Gary Lightbody (Snow Patrol). O piano e o violino são os sons predominantes, as vozes combinam muito bem e essa baladinha disputa com All Too Well o lugar de melhor do álbum. Vou lançar polêmica: é bem melhor que qualquer coisa que eu já ouvi do Snow Patrol. Holy Ground já começa com uma melodia meio Raul Seixas no violão… mas não tem nada a ver com isso, ou com a balada country que você provavelmente esperaria por causa do nome. A música é bem pop, up-tempo e divertida, a cara da trilha sonora de algum filme tipo “10 Things I Hate About You” ou do One Of The Boys da Katy Perry. A balada country é a música seguinte, Sad Beautiful Tragic. Lentíssima, linda, longa, é, apesar de eu ter achado bem melhor que ela, é a Last Kiss do cd. No meu caso, isso geralmente quer dizer “sonolenta demais”, já que sempre pulo Last Kiss, mas interprete como quiser.

A melodia retrô da faixa-título do álbum anterior, Speak Now, volta na sua melhor forma em The Lucky One. A reflexão sobre a fama, com base na história de uma estrela que caiu no esquecimento, é “só” a melhor faixa 13 da Taylor até hoje. Desculpa aí, Change, mas é verdade. E ainda emenda em Everything Has Changed, dueto com o britânico Ed “clone do Rupert Grint” Sheeran. As vozes combinam tanto ou mais que no dueto anterior, o que é dizer muito, e a faixa acústica já virou uma das minhas preferidas. Depois vem o pop dançante de Starlight, que é descontraído (inclusive na letra) e lembra tanto os anos 90 quanto o último trabalho da amiga Selena Gomez. Sério, eu gostei. What a marvelous tune. Encerrando, vem o segundo single Begin Again, primeira música lançada como countdown e ainda uma das preferidas dos fãs em geral. Mais country, mais lenta, uma das melhores em relação à voz da Taylor e, não só por causa do nome, dá tanta vontade de repetir o cd inteiro que é praticamente uma função recursiva.

5/5

Destaques:
01. State of Grace
02. Red
03. Treacherous
05. All Too Well
10. The Last Time
11. Holy Ground
13. The Lucky One
14. Everything Has Changed
16. Begin Again

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