The Hunger Games: Songs From District 12 And Beyond (2012)


Há três anos, eu provavelmente (não, definitivamente) não acreditaria se me dissessem: “Ei, esse livro que você vai ler agora é o primeiro do que vai virar a sua série preferida. Vão fazer um filme dele, e sua cantora preferida terá duas músicas na soundtrack.” Definitivamente riria na cara da pessoa maluca que me dissesse isso. Aliás, acho que ainda hoje, depois de meses da estreia do filme, não acredito.

Ninguém imaginava como deveria ser a trilha sonora de The Hunger Games antes de divulgarem quem faria parte dela, ou era só eu? Mas aí eles divulgam, antes de mais nada (ok, depois do produtor T-Bone Burnett), Taylor Swift. Em colaboração com a dupla The Civil Wars. Certo. Temos uma artista country-pop, uma dupla folk e uma colaboração curiosa. O próximo nome anunciado é o do famoso indie pop do Arcade Fire. Depois, a banda folk-rock The Decemberists, que eu tinha conhecido no ano passado mesmo, por um bom post do Boss somado à indicação do Artur. E outros nomes como a cantora country Miranda Lambert e o Maroon 5. Daí vem a tracklist completa e tem a Birdy também. E a gente imagina como isso tudo vai se encaixar, e acaba sendo da melhor maneira possível.

Começa com Abraham’s Daughter, o hino de Panem, música do Arcade Fire que até tocou no streaming da premiere do filme. O comecinho meio que me lembra a Black Sheep do Metric, de outra soundtrack: Scott Pilgrim Vs. The World. Safe & Sound, colaboração entre Taylor Swift e The Civil Wars, primeira música anunciada e lançada, ainda se destaca. É grande justamente por ser pequena, concentrada na própria música e na letra, que pode falar de mil situações vividas por basicamente todos os personagens ao longo da história, especialmente Katniss. Também é o lead single da trilha, e você pode ver o clipe aqui:

The Ruler And The Killer marca o nome mais estranho à trilha: o cantor-compositor-guitarrista Kid Cudi. A música tem um clima de Capital/Arena, e se encaixaria em algumas das cenas de ação do filme. Dark Days, da banda de progressive bluegrass (!) do Chris Thile, Punch Brothers, é um dos destaques da trilha, também lembrando bastante o distrito 12. One Engine, do The Decemberists, é mais “pra cima” que o resto, em maioria músicas mais “sombrias”. A música foi lançada como single promocional no iTunes antes do lançamento da trilha.

Outro dos destaques é a segunda aparição da dupla The Civil Wars na trilha: Kingdom Come. Pelo pouco que conheço do trabalho deles, a música mantém o estilo, mas é melhor que todas as outras. Depois de um tempo, virou uma das minhas preferidas do ano. Já o Maroon 5 fugiu do estilo normal da banda em Come Away To The Water, colaboração com Rozzi Crane, e funcionou.

Eyes Open também é da Taylor, desta vez sozinha, mas é o oposto de Safe & Sound. Talvez até o complemento. É outra música que define Katniss, mas sob outra perspectiva: a de estar em uma arena mortal, sendo observada a cada segundo, com muita gente torcendo pela sua morte. Com um instrumental completamente diferente do que estamos acostumados a ouvir da Taylor (exceto Haunted e Better Than Revenge), que alguns insistem lembrar algo do Creed, e a voz mais parecida com a Avril Lavigne que nunca, seria o single perfeito da trilha e deveria ter tocado nos créditos. Pra encerrar, a baladinha da Birdy, Just A Game, que também ganhou um clipe:

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