Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (2011)


Antes de mais nada, preciso dizer que, apesar de saber tudo que acontecia, ainda não li o livro. Eu sei, uma vergonha pra qualquer fã, como você ousa fazer isso, sua poser, certo?
Tanto faz.
Isso significa que assisti ao filme que encerra uma era e, como dizem alguns, inicia uma lenda, com um peso bem menor nas costas. Não precisei fazer comparações, como fazia antes.
Ah, sim, essa review contém spoilers. Muitos deles.

Título Original: Harry Potter And The Deathly Hallows, Part 2
Diretor: David Yates (dos últimos filmes da saga, a partir do Ordem Da Fênix)
Ano: 2010
No Filmow.

Sinopse: Na segunda parte do final épico da série, a batalha entre o bem e o mal no mundo da magia se torna uma guerra entre centenas de bruxos. Os riscos nunca estiveram tão altos e nenhum lugar é seguro o suficiente. Assim, Harry Potter precisa se apresentar para fazer o seu último sacrifício, enquanto o confronto final com Lord Voldemort se aproxima. Tudo acaba aqui.

5/5

Antes da estreia, todos os envolvidos no filme, desde o protagonista Daniel Radcliffe (Harry, para os que não assistiram aos filmes ou não gravam nomes de atores) ao diretor David Yates, à autora JK Rowling, disseram que haviam “se superado”, que era o melhor da série. E nenhum deles estava mentindo.

Esta segunda parte começa exatamente de onde a primeira terminou, com Lord Voldemort (Ralph Fiennes) abrindo o túmulo de Dumbledore (Michael Gambon) para pegar a “Elder Wand”, a “Varinha das Varinhas”, última das três Relíquias da Morte, que tinha sido enterrada com o bruxo. E Harry (Daniel Radcliffe), Ron (Rupert Grint) e Hermione (Emma Watson) estão enterrando o elfo doméstico Dobby [“Here lies Dobby, a free elf”].

Certo, não vou contar o filme inteiro, óbvio. Então digamos que, como filme, foi sim o melhor da série. Como adaptação, pelo que li de comentários, há vários erros, como a luta principal, que deveria ser no Grande Salão, não ao ar livre. E também quando a Ordem inteira basicamente “brota” em Hogwarts. Algumas cenas, no entanto, foram descritas como melhores que no livro, outras como completamente fiéis.

Draco Malfoy (Tom Felton) vinha ganhando minha simpatia. Essa vez não foi diferente. Draco é sim um Comensal da Morte, assim como seus pais meio egoístas e covardes, mas é como o próprio Tom Felton disse em uma entrevista esses dias: ele não tem muita escolha se não quiser morrer. Enquanto os outros pressionam o Harry para ser o herói, o pressionam para ser o ‘bad guy’. Mais de uma vez durante o filme, me senti mal por ele.
Neville (Matthew Lewis) tem muito destaque neste capítulo final. Não que não tivesse nos anteriores, mas, especialmente nos primeiros, ele trazia “comédia” com as situações em que se metia. Agora, é mais que essencial para a vitória no fim das contas. A cena em que ele mata a cobra Nagini foi uma das melhores do filme.
Falando em destaque, não há como não falar de Minerva McGonagall (Maggie Smith) e Molly Weasley (Julie Walters), que causaram admiração e risos no cinema inteiro (ou pelo menos na minha sala na pré-estreia, onde, bom, todo mundo aplaudiu). A primeira, com suas medidas na liderança de Hogwarts em um momento decisivo [e a frase “I’ve always wanted to use that spell” quando dá vida às estátuas gigantes para protegerem o castelo], a segunda, por ser a badass que mata Bellatrix Lestrange (Helena Bonham-Carter) em um duelo [e, CLARO, por um dos melhores momentos do filme ao gritar “NOT MY DAUGHTER, YOU BITCH!” para a mesma].

As mortes. Há muitas delas. Algumas previsíveis, outras não. Algumas mais tristes que outras.
É um filme detalhado, o que não significa que seja parado. Pelo contrário, aliás, porque ele não pára.
Personagens que apareceram em apenas um ou dois filmes, se não haviam retornado na Parte 1, como o sr. Olivaras, retornam agora.
E alguns personagens surpreendem e nos ganham de vez. Sim, Severo Snape (Alan Rickman), estou olhando pra você.

Você que leu o livro vai me dizer que não ficou surpresa com tudo que tinha por trás da ‘bipolaridade’ do professor Snape, com o quanto Dumbledore tinha planejado, com o passado de Snape e os pais de Harry… mas confesse que, quando leu, você ficou bem assim. Aliás, provavelmente a melhor cena do filme inteiro, apesar de não muito longa, é a cena das memórias de Snape. Hands down. [“After all this time, Severus?” “Always.”]

E o epílogo? Três palavras: Albus Severus Potter.

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