Ally Condie – Destino


Antes do lançamento, em Novembro do ano passado, Matched já me era familiar, por sempre aparecer nas minhas indicações da Amazon. Então é óbvio que a primeira coisa que me chamou atenção no primeiro livro da série de Ally Condie foi a capa, uma das mais lindas de… sempre? Daí vem a sinopse da série e, assim que começo a ler já entendo que é futuro distópico, coisa que a série The Hunger Games me fez gostar (ou perceber que gostava). E percebi, pelas reviews por aí, que não foi só comigo.

Título: Destino
Autora: Ally Condie

4.5/5

Sinopse: Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família. Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander – bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.
Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés.
Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo.
(no Brasil pela Suma de Letras)

A sinopse, na minha opinião, te dá só a MÍNIMA ideia do que é o livro. Algumas coisas nela, inclusive, não são exatamente assim no livro, acho que foram contadas de um jeito diferente para não deixá-la com 73 linhas. Mas vamos lá.
É um livro rápido e que prende. Só não li de uma vez porque não li numa tarde de tédio em casa, mas em vários intervalos de tempo livre na semana. Gostei de como a autora conta a história e gostei da protagonista, Cassia. No começo, ela sinceramente acredita que todo esse rigor da Sociedade, essa falta de liberdade, essa alienação, são ótimos. E até parecem, pelo estado de ‘perfeição’ das pessoas que vivem nela, calculado e estudado pelos Funcionários por anos para que fique assim.
A Sociedade controla praticamente TUDO, desde como você se veste (“roupas comuns” padronizadas para todos) até sua profissão, escolhida com base em dados sobre você e estudos aperfeiçoados ao longo dos anos. Eles controlam a cultura e não há criação nessa área. Foram escolhidos 100 poemas, 100 músicas, 100 filmes… considerados “apropriados”, a que todos têm acesso. Todo o resto, destruído. A maioria das pessoas nem sabe escrever, para não haver nenhum problema aí. Objetos do passado foram destruídos. Cada pessoa pode ter apenas um, chamado Artefato, isso se tiver a oportunidade de ter, por ser tão raro. Controlam sua alimentação e o exato dia em que você morre. Pra completar, o que eles não controlam, geralmente preveem.
E a parte do controle em que o livro (ao menos, o primeiro) mais foca é a dos Pares. Todos os cidadãos, aos 17 anos, têm seu primeiro Banquete do Par, e ali devem conhecer a pessoa que será seu Par. É, que tal isso? Escolhem uma pessoa que mora no canto oposto da nação e dizem “olha só, vocês dois vão se casar daqui a quatro anos, esperamos filhos daqui a uns oito anos, por ser a melhor idade para a formação deles”. E tudo isso é recebido tanto pelas meninas quanto pelos meninos com a maior naturalidade. Com festa. Com ansiedade. É tipo a “prom night” dos filmes de high school.
Cassia descobre nessa noite que seu Par será ninguém menos que seu melhor amigo, Xander. Na hora, é até difícil saber quem ficou mais feliz e aliviado com a escolha, entre os dois e seus pais, também amigos há anos. Mas depois, quando ela vai ver o microcartão com as informações e a foto do amigo, não é ele quem aparece. É Ky, amigo tímido deles, considerado uma Aberração. Os Funcionários garantem que foi um erro ou uma brincadeira de mau gosto, que ela deve desconsiderar isso, que o Par é o Xander, blablabla. Mas é claro que o que acontece é o oposto: ela começa a reparar no Ky, conversar com ele, acaba se apaixonando e esquecendo completamente o coitado do Xander, que na verdade mal aparece.
Mas o que Ky (e o avô dela também, e uma série de acontecimentos na cidade, não vou citar o spoiler) desperta nela é curiosidade, questionamento, “será que a Sociedade é mesmo perfeita como eu pensava?”. Cassia começa a se perguntar o porquê das coisas, o que aconteceria se pudessem escolher, o que a Sociedade esconde. E, quando ela sabe demais, não quer voltar atrás, quer uma mudança.
Por isso, acho que o segundo livro, Crossed (ainda não lançado e ainda sem nome aqui), vai ser ainda melhor, mais interessante, mais focado no que NÃO tem a ver com as emoções da protagonista. Digamos que, no primeiro livro, eu só não reclamei desse romantismo exagerado dela porque foi o negócio dos Pares que gerou a confusão toda da história. E a história é bem interessante, mostrando que o livro é bem mais que aquilo. Can’t wait for Crossed! (:

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