Scott Pilgrim Contra O Mundo (2010)


Na semana passada, fui assistir Scott Pilgrim Contra O Mundo pela quinta vez. Primeira no cinema, mas, mesmo assim, quinta no geral. Era a sessão Cine Cult, às duas da tarde, em uma sala com aproximadamente quinze pessoas. Quando me perguntaram “POR QUE você gastou seu dinheiro pra ir ver um filme que já viu quatro vezes?!”, a resposta deveria ser óbvia. É realmente MUITO diferente de assistir ao filme na tela do notebook do seu primo, e até mesmo projetado na parede da ‘sala de cinema’ de um dos seus amigos.

Título Original: Scott Pilgrim Vs. The World
Diretor: Edgar Wright (de Shaun Of The Dead, aka “Todo Mundo Quase Morto”)
Ano: 2010
No Filmow.

XXXXXXX/5

Sinopse: Baseado nos quadrinhos de Bryan Lee O’Malley, conta a história de Scott Pilgrim, um canadense preguiçoso de 22 anos que toca baixo na banda Sex Bob-Omb. Scott se apaixona pela americana Ramona Flowers mas, para poder sair com ela, deverá derrotar a Liga dos Sete Ex- do Mal.

Você que não viu o filme, leu a sinopse agora e está achando completamente idiota. Acertei? Bom… James Cameron já provou com o escasso-de-história-mas-maravilhoso Avatar que um filme é muito mais que apenas uma sinopse. Então, por mais besta que pareça, não se deixe enganar.
A primeira coisa a dizer é que é muito bem-feito. A impressão que se tem assistindo é uma mistura de HQ com anime e, principalmente, games mais ‘antigos’. Aparecem escritas algumas frases da narração, ou expressões aleatórias durante o filme, e onomatopeias também são destacadas. Algumas cenas são extremamente rápidas, exageradas, meio caricaturadas, se encaixando muito bem. E cada ex meio que representa um “boss” que, quando leva K.O. (literalmente), explode em moedinhas e dá uma pontuação. Scott até ganha uma vida extra, ou um bônus de atributos ao ganhar alguma espada nova (de novo, literalmente). Detalhes como a vinheta da Universal em versão ‘8 bits’ ou a ‘pee bar’ tornam tudo ainda mais divertido.
E divertido é palavra-chave quando se fala desse filme. Não só para mim, se as risadas-de-acordar-os-vizinhos que meu primo soltou enquanto assistia são de alguma indicação. Cenas de situações e diálogos memoráveis daquele tipo que se faz screenshot pra postar no Tumblr e ri cada vez que relembra, sabe? A irmã de Scott, Stacy, e o ‘colega de quarto gay’ dele, Wallace, protagonizam muitas dessas cenas.
Mas é claro que não teria metade da graça se não fosse o Michael Cera como Scott. Ele tem toda aquela cara de retardado necessária (sem ofensas), e também interpreta o protagonista perfeitamente. Mas isso não significa que o resto do elenco esteja algum nível abaixo, desde Mary Elizabeth Winstead irreconhecível como Ramona a Anna Kendrick como a irmã do Scott. E o elenco também conta com dois super-heróis do cinema: Chris Evans, o novo Capitão América, e Brandon Routh, Superman de 2006.
A trilha sonora, com contribuições principalmente de Nigel Godrich e Beck, é um destaque à parte, desde a Score à OST mesmo. A score remete justamente aos games antigos, tendo inclusive uma da trilha do The Legend Of Zelda, enquanto a OST mistura músicas originais com rock clássico e indie. O Sex Bob-Omb (ou Sex Bobs, como disse o G-Man) tem músicas legais, apesar de todas se parecerem um pouco. A música que Scott faz para Ramona me fez rir também. E o destaque do Crash And The Boys vai para a duração das músicas (“Wallace: Not a race, guys!”) e os títulos. Mas a melhor parte, na minha opinião, é definitivamente The Clash At Demonhead, banda da ex-namorada de Scott e do Evil Ex- #3, inspirada na Metric.

É muito nerd pra muita gente, ao que parece. Não é todo mundo que gosta do filme, meus amigos estão de prova disso, mas os que gostam… amam. Desde a primeira vez que assisti, entrou para os meus favoritos. Sugiro que os que ainda não assistiram deem ao menos uma chance.

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6 comentários em “Scott Pilgrim Contra O Mundo (2010)

  1. Quero ver esse filme faaz muito tempo, tinha a ideia de ver no cinema né, mas não lançou. Você falou desse Cine Cult, vou até procurar pra ver se há algum lugar iluminado assim por aqui. UHAUHA
    E essa coisa de anime-hq-videogame eu acho bem legal, gosto quando passam do normal e fazem algo de modo criativo. Hoje mesmo, vi Sucker Punch e achei MUITO bom. Acho que cai no que você disse final, “Não é todo mundo que gosta…”.
    Só não vou ver o Scott Pilgrim agora porque eu to com sono e porque ainda to com aquela sensação boa de depois de filme…

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    1. VÁRIOS amigos meus foram assistir Sucker Punch e disseram que é a minha cara e que eu preciso assistir. Parece muito bom.
      E isso de Cine Cult é no Cinemark, mas acho que só tá passando Pilgrim aqui em Aracaju.

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