My Chemical Romance – The Black Parade (2006)


Há alguns anos eu gosto dessa banda, apesar dos rótulos emo tão clichê que costumavam (tempo passado, espero) atribuir a eles. Há alguns meses eu estou VICIADA neles (meus amigos e followers não aguentam mais). Mais especificamente, desde quando o quarto álbum de estúdio, Danger Days: The True Lives Of The Fabulous Killjoys, estava para ser lançado. Mas não seria até que eu redescobrisse o The Black Parade, lançado em 2006, e juntasse ao novo álbum, que perceberia o quanto a banda é realmente boa. Se você tem algum preconceito com eles por causa daquele rótulo chatinho que eu citei antes, deixe de lado agora e escute pelo menos esses dois CDs.

Há alguns meses, eu e um amigo fã de música tivemos a ideia de ouvir algum CD simultaneamente e soltar opiniões, conclusões, comentários aleatórios, whatever, no MSN. Não deve ser uma ideia muito original, mas é divertida e funciona. Descobrir inspirações e semelhanças entre artistas completamente aleatórios, tipo um trecho de uma música do Within Temptation ser igual a uma intro da Taylor Swift (e isso já aconteceu) é uma das partes mais legais disso tudo.
Então, resolvemos analisar o The Black Parade. Primeiro musicalmente, depois o conceito (que eu não sei ainda se vou postar minha versão aqui). A segunda parte é, basicamente, interpretação de texto pra quem gosta de música. E, olha, transformar em dois álbuns um amigo seu de alguém que tinha preconceito com a banda em um fã super viciado que passa dias correndo atrás da HQ escrita pelo vocalista da banda é um tanto interessante. Digamos que o Parade foi a confirmação dessa transformação. Enquanto no Danger Days encontramos semelhanças com Muse, no Parade foram, principalmente, Queen e Pink Floyd. By the way, estou autorizada por mim mesma a usar trechos da conversa ao longo do post sem avisar.

O Álbum
Abre com The End., que emenda na Dead! da melhor forma “álbum conceitual” possível. Tão sutilmente que, se você não tiver escutado 263518974 vezes (tipo eu), pode se atrapalhar quanto a qual, exatamente, é o momento. A primeira é bem teatral, perfeita introdução e, às vezes, lembra Zeppelin, Queen e Floyd. A segunda tem um clima 70’s, de Blues pesado, mas a melodia vocal às vezes lembra o System Of A Down. O refrão ‘cresce’ e consegue ficar na cabeça por horas, assim como os lalalas do final. O solo é maravilhoso. [nota adicional em off: ouve só o solo e VAI DIZER QUE ISSO É EMO AGORA! (Y)]
Aí entra a This Is How I Disappear, uma das mais pesadas da banda, com riffs à la Metallica. O refrão é bem Metalcore, e isso não é dizer pouco, porque os gênios do refrão são os caras do Metalcore (vide o Avenged e sua Nightmare, cujo refrão me prendeu por meses). Depois vem The Sharpest Lives. O Mikey Way (baixista, irmão do vocalista Gerard Way) disse que a banda sempre tentou fazer uma faixa ‘dance’ e, antes da Planetary (GO!), o mais perto que chegaram foi com essa. De fato, apesar de ser quase tão pesada quanto a anterior, o refrão da Sharpest Lives é empolgante e, se parar pra pensar, ela tem mesmo semelhanças com a Planetary, principalmente as misturas loucas de estilo que caem superbem.
*pausa dramática*
E é aí que vem a masterpiece. A que supera SING, Dead! e tantas outras. A que a própria banda disse que não acha que consegue superar. Hands down, uma das melhores músicas que eu já ouvi. Welcome to the Black Parade. Não consigo mais ouvir essa primeira notinha de piano da intro, seja na Bridge Across Forever do Transatlantic (que, diga-se de passagem, é um supergroup que inclui MIKE PORTNOY), seja na Black Star da Avril Lavigne, sem imaginar o resto da Parade vindo depois. Tão teatral quanto as duas primeiras, começa apenas no piano, depois entrando a bateria, rufando de um jeito bem ‘bandas de parada’ mesmo. E, pelos primeiros minutos da música, fica assim. Depois, assume um estilo mais hardcore e mais parecido com o que se esperaria do MCR, inclusive no refrão épico. No fim, o clima de marcha volta com um solo meio Beatles ao fundo… enfim. Acho que me prolonguei demais nessa. Acontece. Moving on.
Até meus pais gostam da I Don’t Love You. Uma das melhores baladas dos últimos anos? Gosto especialmente da parte que vem logo depois do solo (que, aliás, é lindo), quando a voz do Gerard parece mais natural. A próxima é a House of Wolves, uma música nervosa, hardcore, punk talvez. E empolgante (well, what’s new in that?). Depois vem Cancer, talvez a música mais bonita da banda. Tive uns dias de vício extremo nela ultimamente [quem perguntou?]. O piano, o violino e os backing vocals deixam tudo ainda mais épico.
A próxima, Mama, é mais uma das SUPER TEATRAIS, e provavelmente mais que as anteriores, começando calma e depois ficando quase tão nervosa quanto a House Of Wolves, mas puxando o som pro Hard Rock. Aqui dá pra notar facilmente a inspiração no Queen, algumas circenses, e (pelo menos eu achei) similaridade com o SOAD. Depois vem Sleep. Tem um começo meio Hard Rock Progressivo e um refrão que combina uma melodia linda de guitarra com um vocal mais melódico, mas é, na minha opinião, a mais fraca do álbum. Aliás, a menos boa. Não chega a ser fraca, mas não chega a empolgar como todas as outras.
Já a Teenagers é como se fosse a parte animada do Country, ou Southern, ou Blues, mas com peso. É seguida pelo violão que se sobressai em toda a Disenchanted, a outra balada. Quando as guitarras entram, ela não fica menos épica, deixemos claro. O refrão é um dos melhores do Parade, e isso não é dizer pouco.
O encerramento é com Famous Last Words, outra que ‘cresce’, de refrão viciante, e a real Classic Rock do álbum. A melodia da guitarra na segunda estrofe (“Can you see? My eyes…“) dá uma vontade imensa de jogar essa música no Guitar Hero, ou só eu que acho isso? E ainda some gradualmente o instrumental no final, dando destaque à voz e aos backings. A hidden track é Blood, que resgata tudo de teatral anteriormente no álbum, mas não depois do simbólico ‘minuto de silêncio’ de 1 minuto e meio.

Não precisa NEM dizer que, de 10 estrelas, merece 13, né? (:

Destaques
#1/#2 – The End./Dead!
#5 – Welcome to the Black Parade
#6 – I Don’t Love You
#8 – Cancer
#11 – Teenagers
#12 – Disenchanted
#13 – Famous Last Words

Anúncios

4 comentários em “My Chemical Romance – The Black Parade (2006)

  1. ooooi, adorei o seu post, então postei no meu blog, claro dei os devidos creditos,
    achei mt foda o post. espero que não tenha problema eu ter postado isso.

    Curtir

Obrigada por ler! Não quer deixar um comentário, não? :)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s